Via Público
"O tempo é comunista. Todo o ser humano
tem as mesmas 24 horas. O pior é que não é o
próprio a poder gastá-las como quer. São os
ricos que dispõem delas. Obrigam-no a
trabalhar mais horas por cada hora em que
pode fazer o que quiser. E obrigam-no a
cumprir os horários que convêm a quem lhe
comprou o trabalho.
O pior é que, mesmo depois da reforma que nunca mais chega, é muito difícil largar o hábito de entregar o nosso tempo a quem manda em nós porque nos paga para isso.
Continuamos a ter pressa. A pressa é uma doença. Que seja uma doença voluntária é ainda menos saudável - e mais triste.
Com o tempo - isto é, depois de muitos anos a deixarmo-nos governar pela pressa dos outros-, percebe-se que não é o trabalho que dignifica ou dá cabo de nós.
O que nos dignifica é podermos escolher quando trabalhamos, por muito modesto que seja o trabalho ou o rendimento.
O que nos salva é sermos nós a decidir como é que gastamos a fortuna que herdámos: ter 24 horas por dia, desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. A vida não é curta: os outros é que a encurtam.
A guerra justa é tentar reclamar cada minuto que nos é roubado. O dinheiro é uma distracção. Esconde o tempo. É o câmbio tempo/dinheiro que interessa. Temos de ser ricos com o tempo que nos sobra: o troco.
E a propósito: os sindicatos têm razão."
O pior é que, mesmo depois da reforma que nunca mais chega, é muito difícil largar o hábito de entregar o nosso tempo a quem manda em nós porque nos paga para isso.
Continuamos a ter pressa. A pressa é uma doença. Que seja uma doença voluntária é ainda menos saudável - e mais triste.
Com o tempo - isto é, depois de muitos anos a deixarmo-nos governar pela pressa dos outros-, percebe-se que não é o trabalho que dignifica ou dá cabo de nós.
O que nos dignifica é podermos escolher quando trabalhamos, por muito modesto que seja o trabalho ou o rendimento.
O que nos salva é sermos nós a decidir como é que gastamos a fortuna que herdámos: ter 24 horas por dia, desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. A vida não é curta: os outros é que a encurtam.
A guerra justa é tentar reclamar cada minuto que nos é roubado. O dinheiro é uma distracção. Esconde o tempo. É o câmbio tempo/dinheiro que interessa. Temos de ser ricos com o tempo que nos sobra: o troco.
E a propósito: os sindicatos têm razão."

Sem comentários:
Enviar um comentário