domingo, 31 de dezembro de 2017

O meu sermão de ontem à noite aos peixes do Cabedelo...

Ontem à noite coloquei esta postagem no facebook. 
Como ficou muita gente intrigada com o teor do sermão que fiz aos peixinhos e dado o manifesto interesse público, sem mais delongas, e a pedido de várias famílias, aqui fica o teor.

...do sermão de Santo António aos peixes
"Notai, peixes, aquela definição de Deus: Rector maris atque terrae: Governador do mar e da terra, para que não duvideis que o mesmo estilo que Deus guarda com os homens na terra observa também convosco no mar. Necessário é logo que olheis por vós e que não façais pouco caso da doutrina que vos deu o grande doutor da Igreja Santo Ambrósio, quando, falando convosco, disse Cave nedum alium insequeris, incidas in validiorem (1). Guarde-se o peixe que persegue o mais fraco para o comer, não se ache na boca do mais forte, que o engula a ele. Nós o vemos aqui cada dia. Vai o xaréu correndo após o bagre, como o cão após a lebre, e não vê o cego que lhe vem nas costas o tubarão com quatro ordens de dentes, que o há-de engolir de um bocado. E o que com maior elegância vos disse também Santo Agostinho: Proedo minorisfit proeda majoris (2)."
(1) «Tem cuidado, não caias nas mãos de um mais potente, quando vais em perseguição de um outro.»
(2) «O ladrão do menor acaba por ser vítima do maior.»

Mas não bastam, peixes, estes exemplos, para que acabe de se persuadir a vossa gula, que a mesma crueldade que usais com os pequenos tem já aparelhado o castigo na voracidade dos grandes. Já que assim o experimentais com tanto dano vosso, importa que daqui por diante sejais mais repúblicos e zelosos do bem comum, e que este prevaleça contra o apetite particular de cada um, para que não suceda que, assim como hoje vemos a muitos de vós tão diminuídos, vos venhais a consumir de todo. Não vos bastam tantos inimigos de fora e tantos perseguidores tão astutos e pertinazes, quantos são os pescadores, que nem de dia nem de noite deixam de vos pôr em cerco e fazer guerra por tantos modos? Não vedes que contra vós se emalham e entralham as redes; contra vós se tecem as nassas; contra vós se torcem as linhas; contra vós se dobram e farpam os anzóis; contra vós as fisgas e os arpões? Não vedes que contra vós até as canas são lanças e as cortiças armas ofensivas? Não vos basta, pois, que tenhais tantos e tão armados inimigos de fora, senão que também vós de vossas portas adentro o haveis de ser mais cruéis, perseguindo-vos com urna guerra mais que civil, e comendo-vos uns aos outros? Cesse, cesse já, irmãos peixes, e tenha fim algum dia esta tão perniciosa discórdia; e pois vos chamei e sois irmãos, lembrai-vos das obrigações deste nome. Não estáveis vós muito quietos, muito pacíficos e muito amigos todos, grandes e pequenos, quando vos pregava Santo António? 
Pois continuai assim e sereis felizes.

Mas nem por isso vos negarei que também cá se deixam pescar os homens pelo mesmo engano, menos honra da e mais ignorantemente. Quem pesca as vidas a todos os homens, e com quê? 
Um homem do mar com uns retalhos de pano. Vem um mestre de navio de Portugal com quatro varreduras das lojas, com quatro panos e quatro sedas, que já se lhe passou a era e não tem gasto. E que faz? Isca com aqueles trapos aos moradores da nossa terra; dá-lhe uma sacadela e dá-lhe outra, com que cada vez lhe sobe mais o preço; e os bonitos, ou os que o querem parecer, todos esfaimados aos trapos; e ali ficam engasgados e presos, com dívidas de um ano para outro ano e de uma safra para outra safra, e lá vai a vida. Isto não é encarecimento. Todos a trabalhar toda a vida e este trabalho de toda a vida, quem o leva? 

Não é isto, meus peixes, grande loucura dos homens com que vos escusais? Claro está que sim; nem vós o podeis negar. Pois se é grande loucura desperdiçar a vida por dois retalhos de pano quem tem obrigação de se vestir; vós, a quem Deus vestiu do pé até à cabeça, ou de peles de tão vistosas e apropriadas cores, ou de escamas prateadas e douradas, vestidos que nunca se rompem nem gastam com o tempo, nem se variam ou podem variar com as modas, não é maior ignorância e maior cegueira deixares-vos enganar, ou deixares-vos tomar pelo beiço com duas tirinhas de pano? Vede o vosso Santo António, que pouco o pôde enganar o mundo com essas vaidades. Sendo moço e nobre, deixou as galas de que aquela idade tanto se preza, trocou-as por uma loba de sarja e uma correia de cónego regrante; e depois que se viu assim vestido, parecendo-lhe que ainda era muito custosa aquela mortalha, trocou a sarja pelo burel e a correia pela corda. Com aquela corda e com aquele pano pescou ele muitos, e só estes se não enganaram e foram sisudos.

Inspirido nos Sermões do Padre António Vieira

sábado, 30 de dezembro de 2017

Balanço de 2017 e os desejos para 2018

Em 2017, a minha vida foi sendo feita como sempre foi: foi acontecendo, sem muitos projectos. 
Desses poucos projectos, apenas um se tornou real: o dia a dia que fui vivendo ao longo do ano que amanhã termina.

Os outros ficaram lá para trás. 
Uns, já esquecidos. 
Outros,  lembrados de vez em quando. 

