terça-feira, 5 de maio de 2026

O ferry de Timor Leste e a indignação de Santana...

O anterior bota-abaixo na Figueira da Foz foi o de um ferry encomendado pelo Estado de Timor-Leste, em 2017. 
O navio ainda não foi concluído porque o Governo timorense não desbloqueou as verbas destinadas à sociedade criada para reabilitar os estaleiros Atlanticeagle, na qual é sócio maioritário. 
“É incompreensível”, afirmou Santana Lopes, exortando os governos de ambos os países a resolverem o problema. “Temos de começar a fazer disto uma causa pública”, propôs ontem o autarca. 
“Também considero inaceitável”, concordou o ministro José Manuel Fernandes. 
E Bruno Costa sente-se abandonado por Timor.
O assunto, para o Presidente Santana Lopes, não é uma indignação de ontem.
Registe-se: na reunião de  Câmara da Figueira da Foz realizada no dia 21 de Fevereiro de 2025 (há mais de um ano), o presidente Santana Lopes disse que está a tentar resolver os problemas associados à construção do ferry “Haksolok”, encomendado por Timor-Leste aos estaleiros navais Atlanticeagle, detidos em 95% pelo Estado timorense. 
“Tenho desenvolvido muitas diligências [junto do Governo de Timor e de ministros portugueses] em relação ao barco de Timor que está nos estaleiros, para resolvermos isto de uma vez”, revelou Santana Lopes. 
A construção da embarcação parou em 2018 e foi retomada em 2024. 
Entretanto, a mudança política em Timor afetou a transferência de verbas para os estaleiros, comprometendo a conclusão do ferry. 
Agora é que vai. Conforme disse ontem no seu programa televisivo das noites de segunda-feira, Santana Lopes "não vai largar o assunto em público".

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