domingo, 1 de fevereiro de 2026

A catástrofe revelou o Presidente Seguro

Via Público

Toda a gente sabe que é na cama do hospital que se conhecem os amigos, mas também é nas tragédias que se revelam as lideranças políticas. 

A catástrofe que atingiu a zona centro do país mostrou, para quem tivesse dúvidas, como será Seguro depois de tomar posse como Presidente da República. 

Com o Governo em anomia perante o estado de sítio que se encontra o distrito de Leiria e adjacentes, António José Seguro mostrou a sua capacidade de estar ao lado das populações, falar com autarcas, empresários e fazê-lo com discrição. 

E mostrou também um candidato capaz até de dar "murros na mesa" em relação ao Governo e à União Europeia que recusa, segundo o Eco, a extensão dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência para atender às necessidades da população em estado de fragilidade. Para Seguro, é "lamentável" e "a visão burocrática" a "imperar sobre a necessidade e a urgência de apoiar humanitariamente as pessoas".

Seguro mandou apagar a música dos comícios, reduzir a festa e avançou com propostas concretas para ajudar as populações, que interpelam o Governo e fazem nestes dias um contraste evidente com um Executivo abúlico e "em aprendizagem". Deixou críticas ao Governo na gestão da crise, que este sábado subiram de tom: "A solidariedade dos portugueses não pode substituir a solidariedade do Estado". 

Não é na campanha dos jantares que se fica a saber como irá actuar um futuro Presidente da República. Esta "campanha" que ninguém desejou revela muito mais o que será um futuro PR que qualquer discurso vibrante com apoiantes eufóricos. Os portugueses sabem o que esperar de Seguro no meio do caos. Talvez até os seus críticos dentro da elite do PS estejam a reavaliar posições."

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