Por vezes, há nostalgia nesse recordar. 
Noutras, apenas sorrio: que delicioso é sonhar e acreditar naquelas coisas que construímos apenas com amor, dedicação, voluntarismo e entusiasmo.
Por exemplo, muitas das vidas que não somos, que sonhámos e não fomos, por causa das voltas que dizem que a vida dá, foram sonhadas para ser vividas com outras pessoas. 

Pessoas essas que seguiram vida também por outros caminhos, vida por outras vidas. 
E essas pessoas levaram com elas aquelas vidas que sonharam comigo e que também eram a vida delas.
Mesmo que a vida, que é a nossa, seja maravilhosa e que não a trocássemos por nada, há qualquer coisa dentro de nós que, de vez em quando, nos deixa nostálgicos. 
Aquelas vidas que não chegaram a sê-lo... 
Que bonitos sonhos que já tive...

Como esta é a última postagem de 2017, fica o que desejo aos figueirenses em 2018.

Um dos melhores comentários que li em 2017

"Deite-se o mamarracho a baixo,faça-se uma parceria publico-privada para Inglês ver,acabe-se com o Mercado Tradicional,e vão ver os Turistas de dentro e de fora a passear a torto e a direito no Bairro Novo.Aliás,é bem notório o fluxo dos estrangeiros no JUMBO,no LECLERC,e agora até no CONTINENTE,na procura das NOVAS OPÇÕES,sobretudo para lhe tirar fotografias como recordação,pois nos seus Países não há nada disso.Há...mas cuidado,a ZARA já anda a vender LOJAS,e no JUMBO o CINEMA rebenta pelas costuras com tanta gente.Sei lá,se calhar à semelhança do Mercado da Ribeira em Lisboa,faça-se aqui um MERCADO DO RIO,para mais comes e bebes,porque desconfio que o investimento no Caçarola 2,o funcionamento do Caçarola 1,o surgimento espaçoso do PARQUE DE DIVERSÕES como RESTAURAÇÃO,a reabertura do Nicola agora sob a batuta do MISTURA BRASIL,a CARAVELA,o EPANEMA,a BIJOU,a IMPÉRIO,os CHINÊSES,e muitos mais PEDACITOS que envolvem aquela zona nobre da cidade,não vão ser suficientes para o fluxo previsto,isto claro está,principalmente no OUTONO,INVERNO E PRIMAVERA.Há pois,e o CASINO DA FIGUEIRA,que de restauração até tem muito boas condições,e por estar sempre a abarrotar,mais justifica o tão ansiado MERCADO DO RIO.Já agora,destrua-se finalmente o JARDIM MUNICIPAL,e façam ali um Parque de Estacionamento para o novo CENTRO COMERCIAL,e pronto,repete-se:"O edifício o Trabalho, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã...",....e desta vez é que é.Desculpem lá a simplicidade da minha visão e respetivos pontos de vista,mas no fundo só queria também chegar-me à frente na COISA. Opa estou de todo,que se faça um evento de MOSCAS no PALÁCIO SOTTO MAIOR,que não fica assim tão longe,e já que não se cria um MAGESTIC na Discoteca OCEANO,vão-se buscar os MÓVEIS DO SOTTO ás CAVES DO DOURO,e proporcionem visitas guiadas ao Turista,pois ouvi dizer que eles gostam muito...Há pois,coloquem os Elétricos a funcionar em direção à CÂNDIDO DOS REIS,e movimentem a Turistada para o TUBARÃO,SAGRES,BAR ESPANHOL etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc etc"

Custodio Cruz, a propósito desta postagem,  via facebook

Balanço de 2017 - aspectos urbanísticos

"Negativo
A autarquia continua a ignorar quem anda a pé diariamente pela cidade. A evolução para um novo paradigma de mobilidade não foi apropriada pelos decisores (eles próprios parece que não andam a pé….), os projetos e obras beneficiam sempre os automobilistas e esquecem os peões. Falta atenção ao detalhe, desde o nivelamento dos passeios às estratégias que levam as pessoas a usar mais a bicicleta. A abertura de novas superfícies comerciais em zonas afastadas do centro cívico mostra que o planeamento urbano é marcado pelo “interesse comercial”. Falta ainda uma verdadeira política de cidade. A confusão urbanística continua presente, moradias são “abafadas” por prédios com 4 andares; espaços verdes são transformados em parques de estacionamento. 
Isto em 2017, mais de 30 anos após a Figueira ter sido desfigurada (o Edifício Trabalho é dessa época) por um urbanismo pobre, condicionado pelos interesses privados que “capitalizaram cada metro quadrado” que lhes foi entregue. 
Positivo
O PDM, aprovado em 2017, veio reduzir a zona urbana em 47% face ao anterior e limitar muito a construção nova na zona urbana. O mesmo se aplica às zonas rurais, onde é necessário restringir as zonas urbanizadas. Precisamos de contrariar os erros do passado que levaram a situações de dispersão urbana com custos elevadíssimos, desde uma rede de águas sobredimensionada até aos custos em manutenção de estradas e iluminação pública. 
A todos os leitores votos de Bom Ano de 2018."

Via AS BEIRAS

A LIÇÃO DO PERNIL

A dois dias do fim do ano os 2017 os portugueses tiveram a oportunidade de aumentar a sua bagagem cultural de forma significativa, ficaram quase especialistas em hérnias umbilicais e ainda tiveram a oportunidade de saber que o pernil está para os venezuelanos como o bacalhau está para os portugueses. De caminho ainda receberam uma lição de direito constitucional, para saberem porque razão Ferro Rodrigo não foi Presidente da República durante a noite que passou.

