terça-feira, 14 de julho de 2026

"A BOIA E O DESGASTE"

Via Miguel Carvalho.
"A boia de salvação do CH nesta fase chama-se Luís Neves.
Um ódio antigo, como sabe quem conhece o partido por dentro, independentemente das fragilidades da argumentação do ministro. Porque foi ele da PJ para o governo é algo que, um dia, ainda me hão-de explicar, pois continuo sem perceber. Sabe-se, de resto, que, a poucos dias de aceitar o cargo, Luís Neves até deu sinais contrários e tudo indicava que não o faria. Outro mistério.
Não houvesse o caso Luís Neves - em que AV reconhece ter sido ajudado por gente do próprio governo, o que diz muito do sonho húmido das direitas que para ali vai - o desgaste do CH em zonas e regiões outrora importantes para o seu crescimento, como referi em várias sessões de apresentação do meu livro, estaria a fazer ainda mais o seu caminho. Os resultados eleitorais autárquicos no Alentejo já deram alguns sinais (Moura e Serpa, por exemplo, onde voaram centenas de votos), mas a sucessão de casos internos a propósito das eleições distritais é um manancial e pêras.
O problema dos opositores do CH é o fator Ventura. É essa ainda a mais-valia: um líder que treinou muitos anos no ginásio televisivo do populismo parece sempre mais musculado para enfrentar estes tempos, sobretudo quando visto do Portugal de sofá. Mais depressa Luís Neves cai do que desaparece o toque a reunir do CH, agora insuflado pelo cheiro a poder.
Se, para lá do necessário e urgente apuramento dos factos que cabe à Imprensa, se juntar ao discurso de AV um certo jornalismo cowboy, cuja máquina funciona ao serviço das mesmas lógicas, está a sobremesa servida. Podem, por isso, disparar todos os dias contra o líder da extrema-direita que tal não surtirá efeito. Enquanto continuar a ser servido de bandeja com polémicas e trapalhadas deste género, o "Ventura country" continuará cá. Vivinho da silva." 
"O deputado António Carneiro rejeita que tenham sido feitos insultos na noite eleitoral e lamenta a decisão do autarca de Moura. Já são onze os vereadores do Chega que se desfiliaram do partido desde as autárquicas".

1 comentário:

  1. Fico esclarecido quanto às odds no Polymarket.

    O MAI era daqueles que achei seria uma mais-valia enorme para todos nós: frontal, prático, eficaz, sem papas na língua e sem aturar as merdas do chega.

    Vaisaver, é tudo o que os outros são, e aquela assertividade/soberba comunicacional cai muito mal e é muito pouco credível, quando se trata de explicar estas ligações habituais a personagens que parecem retiradas do anedotário nacional.

    Tudo isto é triste, tudo isto é o tuga a ser tuga, et pour cause, não surpreende que o chega vá cavalgando a caminho de (des)governar.

    Os Passos e os "Sebastiãozes" deste mundo esfregam as mãos com os harakiris deste (des)governo, e acho que até o Montenegro já suspira pelass avenças que ficaram em criogenia.

    Moção de censura para a mesa 4?

    ResponderEliminar

Neste blogue todos podem comentar...
Se possível, argumente e pense. Não se limite a mandar bocas.
O OUTRA MARGEM existe para o servir caro leitor.
No entanto, como há quem aqui venha apenas para tentar criar confusão, os comentários estão sujeitos a moderação, o que não significa estarem sujeitos à concordância do autor deste OUTRA MARGEM.
Obrigado pela sua colaboração.