quarta-feira, 24 de junho de 2020

Cidade da Figueira da Foz, uma senhora de 138 anos que não evoluiu: continua a só ter olhos para "foguetes, carnaval, folclore e espectáculos"...

A Figueira da Foz celebra hoje o Dia da Cidade. Contudo, a elevação à categoria a cidade aconteceu a 20 de setembro de 1882.
Citando a Pordata, os números que fazem a “radiografia” do concelho, de 2010 a 2018, só nos podem deixar preocupados. 
Os mais relevantes. "O concelho encontra-se no litoral, mas não está a beneficiar da tendente litoralização da população. É um dos concelhos mais industrializados e um dos principais destinos turísticos da Região Centro. Contudo, continua a ser afectado pelo longo e severo inverno demográfico europeu e pelo desemprego, mesmo em conjunturas económicas positivas.
Nos últimos oito anos, o concelho perdeu 3199 habitantes. Em sentido oposto, ganhou mais idosos, passando de 21,5 para 25,1 por cento, acima da média nacional – 18,5 e 21,7, respetivamente. Se a população sénior está em crescendo, o mesmo não se pode dizer dos jovens até aos 15 anos, que em 2010 representavam 13,5 por cento da população e, oito anos depois, descia para os 11,9, enquanto a média nacional se situava, respetivamente, nos 15,2 e nos 13,8."
Essa, porém, não parece ser a opinião do presidente da câmara: “O decréscimo de população não é específica do concelho da Figueira da Foz, é também a tendência nacional e europeia”, reagiu Carlos Monteiro em declarações ao jornal DIÁRIO AS BEIRAS

terça-feira, 23 de junho de 2020

Festa é festa...Pimba é pimba: NINGUÉM RESISTE AO PIMBA, PIMBA....



Ou vai ou racha.
Viva o amor.
Cá vai a marcha...
Viva a Margarida mais o professor.
É noite de S. João, por inteiro.
Apesar do covid, viva o presidente Monteiro...
Negócios de amor são sempre o que são,
não digas sim, não digas não.
Não há a praça dos bailaricos
mas há manjericos.
Mesmo sem a verdadeira noite de São João da Figueira,
a coisa marcha, queira ou não queira...

Humor em tempo de combate ao Covid 19

Terminal Rodoviário (2)

"As tendências da evolução assimétrica da distribuição da população em Portugal verificam-se também no concelho da Figueira, e portanto a litoralização (que é o processo de progressiva concentração de população e de atividades económicas ao longo da faixa litoral associado à perda de importância e consequente despovoamento do interior), se por um lado obriga a uma constante procura de soluções para os problemas existentes, por outro deve motivar à reflexão para o exercício de ações que contribuam para um desenvolvimento mais harmonioso e sustentável do futuro coletivo.
Assim, a utilização que proponho para o antigo terminal rodoviário está ancorada nos fatores simbólico (um dos espaços – com o Jardim Municipal – de ligação entre o núcleo urbano mais antigo virado para o rio e a mais nova cidade aberta para o mar, e não necessariamente o edifício, apesar de, em parte, ser “a ala nova do Liceu Velho da Figueira”), socioeconómico, urbanístico e ambiental.
Portanto, perante as três possibilidades (a renovação – implica a demolição total ou parcial do edifício e estruturas da área e respectiva reocupação com outras funções; a reabilitação – pressupõe uma intervenção nesta área degradada, visando a melhoria das condições físicas do edifício mas mantendo as funções para as quais foi construído; ou a requalificação – assenta numa alteração funcional do edifício e do espaço adjacente para proporcionar uma redistribuição da população e das atividades económicas ao redor), defendo a primeira, neste caso com a respetiva demolição total para, com máxima liberdade mas preservando a lógica de centralidade urbana, no espaço aí construir um Parque Verde, com as valências de Parque infantil e de lazer, e com o apoio de um quiosque com venda de café e de jornais e revistas e estacionamento à volta, mas, fundamentalmente, acessível por verdadeiras ciclovias com ligação a toda a cidade e a todo o concelho."
Via Diário as Beiras

Tanto tabu "rosa" para quê?..

«Acabou o tabu: António Costa comunicou a Carlos Costa que a escolha do Governo para o Banco de Portugal será a de Mário Centeno. 
Só falta fechar a data de sucessão.
Se dúvidas havia, ficaram esclarecidas esta segunda-feira na audiência oficial do primeiro-ministro com o governador do Banco de Portugal: António Costa comunicou formalmente a Carlos Costa que vai nomear Mário Centeno para governador do Banco de Portugal. Sem margem para dúvidas, e só ficou por esclarecer a data de nomeação.»

Via ECO

Antes que seja tarde: em defesa de Carlos Monteiro

Tornei-me adulto politicamente a pensar que as autarquias locais eram instituições que cultivavam a democracia. Depresssa me decepcionei... 
Tomar conhecimento, ao vivo, que inúmeros autarcas governam as freguesias e os municípios como se fossem propriedade sua, gerindo a seu belo prazer os dinheiros públicos e usando e abusando dos recursos humanos de forma pouco dignificante, foi um choque para um ingénuo como eu era.

