Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A verdadeira "Festa da Sardinha"...

É o mais antigo evento gastronómico do país. 
Vêm aí mais festa, apesar de ainda estarmos em tempo de sardinhas magras!.. 
A direcção da Associação Recreativa Malta do Viso, decidiu este ano subir a fasquia, apostar na divulgação e atingir «5 mil pessoas», contra as 4.200 do ano passado, na “Festa da Sardinha” que vai decorrer de 8 a 10 de Junho, no pavilhão multiusos, no Parque da Av. de Espanha e vai contar com cerca de 100 pessoas (voluntárias), a trabalhar. 
Na apresentação do certame, o presidente da associação explicou que continuam a organizar o evento «para dar continuidade a uma tradição com 31 anos», 15 dos quais com a Malta do Viso (em parceria com o Coliseu Figueirense) e desde o ano passado, sozinhos e que «foi um sucesso». Mas também «pelo apego à Figueira, pelo nosso saudável bairrismo, pelo pedido de centenas de pessoas para que não deixemos cair o evento e também pelo interesse do município em inseri-lo nas Festas da Cidade”».

Via Diário de Coimbra

Para além de mostrar que não sabe escrever português, prova que o interesse do PPD/ PSD não é o interesse de Portugal!

"Nós pomos sempre o interesse do Portugal, à frente do interesse do @ppdpsd"
Pedro Passos Coelho

domingo, 4 de junho de 2017

Alguém quer chatices? Deixem-se de inventar merdas para o Cabedelo...

O Cabedelo, hoje, como sempre, está azul.
Não o queiram transformar em cidade.
Assim, está perfeito.
Deixem-no sossegado.
Não o queiram transformar...
Deixem-no permanecer assim, parecido com a dureza de um rosto numa terra cheia de pó.
Assim mesmo, como está: difícil de percorrer, frente ao mar, com um sorriso.
Deixem-no assim: com bom ar e chão forrado de terra e pó, palavras e poesia.
Deixem-nos assim, pois se não o deixarem assim, desse chão brotará  a revolta, nascida de  um amor com memória do tamanho do mar em frente, protagonizada por homens e mulheres sem história.

Com o altíssimo patrocínio da Nossa Senhora das Eleições Autárquicas/2017... (IV)

Será que as tradicionais Festas em honra do Padroeiro da Cova e Gala, S. Pedro, vão ajudar o presidente João Ataíde a apresentar, finalmente, a Aldeia do Mar?..

Com o altíssimo patrocínio da Nossa Senhora das Eleições Autárquicas/2017... (III)

sábado, 3 de junho de 2017

Este postal é sobre um desses fenómenos inexplicáveis. Rui Moreira.

"O gosto das maiorias sempre foi para mim um mistério. As razões da preferência de um grande número de pessoas por um determinado coiso ou coisa são para mim fontes inesgotáveis da mais espampanante perplexidade. A popularidade é um fenómeno que não entendo. Não entendo fenómenos de massas. Ao contrário da maioria, sou de opinião de que gostos é que se discutem. Sobretudo se inexplicáveis. Não há nada mais discutível do que o inexplicável. Como o temor de Deus, o amor à pátria ou o gosto popular, por exemplo."

Que acrecentar sobre algo com que me deparo todos os dias e que não me chama, de todo, a atenção...
Mas, esta posta, brilhante como sempre, do meu Amigo Fernando Campos, por uma vez, fez-me olhar, como que a tentar prescrutar algo que, confesso, não tinha visto! 
Daí o súbito e quase inexplicável interese.
Leiam, pois, que bem merece ser lida, esta posta...

Com o altíssimo patrocínio da Nossa Senhora das Eleições Autárquicas/2017... (II)