Mas como o país é pequenino o pernil levou-nos à empresas que supostamente devia ter feito a exportação e ficámos a saber que Mário Lino é o presidente do Grupo. Faz todo o sentido, se a empresa faz tantas exportações nada como um especialista em transportes para gerir o grupo. Ninguém pode levar a mal que o nosso velho Jamais faça pela vida, a notícia nem sequer chega sê-o, até porque na mesma empresa há mais correntes político-partidárias devidamente representadas, enfim, há pernil que chegue para todos.

Mas o mais curioso é que essa mesma empresa foi alvo de uma investigação e a acreditar na comunicação social o crime de que era suspeita foi o de ter crescido muito! Enfim, seria maldoso questionar se não seria para tentar tramar Mário Lino, até porque alguém se poderia lembrar de sugerir que em relação ao governo de Sócrates a vontade de tramar surge antes da suspeita. 

Mas não deixa de ser ridículo que o Observador noticie de forma quase ingénua que em Portugal o sucesso empresarial é motivo de suspeita opor parte da nossa justiça. Aliás, no Freeport a grande causa da suspeição estava não em qualquer ilegalidade mas sim na forma célere como um processo legal foi aprovado. Enfim, ainda bem que os que não têm jeito para gerir empresas ou são defensores de um Estado lento optem por certas profissões.

Mas fica o aviso aos nosso jovens empreendedores e aos investidores estrangeiros, tenham cuidado com o sucesso, evitem ser muito bem sucedidos pois correm um sério risco de caírem nas malhas da lei, de serem investigados e verem os seus telefonemas escutados e as vossas vidas íntimas fotografadas. A não ser que contratem o Paulo Portas ou um qualquer outro selo de garantia de honestidade...

Enfim, daqui a três dia teremos Ano Novo, ainda que com muita gente “velha”.

Feliz 2018

O administrator  deste espaço deseja a todos um próspero Ano Novo.
Sobretudo, faz votos que o senhor dr. Santana Lopes seja o futuro líder do PSD, primeiro passo para ser  o próximo primeiro-ministro indigitado pelo senhor presidente da República. 
A política  tem de continuar a ser uma paródia, em 2018, que ninguém deve parar...

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (VIII)

Imagem via AS BEIRAS
Na Figueira, existem prédios em ruínas, há décadas, em algumas das zonas mais valorizadas da cidade. 
Exemplo disso é o edifício "O Trabalho".
Isto é a  demonstração do que tem sido o poder político na Figueira, nas últimas 4 dezenas de anos: fraco com os fortes e forte com os fracos.
A questão, para os figueirenses é esta. Passo a citar o  ex-vereador António Tavares, numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS, na terça-feira, 11 de março de 2014.
"...  não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."

Na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, Daniel Santos, ex-vereador da Câmara da Figueira da Foz, engenheiro civil, avaliador de imóveis e especialista em urbanismo e ordenamento do território, lembra que “havia muitos interessados na compra de lojas e apartamentos”, quando o edifício foi construído, em finais da década de 80 violando o plano orientador Alberto Pessoa (não vinculativo) e o Regulamento Geral das Edifi cações Urbanas (com efiácia legal), no que à cércea diz respeito. 
Recordou ainda Daniel Santos que “as iniciativas para ser encontrada uma solução começaram a ser tomadas ainda no mandato de Santana Lopes (1997 - 2001). Já na altura estava em degradação. Entretanto, nada aconteceu”.
Nos dois mandatos seguintes, com Duarte Silva na presidência da câmara, o Edifício O Trabalho também entrou na agenda, mas, mais uma vez, sem resultados. 
Daniel Santos realçou o papel mais proativo dos executivos do actual presidente, João Ataíde, por enquanto, sem resultados visíveis. 
O autarca da Figueira da Foz quer resolver as coisas a bem, mas isso não o impediu de pedir um parecer para a eventualidade de ter de acionar o plano B. Isto é, a expropriação do edifício, tendo a seu dispor três modalidades: declaração da ruína económica, ruína física e ruína urbanística do imóvel. 
Segundo os resultados do estudo, de harmonia com o jornal AS BEIRAS, a autarquia podia acionar a primeira opção. No entanto, há, entre os jurisconsultos, quem defenda que só quando as três vias estiverem reunidas é que surtem efeito. 
Outros, porém, sustentam que basta provar a existência de uma delas.
O edifício o Trabalho, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã.
 “Na minha opinião, aquele edifício nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projeta nos outros edifício”, sustenta hoje nas BEIRAS  Daniel Santos. O especialista apontou, por outro lado, os problemas de funcionalidade, com o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”. Concluindo, defendeu:  “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".

Entretanto, em VIANA DO CASTELO o Tribunal Constitucional abre caminho à demolição do prédio Coutinho...  O órgão considerou improcedente o recurso dos moradores, viabilizando a demolição do polémico edifício no centro histórico de Viana, prevista para o primeiro trimestre de 2018. A sociedade VianaPolis já tem quase todo o edifício na sua posse e pretende cessar actividade no final de 2018, após a conclusão deste processo.
Oxalá que os esforços que têm vindo a ser feitos pelo presidente Ataíde surtam o efeito desejado  e aquele descomunal aborto paisagístico seja apagado da vista, que não da memória, dos figueirenses.
Cansados de esperar, os figueirenses já estão como S. Tomé: ver para crer.
Isto é, só acreditam quando o problema estiver resolvido.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Os patrões que temos!..



