“Temos, de uma vez por todas, de cortar o cordão umbilical com Aveiro”
Entrevista na íntegra na edição de hoje do Diário as Beiras
«- O presidente da Câmara da
Figueira da Foz, Santana
Lopes, defende que o porto
da deve voltar a ter uma
administração própria.
Defende o mesmo?
Nós, a Figueira da Foz, temos, de uma vez por todas, de cortar o cordão umbilical com Aveiro. Quando o senhor presidente da câmara diz isso, nós estamos de acordo com a questão de fundo, mas com regras na missão dos administradores. O Governo tem que nomear um administrador, a câmara municipal um e a CPFF outro. Mas digo já aqui, em nome da Comunidade Portuária, se isso acontecer um dia, não vamos olhar para os nosso pares e escolher um, vamos ao mercado, em Portugal ou na Europa, arranjar a pessoa certa.
- O problema das administrações é resultarem de nomeações políticas?
- São 100% políticas, e esse é que é o grande erro. Depois, ficam reféns dos próprios quadros técnicos dos portos. A Figueira da Foz tem um problema muito grave: hoje, não tem quadros técnicos, depende de todos os quadros de Aveiro, e isso é muito mau. Depois, o porto da Figueira da Foz tem outra coisa que é muito cobiçada: Aveiro é um porto maioritariamente importador e o nosso é o porto mais equilibrado de Portugal entre exportações e importações. Ainda por cima, temos uma carga de exportação, a que chamamos uma carga limpa, que é pasta de papel. Quando aqui cheguei, há 35 anos, havia meia dúzia de quadros superiores na antiga Junta Autónoma, foram-se reformando e não foram substituídos. Os técnicos superiores do porto de Aveiro já provaram várias razões que não são amigos do Porto da Figueira da Foz, em vários níveis. (…) Eu acho que é muito mais do que incompetência, é uma forma de destruir o porto da Figueira a favor do porto de Aveiro.
- Acabou de fazer uma afirmação grave, a de que o modelo de gestão portuária visa fragilizar o porto da Figueira da Foz em benefício do porto de Aveiro.
- Não visa, é uma constatação.
- Em que se baseia?
- A nossa carga dá muito jeito ao porto de Aveiro.»
Nós, a Figueira da Foz, temos, de uma vez por todas, de cortar o cordão umbilical com Aveiro. Quando o senhor presidente da câmara diz isso, nós estamos de acordo com a questão de fundo, mas com regras na missão dos administradores. O Governo tem que nomear um administrador, a câmara municipal um e a CPFF outro. Mas digo já aqui, em nome da Comunidade Portuária, se isso acontecer um dia, não vamos olhar para os nosso pares e escolher um, vamos ao mercado, em Portugal ou na Europa, arranjar a pessoa certa.
- O problema das administrações é resultarem de nomeações políticas?
- São 100% políticas, e esse é que é o grande erro. Depois, ficam reféns dos próprios quadros técnicos dos portos. A Figueira da Foz tem um problema muito grave: hoje, não tem quadros técnicos, depende de todos os quadros de Aveiro, e isso é muito mau. Depois, o porto da Figueira da Foz tem outra coisa que é muito cobiçada: Aveiro é um porto maioritariamente importador e o nosso é o porto mais equilibrado de Portugal entre exportações e importações. Ainda por cima, temos uma carga de exportação, a que chamamos uma carga limpa, que é pasta de papel. Quando aqui cheguei, há 35 anos, havia meia dúzia de quadros superiores na antiga Junta Autónoma, foram-se reformando e não foram substituídos. Os técnicos superiores do porto de Aveiro já provaram várias razões que não são amigos do Porto da Figueira da Foz, em vários níveis. (…) Eu acho que é muito mais do que incompetência, é uma forma de destruir o porto da Figueira a favor do porto de Aveiro.
- Acabou de fazer uma afirmação grave, a de que o modelo de gestão portuária visa fragilizar o porto da Figueira da Foz em benefício do porto de Aveiro.
- Não visa, é uma constatação.
- Em que se baseia?
- A nossa carga dá muito jeito ao porto de Aveiro.»

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