Teotónio Cavaco, no Diário as Beiras:
"... nesta coluna prometo solenemente nunca mais ofender as virgens impolutas do discurso oficial e único nem os arautos da verdade absoluta, juro pela minha honra jamais me enfurecer face às ressuscitadas promessas de piscinas cobertas, de parques verdes da cidade, de viagens de uma só pessoa por mês que custam milhares aos contribuintes, de árvores mal podadas ou cortadas porque estavam doentes e eram terrivelmente perigosas, de obras desgraçadas em Buarcos!... A partir de hoje só vou escrever o que o Gabinete da Presidência da Câmara da Figueira me mandar!"
"... nesta coluna prometo solenemente nunca mais ofender as virgens impolutas do discurso oficial e único nem os arautos da verdade absoluta, juro pela minha honra jamais me enfurecer face às ressuscitadas promessas de piscinas cobertas, de parques verdes da cidade, de viagens de uma só pessoa por mês que custam milhares aos contribuintes, de árvores mal podadas ou cortadas porque estavam doentes e eram terrivelmente perigosas, de obras desgraçadas em Buarcos!... A partir de hoje só vou escrever o que o Gabinete da Presidência da Câmara da Figueira me mandar!"
Nota de rodapé.
É maravilhoso viver numa cidade onde quem ousa tem liberdade para dizer tudo o que apetece.
Contudo, para os poucos que ousam dizer tudo o que apetece, viver numa cidade como a Figueira deixa de ser maravilhoso, pois as pessoas melindram-se facilmente quando dizemos tudo o que apetece.
Seria maravilhoso viver numa cidade onde ter liberdade significasse respeito pela opinião, por mais diferente que seja.
Mas, não acontece assim. Por mim, acho bem que haja liberdade para discordarem da minha opinião. Todavia, lamento que fiquem aborrecidos pessoalmente comigo por ousar exercer a liberdade de opinião, numa cidade maravilhosa como a Figueira.
Por uma razão muito simples: viver numa cidade, por mais maravilhosa que seja, onde o melindre é uma falta de liberdade tramada, é uma chatice do caraças.
Para quem se melindra, porém, deve ser maravilhoso viver numa cidade livre por o poder fazer.
No fundo, na Figueira, uma cidade maravilhosa, é chato ousar ter a liberdade de dizer tudo o que apetece.
Viver na Figueira é maravilhoso. Contudo, é lixado querer ter uma vida maravilhosa. Isto é: ousar ter a ousadia de ter a liberdade para dizer o que apetece.
A Figueira é uma cidade maravilhosa, mas chata para quem ousa...
Contudo, para os poucos que ousam dizer tudo o que apetece, viver numa cidade como a Figueira deixa de ser maravilhoso, pois as pessoas melindram-se facilmente quando dizemos tudo o que apetece.
Seria maravilhoso viver numa cidade onde ter liberdade significasse respeito pela opinião, por mais diferente que seja.
Mas, não acontece assim. Por mim, acho bem que haja liberdade para discordarem da minha opinião. Todavia, lamento que fiquem aborrecidos pessoalmente comigo por ousar exercer a liberdade de opinião, numa cidade maravilhosa como a Figueira.
Por uma razão muito simples: viver numa cidade, por mais maravilhosa que seja, onde o melindre é uma falta de liberdade tramada, é uma chatice do caraças.
Para quem se melindra, porém, deve ser maravilhoso viver numa cidade livre por o poder fazer.
No fundo, na Figueira, uma cidade maravilhosa, é chato ousar ter a liberdade de dizer tudo o que apetece.
Viver na Figueira é maravilhoso. Contudo, é lixado querer ter uma vida maravilhosa. Isto é: ousar ter a ousadia de ter a liberdade para dizer o que apetece.
A Figueira é uma cidade maravilhosa, mas chata para quem ousa...
Decorridos quase 7 anos o que mudou na polis?
Sublinhado isto, viajemos até 24 de Abril de 2026.
Na Lousã, o 25 de Abril é comemorado com um programa alargado de celebração da Liberdade. O Teatro Municipal da Lousã recebe
hoje, a partir das 21H30,
um concerto de Ricardo
Ribeiro. Durante o espetáculo, o fadista vai interpretar temas da autoria de Zeca Afonso, num
momento que celebra a
liberdade. Esta actuação
faz parte da programação do município no ambito das comemorações de 25 de Abril.
Na Pampilhosa da Serra, o Município promove a valorização da memória coletiva e a promoção de uma cidadania activa e assinala 25 de Abril com exposição e espectáculo de teatro. O Auditório Municipal do Edifício Monsenhor Nunes Pereira, é hoje palco da peça “Irmãos de Abril”. Trata-se
de um espectáculo produzido pelo Coletivo à
Solta, que relembra os
espetadores que a história também se faz de
vozes que ousaram falar… e de corações que
nunca desistiram. A
partir das 21H00, esta
apresentação insere-se
no âmbito das comemorações do
25 de Abril e do ciclo de
Teatro Mise en Scène.
Na Figueira da Foz, cidade maravilhosa, de carnaval em Abril, mas também de grandes tradições democráticas e de Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade" e da consciência cívica que, pelos vistos ficou perdida no tempo, as Comemorações do 25 de Abril de 2026 promovidas pela autarquia ficaram reduzidas a isto.
Para ver o programa clicar aqui.

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