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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O futuro da Aldeia é hoje

Não esqueçam: hoje pelas 21 horas realiza-se uma Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia de S. Pedro.
Hoje, a Aldeia vive um dia especial.
Neste momento, 97% da população da Aldeia não acredita nos políticos.
Os restantes 3% da Aldeia, são os políticos.
O que os políticos pensam que os vai salvar é a memória curta dos eleitores da Aldeia!
Estamos habituados a ouvir os discursos redondos de treinadores de futebol do tipo: "estamos a trabalhar com dignidade, com humildade e de forma séria... é um plantel muito sério, muito digno e muito humilde que trabalha com muita honra e profissionalismo e dignidade... ah, e humildade também...e os bons resultados vão aparecer".
Todos estamos fartos deste tipo de discurso ao domingo à noite.
Agora, façam um pequeno exercício: substituam a palavra plantel, pelas palavras executivo da junta de freguesia de S. Pedro.
Leiam outra vez o texto...
Ouvir aquilo ao domingo ainda vá que não vá.
Agora, mais logo à noite!.. 
Não vai haver paciência que resista!..

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Autarca de S. Pedro demite-se se centro de saúde encerrar

O Diário de Coimbra, hoje, confirma aquilo que  este blogue já tinha avançado ontem: o presidente da junta de freguesia, que ainda no passado dia 15 garantiu na Assembleia de Freguesia, realizada nessa data, que o Posto Médico se iria manter aberto, não descarta a hipótese de se demitir...

Em declarações ao jornal, o presidente da junta confirma o que afirmou na Assembleia de Freguesia realizada no passado dia 15 do corrente: "foi-me garantido, no final da semana passada, pelo presidente da Câmara, que o Posto Médico da Cova Gala não ia fechar".

Como sabemos, passados menos de meia dúzia de dias a realidade não é essa: às segundas, terças, quintas e sextas os médicos que prestam os serviços de saúde à população da Cova e Gala, a partir de 2 de maio próximo vão estar em Lavos.

Conforme disse o presidente da junta de freguesia ao Diário de Coimbra, "é a eutanásia do nosso Posto Médico".

Entretanto, está agendada uma sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de S. Pedro para as 21 horas de amanhã, dia 21, quinta-feira, na sede da junta!..

As boas e as más notícias

Quem consultar a página no facebook do dr. João Ataíde, verifica que nos últimos dias tem sido só boas notícias para esta margem, transmitidas pelo presidente da câmara com enorme agrado e grande satisfação de todos - eu incluído. 
Por exemplo:  a intervenção na EN 109; e o Centro Escolar de S. Pedro será uma realidade...
Sobre o encerramento do Posto Médico da Cova e Gala, porém, percorre-se a página do facebook de João Ataíde e, por enquanto, nem uma palavra de solidariedade aos covagalenses por parte do senhor presidente da Câmara, pelo fecho já consumado do Posto Médico da Cova e Gala
Nada, por enquanto, por parte da Câmara, apenas silêncio, que espero seja inocente...
O senhor presidente, ou quem lhe "cozinha" a página de agitação e propaganda que edita no facebook, está a esquecer uma máxima do jornalismo: as boas notícias não atraem leitores.
Fica uma sugestão para o futuro próximo: porque não passa a editar uma página sobre necrologia dedicada a S. Pedro?..
Matéria noticiosa, se nada for feito, com urgência, não vai faltar...

terça-feira, 19 de abril de 2016

Silêncio inocente?..

foto António Agostinho
Pagar impostos, mais do que uma obrigação que decorre de uma atitude e de uma obrigação eticamente fundamentada, em especial no caso de quem trabalha por conta própria, é um garrote que o Estado nos aperta sem dó nem piedade.
Por isso, o mínimo, era que houvesse por parte do recebedor dos impostos, o Estado, um comportamento idêntico, sem o qual, a obrigação que sobre nós recai deixa de ter sentido.

Este Estado não é uma pessoa de bem.
No segredo dos gabinetes, pela sorrelfa, acabou de roubar à minha Aldeia algo que nem o fascismo nos negou: o direito à saúde.
Até este momento, este blogue foi o único espaço público, onde esta situação foi denuncida.
Políticos e órgãos de informação, mesmo aqueles que andaram 15 dias a promover não sei o quê da Aldeia, porque não ouvi, sobre o assunto do encerramento do Posto Médico da Cova e Gala - nada, rien de nada...
Entretanto, a decisão já está tomada: a partir de 2 de maio próximo, doentes covagalenses se querem médico vão a Lavos. Inventem é formas de lá conseguirem chegar...