O ministro Pedro Marques,  titular da pasta do Planeamento e das Infraestruturas, visitou a Figueira e Montemor.
No concelho da Figueira da Foz, passou pelas obras da nova Unidade de Saúde das Alhadas e pela fábrica United Resins. 
Já no  concelho vizinho de Montemor-o-Velho, Pedro Marques visitou as obras de requalificação da igreja de Santo António, junto ao castelo, e ficou a saber que a autarquia liderada por Emílio Torrão tem obras para lançar no valor de milhões de euros. A requalificação da envolvente sul do castelo e a reabilitação urbana da zona histórica da vila, onde vão ser instalados um espaço para artistas e um edifício multiusos, bem como instalações para trabalho colaborativo e a recuperação da frente ribeirinha, fazem parte do plano de investimentos da autarquia montemorense. As obras, cofinanciadas por Bruxelas, têm por finalidade combater a desertificação do casco antigo. O autarca montemorense não se ficou por fazer uma visita guiada ao ministro. Emílio Torrão lembrou a Pedro Marques que a edilidade quer ver construídas a variante sul e as passagens pedonais sobre a Linha do Norte, em Formoselha e Santo Varão, obras que estão a ser tratadas com a empresa pública Infraestruturas de Portugal.
João Ataíde também não perdeu a oportunidade para sensibilizar o ministro para a urgência das obras de beneficiação da EN109, empreitada que tem vindo a ser adiada há vários governos e mandatos autárquicos. A última calendarização apontava o início das obras para 2017, mas, mais uma vez, não avançaram. Pedro Marques, contudo, adiantou ao jornal As Beiras que o concurso público para a primeira fase será lançado em julho próximo. A requalificação daquela estrada nacional, entre a Marinha das Ondas, na Figueira da Foz, e Mira, inclui a transformação de seis das nove interceções (cruzamentos e entroncamentos) em rotundas – as restantes serão melhoradas. A empreitada vai custar 3,5 milhões de euros. Para a segunda fase, cujo concurso será aberto em 2018 (ainda sem data), está prevista a substituição do pavimento, ao longo de 44 quilómetros, por 11 milhões de euros. 

Com o altíssimo patrocínio da Nossa Senhora das Eleições Autárquicas/2017...

Via jornal A Voz da Figueira

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Isto é verdade em todos os aspectos da vida. A verdade está em nós e perde essa densidade para além de nós, como que se esfumando... Mas uma coisa eu afirmo: esta não é a Praia do Forte. É a Praia do Cagalhão. Trata-se de uma imprescindibilidade ética...

Hé sempre alguém que não tem medo de tentar algo novo...

Imagem via AS BEIRAS
Como eu gostaria de passar pelos mesmos sítios por onde andei na minha juventude e, sem disso dar conta, vê-los de uma outra forma, pois eles têm sempre potencialmente algo de novo para me oferecer.
Um pequeno pormenor, ou uma pequena diferença de perspectiva, pode transformar o olhar monótono de todos os dias, numa novidade agradável.

Depois de 5 anos de ausência...

O que não é Nacional, também pode ser bom!

Horto - A verdade da mentira...

Leiam a parte da acta nº 7 de 2017, datada 06-04-2017 e, depois, o comunicado do Secretariado do Partido Socialista, datado de 25 de maio de 2017.. 
Pela leitura da acta, verifica-se que a vereadora Ana Carvalho e o presidente João Ataíde, estão em sintonia. 
Depois, nós, é que somos mentirosos...