“O novo PSD devia libertar o Governo da dependência que tem da esquerda”...
(Bastou meia legislatura, 2 - dois - 2 anos, com a economia e o emprego a crescerem, as exportações no sentido ascendente, todas as metas a serem cumpridas e o país a sair do lixo das agências de notação financeira, tudo acompanhado pelo aumento tímido do salário mínimo nacional e de uma tímida reposição de direitos, abaixo dos níveis pré-troika, nada comparável ao que existia em 2011, já de si muito minguado por sucessivas revisões do Código do Trabalho, sempre em beneficio da rigidez patronal e que, ainda assim, permitiu o crescimento e a consolidação de grupos como o Jerónimo Martins, a Sonae, a Corticeira Amorim, a Portugal Telecom, a EDP, por exemplo, para o chefe do sindicato dos patrões desatar a rezar pelo regresso do PSD, do (velho novo) PSD.)

A Figueira é um puzzle onde tudo se vai encaixando...

Alguns exigem mais tempo a serem completados. Outros menos...
Neste, como noutros casos, dirão que é o destino... Que tinha o seu destino traçado...
Chamo-lhe outra coisa: é a vidinha. Esta crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS, é a insuportável evidência das coisas na Figueira. Aqui fica.

"Ontem era tarde para que o Município alienasse a sua participação na Figueira Parques – Empresa Municipal de Estacionamento. Não que o estacionamento urbano – nas zonas centrais da cidade – não deva ser regulado e tarifado. Não que a actividade não deva funcionar, como funciona, em regime de concessão. O que não pode acontecer é prolongar-se muito mais tempo o modelo de concessão que vigora. Por várias razões. Em 1º lugar, porque é prática malsã que o concedente e o concessionário sejam (quase) o mesmo. O concedente é o Munícipio, o concessionário é uma empresa de capitais maioritariamente municipais. O concessionário deve levar a cabo a operação nos termos contratados e ao concedente cumpre verificar o cumprimento do contrato. Juntar isto numa só entidade é coisa bizarra. É como se, numa empresa, o Presidente da Administração e o auditor fossem a mesma pessoa. Em 2º lugar, porque com o (mau) emaranhado contratual gizado no início da concessão, os ganhos obtidos com a operação só afluirão ao Município no final do contrato (2025). Como a Figueira Parques não distribui lucros, fica afastada a hipótese de, ao longo do período de concessão, o Município aplicar os ganhos obtidos na melhoria das estruturas associadas ao estacionamento urbano (pinturas, sinalização, etc). Tudo se resolveria com a reforma do modelo, em que um concessionário privado – sob regras a fixar (designadamente estabilidade do tarifário) - pagasse, em base regular, ao Município, uma renda   da concessão."

Como a meter água se pode sobreviver na politica figueirinhas - Monteiro pode mesmo vir a ser presidente do PS Figueira e, quiçá, o próximo edil figueirense.

Carlos Monteiro, iniciou-se tarde na política activa, mas a tempo de ser um vencedor? 
Já esteve mais longe. Na política figueirinhas, cada vez mais sobra o refugo.

Carlos, desconhecido professor de biologia do secundário, estilo motoqueiro, simpatizante maoísta, surge na politica activa na candidatura autárquica 1997, como apoiante independente de outro Carlos, só que este, com o apelido de Beja. Mas, os Carlitos, para além de homónimos, maíostas, e mais tarde socialistas, ambos têm algo mais em comum: o desejo de serem presidente de câmara. 
O percurso de Monteiro, no partido, é altamente sinuoso...
Um autêntico salta pocinhas, fazendo alianças com adversários, e até inimigos. 
Nem dentro, nem fora do partido ganhou qualquer eleição. Numas eleições internas, a sua lista teve menos votos que o número de elementos que a compunham - 56. Ficou na história do partido. 
Foi candidato à Junta de São Julião, onde foi esmagado.

E, depois destes desastres, como ainda sobrevive politicamente?
Carlos, é um péssimo comunicador, técnica e politicamente mal preparado e sem jeito para a coisa. 
Mas, é um falso simpático, profeta sedutor de promessas, ainda que não as consiga cumprir. Como estratega, actua de forma isolada, tipo verdadeiro lobo solitário. É muito resiliente, e não desiste nunca da sua presa, mesmo com danos colaterais (faz tudo pelo seu objectivo primário).
Depois de ter sido dado como politicamente morto, após a derrota dos 56 votos, João Paredes, seu opositor deu-lhe mão, e chegou a fazer dele o seu número dois na concelhia do PS e até o indicou para número dois na lista de Ataíde nas eleiçoes de 2009. 
Monteiro, tinha dado nas vistas, na luta da água (mais cara do país), que rapidamente esqueceu quando chegou ao poder. 
Ainda em plena campanha de 2009, foi dos primeiros a trair Paredes, pois sabia que este jamais lhe daria no futuro o seu apoio a uma eventual candidatura à Câmara. 
Os seus mandatos como vereador, são um desastre. Neste caso, compensa meter água, até nos enfeites de natal...
Se compensa.

Dilema - dois lugares para uma só cadeira. 
João Portugal, também nunca escondeu a ambição de querer ser edil figueirense. 
Neste momento, o jovem politico, ex-deputado e actual presidente da concelhia do PS da Figueira, tem uma vida muito ocupada pelas áfricas, a tratar dos seus negócios, e por limite de mandatos não se pode recandidatar. 
Estrategicamente, os apoiantes de João Portugal vão "apoiar" Monteiro, para nas próximas eleições para a concelhia (daqui a dois anos) o apearem. 
Será assim? 
Talvez não, digo eu. 
Monteiro, como professor de biologia, sabe que é preciso dar milho aos patos e quem lidera é o dono do saco do milho. 
No último mandato, ao ficar com o pelouro da obras municipais (saco do milho), ficou com o apoio dos patos das freguesias e viu crescer a sua influência. 
Pelos vistos, ainda vai crescer muito mais, e daqui a dois anos é capaz de ser o único dono da capoeira.