Claro que não estou a falar da câmara municipal da Figueira da Foz. 
Alguém viu aqui, não acontecer o que costuma acontecer? Com a substituição e, depois, a morte do anterior líder, alguém deu conta que tivesse havido uma purga entre os  colaboradores/apoiantes do anterior líder?
Para os que dizem que não gosto do presidente Carlos Monteiro, espero que mordam a língua perante esta constatação.

A lista a apresentar pelo PS às autárquicas de 2021, vai ser a melhor prova para os eventuais incrédulos... 
Toda a gente sabe que existem critérios de competência para avaliar, por exemplo, um pedreiro, um serralheiro, um médico, um professor, um advogado, um pintor de muros, um carpinteiro, um vendedor de carros em segunda mão, um mecânico, um padre, até um bloguer... Mas, alguém sabe  como avaliar as competências que são necessárias para definir os atributos para fazer parte de uma lista candidata e, à partida, favorita a uma autarquia?
Perante isto, não acham normal que, em Outubro de 2021, venha a haver descontentamento, azedume e contestação a Carlos Monteiro ou ao presidente da concelhia que estiver à frente dos destinos do PS/Figueira daqui a um ano?
Carlos Monteiro tem culpa que andem por aí maus alunos, com cursos incompletos ou mal acabados, que fazem a vida na sombra de padrinhos e compadrinhos que os levam pela mão das secções partidárias aos gabinetes?
Em 2021 isto não vai correr bem. A vida vai estar difícil, também para os dependentes dos lugares e das benesses pagas com os impostos dos figueirenses ...

Por onde anda a CMTV?

Via Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública
Para ver melhor, clicar na imagem.

No Porto "a cidade vai nua: este ano o S. João não passa do portão"

Este ano a Festa de São João, no Porto e em Gaia, foi cancelada devido à Covid-19, coisa que nunca tinha acontecido até hoje,  nem no Cerco do Porto, nem na Patuleia, nem na pandemia de 1918

As autarquias do Porto e de Gaia não realizam, este ano, a tradicional festa, "tendo em conta o potencial de risco para a saúde pública que este evento representa".
"Uma medida que deixa os portuenses e todos os amantes desta grande festa certamente tristes mas que, nesta altura, se afigura a mais prudente, especialmente dada a incerteza de propagação do vírus e das suas consequências".
«Éramos um só. E mergulhávamos "na imensa maré de gente, subitamente barulhenta, afectuosa, entre bombos e morteiros e balões, alecrim, erva-cidreira, alho-porro, fogo preso ao céu". E íamos "num semovente frenesim carnal que afaga, como uma vaga, toda a cidade", "até que a vertigem e aturdimento da noite anónima nos engolisse também". Éramos a "desordenada multidão, na gritaria, na eufórica desrazão, no dichote, na imprecação". E "íamos apaixonados, levados num impreciso roteiro de abraços, orgíaco e pagão". E trocávamos "graças, sorrisos, abraços, a cantar e a empurrar também, exuberantes, inocentes, generosos, fraternos, vertiginosos".
Éramos um só, sabia Manuel António Pina, o eterno poeta e cronista e jornalista do JN. E éramos felizes, e sabíamo-lo, e éramos imortais.
Mas, subitamente, a cidade enche-se de silêncios, não cantamos, não gritamos, não cheiramos, não há nada, as ruas estão cheias de ninguém. O que sucedeu? Ficamos nus, como a cidade, emudecemos: o S. João, o dia da "noite mais longa do ano", o dia do solstício do Verão, o S. João foi cancelado, dissolveu-se, aboliu-se, está anulado."

«A cerimónia de descerramento da placa toponímica que atribui o nome do ex-presidente da câmara e deputado João Ataíde, falecido em fevereiro, à praça do Forte foi adiada para data a anunciar, para evitar ajuntamentos superiores a 20 pessoas». (2)

imagem via Diário de Coimbra
O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz apela a todas as pessoas para que, esta noite, «aproveitem os 30 quilómetros de praia para ver o fogo com o devido distanciamento»

Cabedelo, uma praia com muito espaço para partilhar, muito lixo para a troca e muita erva para nos divertirmos" e logo à noite com fogo de artíficio...

Foto via Preciosa Eysoldt

SERVIÇO PÚBLICO: PUBLICIDADE INSTITUCIONAL À BORLA

Carlos Monteiro apela à população para que se abstenha de participar em ajuntamentos no S. João e no Dia da Cidade

Via Diário as Beiras

«O lançamento do fogo de artifício, esta noite, pelas 00H00, nas praias da Leirosa, Costa de Lavos, S. Pedro, Relógio, Buarcos e Quiaios, não é consensual entre os figueirenses, por poder estimular ajuntamentos com mais de 20 pessoas. Mas as forças de segurança vão estar atentas. 
Em declarações aos jornalistas, ontem, o presidente da câmara, Carlos Monteiro, defendeu que, este ano, o fogo é “lançado mais alto par poder ser visto em mais sítios, e as pessoas podem vê-lo dentro do carro, ao longo da marginal, na praia…”. O autarca acrescentou que foram “criadas condições para que as pessoas não tenham de estar juntas”.
“Há coisas que não são fáceis de resolver. O confinamento criou grandes dificuldades à restauração, à hotelaria e à indústria, e hoje é o tempo de fazermos turismo cá dentro. O fogo de artifício é lançado nessa perspetiva”...»