INTERVENÇÃO DOS VEREADORES
INTERVENÇÃO DO VEREADOR MIGUEL DE ALMEIDA  
O Vereador Miguel de Almeida questionou sobre uma notícia que leu no jornal acerca do interesse do Centro Comercial Foz Plaza na aquisição do Horto Municipal e na qual se referia que a Vereadora Ana Carvalho Oliveira não previa que o Município lhes vendesse o mesmo, diretamente. ----------------------------- O Presidente esclareceu que o Horto Municipal, no atual PU – Plano de Urbanização tem capacidade de construção e que o objetivo do Município é valorizar aquele espaço, por hasta pública, conforme os procedimentos e as regras estabelecidas na lei, e com o dinheiro que obter vai retirar o Horto e o Canil para a zona da Várzea, com uma dimensão adequada e com a possibilidade de lhe acrescentar hortas pedagógicas. ------------------------------O Vereador Miguel de Almeida perguntou se o Horto Municipal era para ser alienado. --------------------
O Presidente respondeu que o terreno tem potencial para ser alienado. ----------- 
O Vereador Miguel de Almeida salientou que há muita agitação nas redes sociais sobre esta matéria, principalmente porque coincide com a atual revisão ao PDM e questiona se altera a capacidade de construção do Horto Municipal. ---
A Vereadora Ana Carvalho Oliveira respondeu que, no anterior PU, uma parte do Horto Municipal era para equipamento, e outra parte era urbanizável, mas neste momento, todo o terreno tem capacidade de construção. Acabaram-se os índices e o atual PDM é uma das opções políticas para evitar alguma especulação.-------
Salientou que poderiam vendê-lo diretamente, mas a opção é de o valorizar, para que a Câmara Municipal possa canalizar o valor para outras situações que têm de ser melhoradas pois, em relação ao Canil, há uma série de ações que tem de ser desenvolvidas, tais como a esterilização e não recorrer à eutanásia, e por isso, terão de ser criadas condições que ali não têm, até porque é contraproducente que um Canil esteja junto a um Parque de Campismo Municipal, pelo incómodo e barulho.
 -------------Salientou que o Centro Comercial Foz Plaza demonstrou interesse em se expandir, e não fazia sentido que o fizesse para o Parque de Campismo Municipal, e ampliando-se poderá trazer algumas lojas âncora tão desejadas para esta cidade. 
- O Vereador Miguel de Almeida salientou que o PDM é de 1994 e ficou com a ideia de alguma agitação numa determinada altura, quando o Município quis colocar aquele terreno para construção, e na altura houve um recuo. --------------------- 
A Vereadora Ana Carvalho Oliveira referiu que, presentemente, a Câmara Municipal não tem motivo para não o permitir. --------------------------------------------- 
O Vereador António Tavares esclareceu que, quando o Centro Comercial foi construído, houve uma área de terreno que foi retirada ao Parque de Campismo Municipal e, nessa altura, houve alguma contestação pública, mas julga que, no Executivo do Dr. Pedro Santana Lopes houve uma promessa de que parte idêntica seria reposta através da incorporação de um terreno a Norte onde está o depósito das águas, e que é da Câmara Municipal. No Executivo do Eng.º Duarte Silva esse terreno foi várias vezes levado a hasta pública, mas em determinada reunião a Câmara Municipal deliberou incorporar o terreno no Parque de Campismo Municipal, por alternativa a uma eventual incorporação do Horto Municipal, com uma eventual servidão sobre o depósito das águas. Contudo, torna-se necessário perceber que não está em causa o Horto Municipal, mas sim o terreno do Horto, do Serviço de Higiene. Quanto à questão do Canil, torna-se manifestamente exígua para as necessidades plasmadas na legislação atual. ------------------------------------- 
O Presidente salientou que o que se pretende, essencialmente, é valorizar o terreno e permitir a instalação de um Horto, Canil e Hortas Pedagógicas para a zona da Várzea, que implicará uma intervenção mais profunda e talvez com a necessidade de se expropriar alguns terrenos. ----------------------------------- 
O Vereador Miguel de Almeida questionou, se tudo correr conforme o pretendido, quando entrará em vigor o atual PDM. ------------------------------------------- 
A Vereadora Ana Carvalho Oliveira respondeu que a discussão pública termina, oficialmente, em 22 de maio de 2017, e deverá ser aprovado na sessão da Assembleia Municipal de junho. O Vereador Miguel de Almeida acrescentou que não lhe parece que vá ser uma venda pacífica e questionou se esta vai ser concluída no decorrer do presente mandato. ------------------------------------------------ 
O Presidente concordou que está condicionado aos prazos previstos na lei e que, seguramente, não será neste mandato. -------------------------------------------- Sugeriu que se apreciasse o plano de valorização que está a ser feito para o Parque de Campismo Municipal da Figueira da Foz, que proporcionou que o transformasse num novo Parque da Cidade. ---------------------------------------- O Vereador João Armando sugeriu que este terreno do Horto Municipal poderia ser um complemento ao Parque de Campismo Municipal. --------------------------------- 
O Presidente esclareceu que o Parque de Campismo Municipal possui muito espaço disponível e iria ficar extremamente caro à autarquia, e o dinheiro conseguido permitirá investir na zona da Várzea, que também está a precisar.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O senhor vereador Tavares estará a perder qualidades?..

