quinta-feira, 29 de agosto de 2013

“Um retrato de Portugal”...

Já que estamos no país do futebol,  ouvindo este senhorito, posso dizer que fiquei a saber que estamos falidos como a Naval, desorganizados como o ano passado o Sporting e desmoralizados como este ano o Benfica.
"António Barreto, o sociólogo que foi ministro da Agricultura, achava que o país não precisava de produzir o que consumia, que bastava importá-lo. Por isso, restituiu as propriedades agrícolas aos seus “legítimos proprietários”, que delas fizeram belas segundas residências com piscina, campos de golfe, reservas de caça ou estâncias (agora diz-se resorts) de turismo rural. O bom homem pensava que o futuro seriam os “serviços”: aviar copos e fazer camas aos turistas seria o glorioso desígnio para um merecido desenvolvimento.
Abandonada a agricultura, o país alegremente abandonou também a indústria e as pescas, entrou de carrinho para o Mercado Comum Europeu e, logo a seguir, para a União Europeia.
Ou seja, depois de perder o império e descer ao inferno, em 1975, Portugal depressa descobriu uma nova terra de Preste João, onde a árvore das patacas está sempre em flor; o país não precisaria enfim de fazer nada; compraria tudo feito. A Europa que lhe vendia os produtos, emprestar-lhe-ia também o dinheiro para os pagar; enfim, o paraíso na terra."
Em 2013, Barreto, esteve mais uma vez ao seu nível “na universidade abécula”...

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