E Ataíde, no meio disto tudo?
O edil quer fazer o último mandato sem o incomodarem com as coisas "piquenas" do partido e se possível, antes do fim do mandato, ter um lugar ao sol.
E a democracia interna no PS? Listas únicas?! E a oposição interna, onde fica?
Pois, o PS está mesmo no refugo. 
Quem podia fazer alguma coisa de diferente, ou está cansado, ou fora da terrinha. 

E os jovens? 
Quais? 
Os poucos que pensam que o dinheiro é a coisa mais importante do mundo e que já decoram o rebanho, ou aqueles que não se deixam arrebanhar e são ostracizados pelo poder vigente? 
Os jovens, neste PS figueirinhas, não contam para o totobola.

Nota de rodapé.
O ANC-Caralhete News apurou que David Paredes está a preparar uma candidatura alternativa a Carlos Monteiro (um ex-aluno versus ex-professor...), para "obrigar" a que, pelo menos, os orgãos reúnam estatutariamente. 
Pelos vistos, porém, não está a ser fácil. 
Uns já passaram para o lado do milho, outros receiam retaliações e atitudes persecutórias e, outros ainda, vejam lá, temem um mau resultado. 
Será que David Paredes não arranja uns míseros 56 votos? 
Não tem nada que saber, é só plagiar o percurso do ex-professor Monteiro. 
Mas, primeiro, é preciso saber, se David Paredes está disposto a ser lobo solitário. 
O tempo o dirá...

Na Figueira continua a ser sempre carnaval…

Imagem sacada daqui
A melhor passagem de ano é na Figueira da Foz. 
Três noites de festa. Para todos. Com Inês Simões, Diogo Piçarra, David Carreira, Pedro Abrunhosa, Dj Nelson Cunha e todos os que queiram receber 2018 com muita animação. 
Entrada livre.
Texto sacado daqui.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

A vida política é feita de sinais…

Em termos políticos, nada, ou pouco, me interessa saber quem é da Naval desde pequenino.
Porém, já me interessa - e muito... - conhecer quem pode, por qualquer acidente eleitoral, chegar um dia a presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz…

Ainda existem boas notícias nos jornais...

"Jantar solidário da Mancha Negra com menos 40 sem-abrigo do que no ano passado"...
Via AS Beiras

Sobre o Orçamento Participativo: "anemia democrática"

"A Figueira da Foz aderiu a esta iniciativa em 2015 (após proposta da vereação do PSD). Nas 2 edições já realizadas estiveram à votação 11 e 13 projetos. Esta semana ficámos a saber que este ano os figueirenses vão poder votar entre 4 (quatro) projetos. É um falhanço rotundo em termos de participação. Razões para isto?  Talvez a falta de conhecimento sobre a dinâmica, a fraca divulgação, a complexidade da regulamentação e da participação, a falta de liderança eficiente do projeto, ou a reportada resistência por parte dos presidentes de Junta (!) que vêem tal iniciativa como uma ameaça à democracia representativa. Pelos vistos, o dinheiro não é tudo já que disponibilizar 300.000€ não é suficiente para pôr os cidadãos a pensar na sua rua, na sua freguesia ou no seu município e perguntar-se «O que é preciso aqui?»

João Armando Gonçalves, professor do ensino superior, hoje no jornal AS BEIRAS

Nota de rodapé.
Disse alguém, de que não me lembra agora o nome, "que um dos primeiros erros do mundo moderno é pensar-se que as coisas passadas não podem acontecer de novo". 
Pelo que observo, muita gente dá por adquirida a liberdade que vivemos.
Porém, ao ver o desinteresse dos mais novos pela participação democrática, temo muito pelo nosso futuro colectivo.
Hoje ninguém se atreve a aplaudir o unanimismo. 
A vida é feita exactamente de diversidade que se deve manifestar em todos os domínios. 
A troca de ideias e a discussão civilizada não nos devem perturbar, antes devem ser a regra a seguir como a atitude insubstituível.
Por isso, tenho mais do que razões para andar preocupado com o que se passa na minha cidade, quando deparo com situações como esta... 

Erosão costeira: uns têm obra...

Enquanto por cá é mais importante anunciar obras de fachada, outros preocupam-se com  a segurança da população...

E não tem sido por falta de avisos...
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.

Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...

A atracção do vazio?..

Um dia,  o político total, que foi Mário Soares, chamou a atenção para a importância da política.
Mário Soares  "não percebeu", que a política já, nessa altura, "não era o essencial numa campanha eleitoral".
Não sou exigente: apenas gostaria que alguém me tentasse  explicar bem o que é que, na Figueira, susbtituiu a política...

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Por vezes, uma ligeira intervenção é o suficiente...

