domingo, 10 de julho de 2016

A liberdade que há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite (Agostinho da Silva)

“Em vez de responder pelo crime da guerra do Iraque, Barroso recicla-se no gangsterismo financeiro global”, escreveu Jorge Costa (que não foi convidado para a administração da CGD), dirigente e deputado do Bloco de Esquerda.
Ao ler isto, Lloyds disse: porreiro, é isso mesmo. Agora dizem mal do Barroso, já não dizem mal de nós.

Nota de rodapé.
"Realmente… confesso não saber bem o que é mais triste.
Se as justificações esfarrapadas de Durão Barroso para ter aceite o emprego meio corrupto de venda de contactos e pagamento de favores a troco de quase meio milhão de euros POR MÊS para o maior grupo de vampiros do planeta…
Se o facto embaraçoso de ver que o tipo já nem distingue o verbo TER do verbo SER… e os troca quando dá entrevistas."
Samuel Quedas 

2 comentários:

  1. A Arte de Furtar10 julho, 2016 14:41

    O país dos sacanas

    Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
    Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
    e todos estão contentes de se saberem sacanas. Não há mesmo melhor do que uma sacanice para poder funcionar fraternalmente a humidade de próstata ou das glândulas lacrimais, para além das rivalidades, invejas e mesquinharias em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

    Dizer-se que é de heróis e santos o país,
    a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
    Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
    ingénuos e sacaneados é que foram disso?

    Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
    Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
    porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
    que a nobreza, a dignidade, a independência, a
    justiça, a bondade, etc., etc., sejam
    outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
    a um ponto que os mais não são capazes de atingir.

    No país dos sacanas, ser sacana e meio?
    Não, que toda a gente já é pelo menos dois.
    Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
    Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
    Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma.

    Jorge de Sena

    (...)
    A ida de Durão Barroso para o Goldman Sachs é uma excelente notícia. Porque, finalmente, Durão saiu do armário. Porque ele se manterá afastado da política portuguesa durante não se sabe quanto. Porque, uma vez mais, ele deu uma prova pública da sua verdadeira essência política – a de um trânsfuga cujos valores se medem pela vaidade, pela influência e pelo cheque do final do mês.

    Depois da miserável prestação na farsa dos Açores com George W. Bush, depois de deixar o seu país “de tanga” para ir para Bruxelas, depois de ter sido o protagonista da submissão da Comissão Europeia ao primado do poder intergovernamental, Durão Barroso vira banqueiro porque, na essência, para ele o mundo sempre girou em torno dos negócios.

    Não fosse assim, ele seguiria o exemplo dos grandes homens públicos e daria aulas, escreveria as suas reflexões, proferiria conferências, interviria do alto do seu saber e devolveria à comunidade o que a comunidade lhe ajudou a acumular.

    Como não passa de videirinho, está onde deve estar."

    MANUEL CARVALHO
    https://www.publico.pt/economia/noticia/um-ministro-fora-da-caixa-1737821?page=-1

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  2. Nem tudo é mau. Na mesma edição desse jornal encontra-se este belo texto:

    http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_miguel_sousa_tavares/2016-07-08-Nacao-valente-e-imortal

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