O senhor vereador da cultura da câmara municipal da Figueira da Foz, de todo, não é um homem sem qualidades. 
Pelo contrário. 
Um delas, pensava eu, era que é um homem de ideias claras e fixas.
Em finais de maio de 2016,  António Tavares disse ao jornal AS BEIRAS que iria abandonar a vida autárquica no final do mandato. A saída do vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz estava, então, agendada para o final do ano de 2017. 
Motivos - e passo a citar António Tavares, via o jornal AS BEIRAS: «já dei aquilo que é exigido a um cidadão médio». Que acrescentou: «trata-se da retirada de um cidadão que está na casa dos 60 e que o que quer é paz e descanso e fazer outras coisas». Mais: «já não tenho pachorra para jogos de poder e guerras de alecrim e manjerona».
António Tavares apela aos que gostam dos jogos de poder que o esqueçam. «Deixem-me em paz. Não quero saber de nada». Aliás, a desilusão é de tal monta, que nem garante se vai continuar como militante...
A ANC-Caralhete News, porém, está em condições, neste momento, de garantir que Tavares vai continuar a partir de outubro, se nada entretanto for alterado, na  vida política figueirense. 
Isto, claro, se o PS vencer as eleições.
Mais ainda: isto faz parte de um projecto mais abrangente, que inclui o presidente Ataíde e as suas ambições políticas pessoais.
Trocando por miúdos...
Os figueirenses podem ser vítimas, nas próximas eleições autárquicas, de uma fraude eleitoral: pouco depois de terem escolhido um presidente de câmara, para os quatro anos a seguir a 2017, podem ter a surpresa de virem a ter como presidente de câmara, uma personagem que não foi a votos nessa condição...

De Aguiar de Carvalho a João Ataíde, a volta que "o centro de gravidade" da Figueira levou!.. Para pior, claro...

"Durante os mandatos de Aguiar de Carvalho, foram projectadas novas avenidas que desviariam o trânsito exterior dirigido às praias e o fariam fluir sem perturbar o quotidiano dos figueirenses e do comércio do centro da cidade. 
A solução era óbvia e resultou facilmente. 
No entanto, na altura ninguém imaginou que um dia estas avenidas também serviriam de acesso a grandes superfícies comerciais. 
A ajudar o planeamento que estava para vir, ocorreram oportunos incêndios em terrenos do sopé da Serra, que mais tarde ou mais cedo viriam a servir de base para instalação das novas grandes superfícies. 
Hoje, as avenidas que originalmente serviam para desviar o trânsito exterior do centro da Figueira passaram a atrair os próprios Figueirenses, que efectuam ali as suas compras, vão ao cinema, vão comer, etc. 
Avenidas pensadas para um rápido fluir do trânsito passaram a ser equipadas de semáforos, de passadeiras e de variados obstáculos urbanos para a reduzir a velocidade, aproximando a velocidade média de circulação nestas artérias à velocidade de circulação na zona antiga da cidade. 
Nos dias que correm, a deslocação do centro de gravidade da cidade está consumada. Esqueçam o rio ou a praia, a Figueira deslocou-se para uma das suas periferias, atropelando corredores verdes, cursos água e zonas de cheia junto à serra. 
Isto é outra cidade meus caros, e não é bonita."
Novo centro de gravidade, uma crónica de Rui Curado da Silva, publicada no jornal AS BEIRAS.

Porque hoje é o Dia da Criança

Todos os impérios caem e os poderes de hoje, amanhã, também não serão mais poderes.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

E se tudo o mundo é composto de mudança,
Troquemo-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança.

Luís de Camões e José Mário Branco

O tempo ácido da frustração...


- Falhámos a vida, menino!
- Creio que sim... Mas todo o mundo mais ou menos a falha. Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação. Diz-se: “vou ser assim, porque a beleza está em ser assim”. E nunca se é assim, é-se invariavelmente assado, como dizia o pobre marquês. Às vezes melhor, mas sempre diferente.

Nota de rodapé.
Falhar a vida, talvez seja tão bom quanto acertá-la. 
Não poderei verificá-lo jamais porque só a falhei, mas, e este despojamento que advém de a ter falhado, de a ter falhado a sério, não àquela décalage entre a ideia de vida na juventude e a na maturidade, não: tudo muito bem falhado, à grande e à francesa e no grande como no pequeno, no amor e na profissão, no ser como no ter. 
Que alívio. 
Pronto, falhei, está falhado. 
É tão bom o despojamento de sonhos, de objectivos, de planos.
A vida continua...
Agora que penso nisso, finalmente, vejo.
A culpa é toda minha.
Tenho uma sentimentalidade de sopeira. 
E que quero eu dizer com isso?
Quero dizer que sou um parvo... 

Porque as emoções são a verdadeira razão da nossa existência...