"A Comissão Concelhia da Figueira da Foz do PCP manifestou preocupação com vários problemas ambientais no concelho, apontando impactos na saúde pública e na qualidade de vida da população.
A posição foi divulgada em comunicado, no qual os comunistas abordam temas como a exploração de caulinos, a instalação de centrais fotovoltaicas e eólicas, a poluição industrial, o rio Mondego e a Serra da Boa Viagem.
Relativamente à Serra da Boa Viagem, o PCP defende uma maior intervenção ao nível da limpeza, controlo de espécies invasoras e reflorestação. Nesse sentido, recorda ter apresentado na Assembleia Municipal uma proposta para a criação de um corpo permanente de sapadores florestais dedicado à conservação daquele espaço natural, iniciativa que foi aprovada por maioria, com a abstenção da bancada da Figueira A Primeira (FAP).
No comunicado, o partido critica também a atuação da Câmara Municipal da Figueira da Foz no processo relacionado com a empresa Bioadvance, instalada na zona portuária. O PCP considera que a autarquia não pode demitir-se de responsabilidades, apesar de atribuir competências à Administração do Porto da Figueira da Foz, sustentando que o município emitiu licenças e deveria ter assegurado um papel fiscalizador.
Os comunistas afirmam ainda que todo o processo em torno da instalação da empresa levanta dúvidas e defendem que a população de Vila Verde enfrenta preocupações acrescidas devido à poluição existente naquela zona.
Outra das situações destacadas prende-se com o projeto da empresa Elyse Energy, previsto para a freguesia da Marinha das Ondas. O PCP acusa os promotores de terem apresentado inicialmente um projeto diferente daquele que viria posteriormente a ser submetido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e colocado em consulta pública, considerando que essa alteração aumentou a preocupação dos moradores quanto aos impactos ambientais da futura unidade industrial.
No mesmo comunicado, o partido critica as declarações do presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, acusando-o de procurar transformar o debate sobre estes projetos numa questão genérica sobre a instalação de indústrias no concelho. Para o PCP, os processos da Bioadvance e da Elyse Energy devem ser analisados de forma independente, atendendo às especificidades de cada um.
A estrutura concelhia defende ainda que as unidades industriais existentes devem estar sujeitas a uma fiscalização rigorosa por parte das entidades competentes e de organismos independentes. No caso da Bioadvance, o PCP reafirma a posição de que a empresa deverá ser desmantelada."
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