«A cerimónia de descerramento da placa toponímica que atribui o nome do ex-presidente da câmara e deputado João Ataíde, falecido em fevereiro, à praça do Forte foi adiada para data a anunciar, para evitar ajuntamentos superiores a 20 pessoas».

Via Diário as Beiras.

"A cerimónia do Dia da Cidade, feriado municipal, realiza-se amanhã, pelas 11H00, no Centro de Artes e Espectáculos".

segunda-feira, 22 de junho de 2020

"Câmara de Matosinhos fecha praias no S. João"...

A Câmara de Matosinhos vai interditar as praias do concelho entre as 19 horas de terça-feira e as 9 horas de quarta-feira, para evitar ajuntamentos no S. João.
"Numa altura em que assistimos a persistentes aglomerados em várias cidades do país, queremos evitar que o mesmo suceda em Matosinhos numa noite que, por tradição, as pessoas se concentram na via pública. Apesar do desconfinamento, sabemos que os riscos de contágio se mantêm e que continua a ser de extrema importância que todos cumpram as regras emanadas da DGS (Direção-Geral da Saúde)", adverte Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos.

No nosso concelho, a partir da meia-noite, na Leirosa, Costa de Lavos, Cova-Gala, Claridade, Buarcos e Quiaios, os céus vão iluminar-se durante cinco minutos e vai haver uma "explosão" de cor e alegria.
Boa noite, Figueira da Foz!

Bem pregam Freis Costa, Marcelo e Monteiro...

Terminal Rodoviário

"O antigo Terminal Rodoviário, junto à Igreja de Santo António, precisa de um projeto moderno e inovador. A cidade necessita de espaços abertos, onde surja algo de novo mas ligado à envolvente. Este é um espaço central e precisa de ser vivenciado. Poderá ser um espaço onde as pessoas “regressem à terra”, por exemplo, “jardins sensoriais” capazes de recriar o “campo na cidade”, sendo este espaço uma peça num puzzle de sensibilização e mitigação para as alterações climáticas e a procura de equilíbrio natural.
A cidade deverá estimular os sentidos, procurando formas de entrar em contato com o ambiente que nos rodeia e que podemos moldar, plantando flores e arbustos, sem entrar em soluções mortas e desgarradas do tempo em que vivemos.
Convocar artistas e gente criativa para transformar aquele espaço do terminal é a minha sugestão. Transformar também a envolvente, melhorando aquela zona da cidade que está bastante desprezada, os passeios são maus, os poucos espaços verdes são mal cuidados e acima de tudo faltam intervenções globais de qualidade.
Precisamos também de mais “simplicidade”, fugindo a investimentos de milhões de euros que muitas vezes são inúteis, porque os espaços continuam a não ser utilizados pelas pessoas. E aqui reside o segredo, o “novo”, a ocupação do território precisa de pessoas, e a sua vivência é sempre uma medida do sucesso da intervenção urbanística. Isso é visível na via pedonal/ciclovia construída na praia da Figueira, tanto peões como ciclistas apropriaram-se de um espaço abandonado.
Aquela paisagem, apesar de pouco cuidada (poder-se-ia fazer muito mais e melhor, mas na Figueira da Foz descuramos sistematicamente a manutenção urbana e os detalhes…) já faz parte do quotidiano de centenas de pessoas. Portanto, foi uma intervenção bem conseguida. Precisamos que o antigo Terminal passe para o seculo XXI, ago virado para 2050 e não para 1980, um espaço sustentável, criativo e acima de tudo vivenciado diariamente."

Via Diário as Beiras

O espírito desta gente que abancou no pote (como diria Passos Coelho): só manda quem pode. A obediência é para quem deve...

“Não é o dinheiro que nos move”.
«Os cerca de 20 médicos a recibos verdes ao serviço do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) que há uma semana recusam fazer Urgências à noite voltaram a rejeitar um aumento de cinco euros por hora, proposto pela administração, mantendo como reivindicação a reativação do acordo que garante dois elementos por turno, em vez de um.
Entretanto, afirmam os médicos em protesto, o número de doentes aumentou, para uma média de 20, mas apenas um clínico continua na escala de serviço.»
“O que está em causa é os médicos quererem dois [elementos por turno da noite]".
«A administração do HDFF garante que a média de pacientes atendidos no turno da noite não ultrapassa os seis.»

É só para lembrar o senhor presidente da Câmara que já estamos no "próximo verão" e até agora nada...

Nota: imagens sacadas daqui e daqui.