quarta-feira, 29 de abril de 2026

PS e Chega abstiveram-se na aprovação de contas de 2025

A Câmara da Figueira da Foz registou em 2025 um resultado líquido positivo de 244 mil euros, de acordo com o relatório de prestação de contas aprovado por maioria.
Pelo que foi possível de observar no decorrer da sessão camarária realizada ontem no Salão Nobre dos Paços do Município, circula por aí alguma agitação no pequeno mundo da política figueirense.

O documento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria da coligação PSD/CDS-PP e as abstenções dos dois vereadores do PS e o único eleito do Chega.

O socialista João Paulo Rodrigues justificou a abstenção com “falhas preocupantes no investimento” e perda de eficiência operacional, traduzida no “aumento significativo” dos gastos com pessoal e os “níveis elevados” dos fornecimentos e serviços externos. O vereador do PS salientou que os gastos com pessoal “aumentaram significativamente para 23,1 milhões em 2025, quando em 2024 eram de 20,4 milhões, representando um crescimento de 13,2%”, enquanto os fornecimentos e serviços externos atingem os 23,3 milhões. João Paulo Rodrigues denunciou ainda a existência de inúmeras transferências aprovadas para as freguesias que não foram feitas, bem como subsídios a várias entidades e bolsas de ensino por liquidar.

 Por sua vez, o vereador único do Chega questionou  o executivo camarário acerca do aumento do prazo de pagamento a fornecedores, de 16 dias em 2024 para 26 dias em 2025. A resposta chegou através uma técnica superior que apoiava a reunião de câmara realizada ontem durante a apresentação das contas do exercício de 2025 da Câmara da Figueira da Foz, segundo a qual trata-se de “um valor médio relativamente baixo”.

Imagem via Diário as Beiras

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