sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Continuação da série, é esta a riqueza da Figueira: estamos absorvidos e deslumbrados por alguma coisa (neste caso a "mercearia") e só termos olhos para ela. O demais não interessa...

Como andamos a escrever há mais de meia dúzia de anos, algumas das maiores fortunas de Portugal, foram conseguidas através do negócio de mercearia, que gera alguns milhares de empregos, mas não cria riqueza.
Embora possam ter outros negócios, a maior parte da fortuna veio do negócio de mercearia, que esmaga margens dos industriais, dos agricultores, dos pescadores, etc., que para eles trabalham. 

Nos últimos anos, várias cadeias de distribuição, nacionais e internacionais, abriram superfícies comerciais na Figueira da Foz.
A criação dos postos de trabalho é uma questão sensível para a autarquia, mas há quem duvide que o saldo seja positivo, colocando na equação os empregos que se perdem no comércio tradicional.
“Não acredito que o saldo seja negativo. Estas superfícies estão a concorrer entre si e não com o comércio tradicional” -  vereadora Ana Carvalho


Segundo o ECO, "os britânicos da Blackbrook Capital vão adquirir um portefólio de supermercados actualmente em construção, que serão depois arrendados à Sonae MC sob a marca Continente Bom Dia. Desconhece-se a localização destes imóveis, bem como os valores envolvidos nesta operação.

A Blackbrook Capital “comprometeu-se em adquirir uma carteira de construção de supermercados em Portugal” que, após estarem concluídos, serão “arrendados a longo prazo ao Continente, o principal retalhista” em território nacional, refere o fundo britânico, em comunicadoContudo, a empresa não revela quantos imóveis compõem esse portefólio, nem a localização dos mesmos. Refere, porém, que um deles foi recentemente concluído e que os restantes estarão em construção durante os próximos 12 meses."

O pessimismo atávico, não nos leva a lado nenhum. Ter visão de futuro e sermos pragmáticos é bem diferente...

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