Porque este também é um dia de tristeza em que a saudade nos assalta. 
Porque este também é um dia em que a recordação dos que perdemos pelo caminho (é isto a solidão, pelo menos para mim...) dói mais ainda. 
Porque este é também um dia em que não há conforto para quem o perdeu. 
Porque este é também um dia em que tudo pode magoar...
Espero que gostem deste grupo e desta música, tanto como eu gosto...

domingo, 24 de dezembro de 2017

Bom Natal

Sejam inconscientes, felizes e espertos.
Aqui, nesta OUTRA MARGEM essa alegria sente-se. 
Não é uma alegria consciente, mas sim um estado de um puro contentamento que a despreocupação INCONSCIENTE sempre proporciona.
Somos um povo complicado, mas com algo de giro! 
Este não conformismo e esta rebelião inconsciente anárquica, agrada-me. 
Porém, falta algo: direccionar o espírito contestatário  adequadamente contra o poder consciente das malfeitorias que faz aos inconscientes...
Boas Festas para todos!

Finalmente, hoje é o último dia do jardim natal, do João Natal...

Ainda bem, pois já estou sem paciência, para tanto barrete de Pai Natal...

O voto é a arma do povo?

Que autoridade democrática tem o futuro líder do PSD, seja ele quem for, para falar em legitimidade, em verdade e em transparência, quando a sua eleição  assentou na fraude da máfia dos sindicatos de votos?
"PSD arrecada quase um milhão em quotas pagas em atraso.
Disputa de liderança entre Rui Rio e Santana Lopes levou 70 mil militantes a fazer pagamentos. 
Último dia rendeu 360 mil euros."

“Na roça com os tachos”, uma série em exibição na Figueira há 40 anos... (IV)


És figueirense?
És jovem?
Tens um mestrado com uma nota de 19 valores?
Estás garantido: a Câmara Municipal da Figueira da Foz cuida de ti!..

A Câmara Municipal da Figueira da Foz proporciona-te a oportunidade de abraçares uma profissão estimulante e desafiante.
O teu ingresso poderá ser feito de duas formas:
por via do ingresso no quadro permanente, onde adquires uma ligação efectiva à Câmara;
através do ingresso em regime de CONTRATO DE AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS NA ÁREA DA ARQUITECTURA - MODALIDADE DE AVENÇA por um período de tempo limitado, de duração mínima de 1 ano.

Nota de rodapé.
Se todos os mestrados com 19 valores fossem iguais, não haveria necessidade de sermos jotinhas, filhos, afilhados ou sobrinhos de políticos.
Mas, há sempre apoios desinteressados, generosos e nada oportunistas a jovens...

sábado, 23 de dezembro de 2017

Morreu João Paulo Tomé

Faleceu João Paulo Águas Tomé Ferreira dos Santos, com a idade de 72 anos, natural de Moçambique era aposentado, ex-médico naturopata. 
Na sequência da independência de Moçambique, integrou a equipa governamental liderada por Samora Machel. 
Em 2003, juntamente com Rui Lemos e Rui Curado Silva foi membro fundador do Bloco de Esquerda da Figueira da Foz. 
Foi eleito para a Assembleia Municipal da Figueira da Foz em 2009 e reeleito em 2013.

Via BE Figueira da Foz

A segurança...

A PSP tem apenas dois carros patrulha para acorrer a todo o concelho de Cascais, que tem 206 479 habitantes. Das cinco esquadras existentes, apenas a do Estoril e Trajouce tem um carro disponível. 
Segundo o que o CM  apurou, as esquadras de Cascais, Parede e Carcavelos não tinham qualquer viatura operacional a meio desta semana.

Entretanto, em Cascais, algo já aconteceu.
"Já mostrámos à PSP a disponibilidade para oferecer 10 carros", disse ontem Carlos Carreiras, edil de Cascais, no dia em que o CM noticiou só haver dois carros operacionais para patrulhar todo o concelho. 
O autarca espera agora uma resposta do MAI e PSP. Um investimento de 350 mil € – compra – ou 54 mil €/ano em regime ALD – com manutenção.

Por cá estamos assim.

Sustentabilidade ambiental na Figueira: do faz de conta oficial, à realidade...

Uma crónica de João Vaz, publicada no jornal AS BEIRAS

"A administração local tem um papel muito importante na construção de um país melhor, mais robusto e capaz de enfrentar os desafios ambientais. Aqui na Figueira os desafios são muitos, e presentes, não são coisa de “futuro”. Hoje já é tarde para pedir que sejam “as crianças a salvar o mundo” que os adultos estão a estragar por um misto de ganância e inação. Se atentarmos ao orçamento municipal verificamos que simplesmente não há política de sustentabilidade ambiental. O que lá está é mais do mesmo, continuar a fazer as mesmas obras, sem pensar na sua sustentabilidade, negligenciando consumos energéticos e a pegada hídrica. Conceitos como a conservação da paisagem e estratégias para aumentar a resiliência da floresta ao fogo, ainda não existem como rubricas orçamentadas. Nem sequer a mitigação e combate às alterações climáticas está contemplada no orçamento. Qual a pegada de carbono da Câmara Municipal? Ninguém sabe. Qual o objetivo no uso de energias renováveis por parte das estruturas municipais (piscinas, escolas, mercados, bibliotecas, etc.) e que investimento vai merecer? Quase nada, os utilizadores dos espaços vão continuar a ter frio no inverno e calor no verão, por falta de investimento no isolamento e climatização. Só quando o Estado central exige é que o nosso poder local reage, e é obrigado a agir, melhorando as estruturas. Um concelho mais ecológico seria já em 2018 um posto avançado da Agenda 2030, mobilizando a sociedade rumo ao desenvolvimento sustentável. Mas estamos longe disso."

QUE FAMÍLIA TÃO UNIDA!..

