"Cerca de metade do investimento estrangeiro em Portugal é feito na área do imobiliário (hotéis, apartamentos, etc). Isto responde à questão de "como é que os portugueses aguentam os preços das casas?". A resposta é: não aguentam. E também deita um pouco por terra a narrativa de que o capital estrangeiro tem pouca influência no mercado habitacional. Como se lembrarão certamente, há dois anos que nos garantem que o problema da habitação são os paquistaneses que vivem ao monte no Martim Moniz."
Por um lado temos um mercado selvagem que nos dizem que se auto-regula e estimula a concorrência. A tal que, em teoria, beneficia o consumidor.
Um mercado onde os estrangeiros já perceberam que há uma margem de lucro imensa e onde os portugueses, que resistem, vão acomodando prestações eternas no orçamento mensal.
Por outro lado, vamos dizendo aos portugueses que viver em atrelados não será assim tão mau. Estamos a caminhar a passos largos para aqueles parques de roulottes, que os americanos colocam nas periferias, para a malta que não entende como o capitalismo selvagem e o mercado livre os pode ajudar a subir na vida.
O Estado, liderado pelo Luís dos 55 imóveis, vê tudo isto sem nada fazer. Sem sequer tentar meter um travão na especulação, investir no parque público ou taxar, na mesma ordem de grandeza, as mais valias criadas em ambiente especulativo.
Calma, estou a mentir...o Luís arranjou umas rendas moderadas até 2300 euros. Não quero ser injusto.
Bendito Luís Neves dos tanques e do Breaking Bad de Barcelos, que vai fazendo de escudo para toda a merda que este governo varre para debaixo do tapete."
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