"Vieira da Silva concedeu a 4 de março de 2009, quando era ministro do Trabalho e da Solidariedade Social no governo de José Sócrates, um subsídio de 100 mil euros ao Centro Social D. Manuel Monteiro de Castro, uma IPSS do concelho de Guimarães dirigida pela sua sogra e mãe da deputada socialista Sónia Fertuzinhos, Elvira Fertuzinhos. Um cargo que ocupa até agora. 

Em abril de 2010, Elvira Fertuzinhos passou a receber pelo cargo de presidente desta IPSS um vencimento base de mil euros mensais, um valor que entretanto foi atualizado. Em abril de 2016 o vencimento base subiu para 1177 euros por mês, soube o i. Feitas as contas, Elvira Fertuzinhos recebe por ano 16 478 euros desta IPSS e a este valor há que somar ainda uma reforma mensal que recebe desde 2010 e que ronda os 1050 euros. 

Um ano antes de ser concedido este subsídio, Vieira da Silva esteve presente na IPSS, juntamente com Sónia Fertuzinhos, na festa de aniversário da instituição. Na altura, segundo apurou o i, Elvira Fertuzinhos admitiu as dificuldades sentidas na obra que demorou 10 anos a entrar em funcionamento, mas agradeceu os apoios concedidos a nível autárquico e governamental para que o projeto se tornasse uma realidade." 

VIA JORNAL i 

É Natal: os pobrezinhos, as crianças, os idosos, os sem-abrigo figueirense estão cheios de sorte...

"Que todos juntos possamos contribuir para um Concelho cada vez mais amigo de quem nele vive e atrativo para quem o visita, uma Figueira da Foz verdadeiramente para todos. Que a renovação a que todos assistiremos, no próximo ano, nas ruas, praças e jardins do nosso Concelho, sejam acompanhadas pela renovação das forças da nossa Comunidade e de cada um de nós, e que honremos todos a resiliência que é apanágio da nossa terra de gentes do mar, enfrentando com confiança cada novo desafio.
As minhas últimas palavras vão, neste Natal, para os mais desfavorecidos, para os que estão sozinhos, para os que sofrem: que vivam estas festas de olhos postos num 2018 melhor, com a certeza de que esse é, também, o nosso objetivo, o nosso desejo e a nossa meta para o novo ano - uma Figueira da Foz melhor para todos.
A todos um Bom Natal e um Feliz 2018."
João Ataíde, presidente da Câmara Municipal da Figuiera da Foz.

CDU e PSD exigem novo regimento para AM

CDU e o PSD exigem um novo regimento para Assembleia Municipal da Figueira da Foz. 
Já se realizaram 3  sessões no actual mandato e  ainda continuam a vigoar as regras do mandato 2013/2017. 
A distribuição do tempo pelas diversas forças políticas, por temas, gerou celeuma na reunião realizada na passad quarta-feira, dia 20 do corrente. 
O comunista Nelson Fernandes protestou com veemência contra aquilo que considerou ilegítimo. 
“Não admito este tipo de ilegitimidade!”, disse.  E acrescentou o deputado municipal da CDU: “é de lei que, mudando a legislatura, muda o regimento”
O presidente da mesa da assembleia, o socialista José Duarte, que cumpre o segundo mandato consecutivo, informou que vai ser marcada uma reunião da comissão permanente, da qual deverá resultar uma decisão acerca do regimento. 
“O deputado Nelson Fernandes tem toda a razão. Já estamos na terceira reunião e ainda não há regimento”, reagiu, por seu turno, o social-democrata Rascão Marques. 
Este eleito do PSD protestou, também, contra o prazo da distribuição de documentos pelos deputados da oposição, queixando-se que, para aquela sessão, tinham chegado apenas 24 horas antes, quando devem ser entregues com, no mínimo, 48 horas de antecedência. 
O presidente José Duarte justificou que o atraso ter-se-á devido a problemas que ultrapassam a mesa da assembleia

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

O ícone da superficialidade reconfortante da mediocridade da Figueira em que vivemos….

O cromo de hoje é Carlos Monteiro, o mais discreto e low profile dos servidores do presidente Ataíde. Ex-emeérrepêpê, converteu-se cedo ao socialismo democrático e quiçá também à cosa nostra local, a inefável loja dos aventais onde terá também aprendido a discrição com que desempenha as tarefas de que Ataíde o encarrega. Monteiro é um ex-professor de Liceu licenciado em plítica plas freguesias – é ele que baralha e dá , sempre discreto, o jogo de pequenos e grandes poderes e clientelas no concelho profundo. Conhece como poucos o que a casa gasta, nesse campo minado que é esse pequeno mundo de obediências, de conchavos e de conveniências. Ele é também o único vereador totalista dos três mandatos de Ataíde (este foi-se desfazendo de todos os outros, mas guardou sempre Monteiro): começou a vice-presidente, foi despromovido no segundo mandato, mas perseverou (sempre discreto) e foi recompensado no terceiro. Hoje é, de novo, vice-presidente do município, vereador de uma porção de coisas e até do ambiente.

A mais ilustrativa das suas performances, a que identifica melhor o espírito da personagem é este episódio recente: no âmbito das actividades de entretenimento e animação com que a câmara tem por hábito derreter o orçamento anual para deslumbrar o seu público alvo, os labregos, arresolveu-se (ou deliberou-se) proceder à instalação, à beira-rio, de uma composição constituída por cubos de plástico com capacidade de mil litros de água dotados de iluminação nocturna. A composição de cubos perfaz o santo nome da cidade e o encanto e deslumbramento de todos os papalvos que “ah!”, adoram o fogo fátuo do foguetório e os seus reflexos coloridos na água. O busílis da coisa é que os inginhêros da câmbra arresolveram atestar os depósitos com água da companhia. Digam que lá que não é brilhante, num ano de seca extrema, a performance artístico-turística do nosso vereador do ambiente. Mas a boa, inacreditável, notícia é que é para apontar no gelo. A inefável Águas da Figueira, que cobra aos munícipes as tarifas mais altas do país, não leva nada ao município plo transvase. Só visto (aqui).

Carlos Monteiro é bem um ícone da classe dirigente local. A classe dirigente autóctone está, diga-se, também ela, à imagem da classe, por assim dizer, dirigida. Ambas partilham valores como o interesse imediato, a falta de cultura geral (e de ideias em geral), a estupidez natural e, em simultâneo, um certo gosto pelo desvario, pela obra avulsa, despropositada ou faraónica.
Referendados pelo eleitorado com maiorias absolutas sucessivamente reforçadas, Monteiro e Ataíde, ou Ataíde e Monteiro, sentem-se cada vez mais à vontade para, como eles dizem, implementarem de vez a sua visão do mundo – uma mais que provinciana, paroquial e deslumbrada mediocridade.
Se Ataíde tomou o freio nos dentes, Monteiro é o boleeiro da carroça. É como se estivessem, à solta, dentro de um hospital.  

Assembleia Municipal lembrou Mário Neto

Voto  de pesar apresentado por Luís Ribeiro,na Assembleia Municipal realizada no dia 20 de Dezembro de 2014, foi aprovado por unanimidade.

"MÁRIO ANTÓNIO FIGUEIREDO NETO, insigne Figueirense natural de S. Julião onde nasceu em 1942, foi Professor, dirigente estudantil, preso político, Cidadão e Homem Livre profundamente interessado, envolvido e empenhado nos primeiros passos da nossa Jovem Democracia após o 25 de Abril, e nesta mesma Casa, Deputado Municipal da Figueira da Foz.

Tendo concluído os seus estudos em Engenharia Mecânica, daria posteriormente aulas na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, tendo ainda para além destas temáticas ao longo da sua vida acumulado um extraordinário e verdadeiramente enciclopédico conhecimento de História, Literatura, Música e Filosofia.

Num artigo publicado aquando do seu falecimento refere-se como sua grande característica, “para além de uma craveira intelectual ímpar, uma imensa humildade, (…) sempre assente num discurso profundamente motivante e encorajador sobre a Humanidade e sobre o Mundo“.

Bem-vindos ao TROIADELO*

Esqueça o Cabedelo que conhecia: dos banhistas, dos surfistas,  dos campistas e caravenistas.
O cenário vai mudar radicalmente nos próximos tempos.
Esqueça aquele canto de terra que  o Município figueirense não tinha no top de preferências ou prioridades turísticas.

Dentro em breve, uma visita ao TROIADELO pode começar  junto à Torre do Relógio, na outra margem, onde se pode apanhar o teleférico, pintado de fresco.  
Vamos devagarinho para nos habituarmos, tal como fazemos para entrar nas  águas translúcidas do mar do TROIADELO.
O acesso  poderá também fazer-se por rio, ou por terra.
Os mais românticos preferirão a primeira opção. 
Se tiverem sorte, na travessia aéria do Mondego, poderão ver lá em baixo no estuário  golfinhos.

Ao TROIADELO, os visitantes  começam por visionar as construções, edifícios baixos de design moderno, construídos em materiais nobres e com alguma preocupação de não chocar com a natureza envolvente. 
Para quem prefere as paisagens verdes, o golfe será também uma opção no TROIADELO. 
O seu campo de 9  buracos, com magnífica vista para a barra e para a Serra da Boa Vigem, será reconhecido como um dos mais belos do país.
Como actividades ao ar livre,  haverá ainda a possibilidade de pedalar na ciclovia, fazer percursos pedestres e, claro, praticar desportos náuticos.

As elites terão ao seu inteiro dispor a praia!
Quilómetros de praias de areia branca, com um mar de águas frias, serão o melhor cartão-de-visita do TROIADELO. 
O acesso será facilitado pelos passadiços que pairarão sobre as dunas de modo a preservar a sua magnífica vegetação. A extensão das praias é suficiente para permitir  a privacidade e o conforto de quem as visita. Mas se aquilo que se quer é espaço, basta apenas caminhar mais para sul porque a costa não tem fim. 


Apartamentos de diferentes tipologias, ou quartos de hotel cheios de design, constituirão a paleta de oferta hoteleira no TROIDELA RESORT.
O hotel de 5 estrelas situado no local dos antigos estaleiros Foznave, tem um design único e estará virado a sul, para o rio. 
Fica em esboço, esta ideia para o futuro Parque de Campismo do Cabedelo, que a realidade acabará por impor,  que fui beber aqui, para os campistas não verem o mar, nem o mar ver os campistas.

FINALMENTE, encontrar um local para petiscar qualquer coisa será  tarefa fácil.
Junto às praias, será fácil descobrir uma solução, que não será propriamente barata. 
Como alternativa, terá o  supermercado onde sempre comprar poderá munir-se de um farnel para levar para a praia. 
Dentro das unidades hoteleiras, também encontrará restaurantes prontos a servi-lo.

* TROIADELO, é o futuro local de sonho do presidente Jão Ataíde.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Em 1943, era assim....

imagem sacada daqui
... porém, em 2017, o bodo é aos interesses e aos ricos.... 
Esta tem sido a lógica desta governação, que já leva mais de 8 anos, e  que se diz socialista!..