Alguém consegue saber algo  sobre a forma como foi conduzido o processo de encerramento do Posto Médico da Cova e Gala?..
Alguém acredita que esse processo passou ao lado da política e dos políticos?
Neste momento, em cima da mesa, está o impacto do fecho do Posto Médico da Cova e Gala  no acesso da população da Aldeia a cuidados de saúde.
Não me peçam, portanto, que aborde este assunto sem indignação e sem paixão.
Neste momento, o mínimo a exigir aos políticos, é que se informem e nos informem, sobre o processo e exijam a sua suspensão. 

A primeira preocupação, tem a ver com a necessidade de garantir o não encerramento do Posto Médico da Aldeia, pois o que está em causa é que a população da freguesia não venha a perder cuidados de proximidade.
Senhores burocratas, não podem esquecer que a Aldeia tem uma população envelhecida e a cultura de relacionamento com o povo e de espírito de serviço público que o Posto Médico da Aldeia cultivou ao longo de largas dezenas de anos. 

Depois, temos outro problema enorme: as acessibilidades ao novo Centro de Saúde de Lavos.
Como é que os idosos da Aldeia lá vão chegar?
Em transporte individual, que a maioria não tem!.. Em transporte colectivo, que não existe!.. De táxi, para o qual a maioria não tem dinheiro!.. A pé, de bicicleta, de carro de bois, de carroça?..
Alguém pensou neste pormenor?

Qual é, afinal, a estratégia para a saúde das pessoas que moram nesta outra margem?
O erro foi cometido lá atrás... 
Antes de terem deitado a primeira pedra  do Centro de Saúde de Lavos os políticos concelhios deveriam ter olhado para o resto da população da margem esquerda do Mondego. 
E onde é que estiveram os políticos da Aldeia? Na Aldeia do pai natal?..
Há outros pormenores, porém, a ter em conta.
Se todos concordam que os edifícios, dos antigos Postos Médicos,  têm grande valor patrimonial, qual o destino a dar aos equipamentos e à verba que vier a ser obtida com a sua putativa venda?

Pela maneira como fui tratado, em todo este processo, que conduziu a este infeliz e dramático desfecho, como covagalense, tenho direito à indignação, que vou continuar a exercer com tristeza, mas com o sentimento do cumprimento de um dever cívico e moral...
Mostrar sensibilidade, é uma obrigação. Ser solidário um dever. 
Ainda há gente que se julga acima dessas formas de sentir e remete tudo para a competitividade, como se a igualdade à partida não fosse uma falácia...
A esses cegos, ou oportunistas, sugiro que, de vez em quando, entreabram o olhinho...

Confirma-se o pior: Posto de Saúde da Cova e Gala encerra no fim do mês...Presidente da junta de freguesia de S. Pedro pondera demitir-se...

Ontem, em exclusivo, este blogue informou, em especial os covagalenses, do encerramento iminente do seu Posto Médico, que vinha do tempo da outra senhora.
Como era facilmente previsível, gerou-se uma onda de revolta na freguesia de S. Pedro.
Entretanto, a situação clarificou-se e evoluiu:
1. Conforme está exposto em comunicado, desde hoje para ler melhor clicar na imagem- , no ainda Posto Médico da Cova e Gala, confirma-se o pior: os doentes dos dois médicos que prestam serviço - o dr. Albino Coelho e o dr. Bento Cunha - a partir do dia 2 de Maio próximo mantém o mesmo médico de família, mas têm de se deslocar a Lavos.
2. Neste momento, o presidente da junta de freguesia, que ainda no passado dia 15 garantiu na Assembleia de Freguesia, realizada nessa data, que o Posto Médico se iria manter aberto, não descarta a hipótese de se demitir...
3. Neste momento, existe a possibilidade de se realizar uma Assembleia de Freguesia extraordinária amanhã para os autarcas locais e os covagalenses manifestarem o que têm a dizer sobre este assunto, verdadeiramente dramático para uma população envelhecida e carenciada de serviços médicos como são os habitantes covagalenses.

PS. - Se a reunião se realizar, espera-se que esteja presente alguém da Câmara Municipal da Figueira da Foz, de preferência o seu presidente.

Em tempo.
Fica uma sugestão.
Como a Maternidade da Figueira foi encerrada há anos, deverá haver um espaço, algures lá pelo Hospital, onde possa ser instalado o novo Posto Médico da Cova e Gala.
O problema do estacionamento pago do parque do Hospital estava resolvido por natureza, pois a grande maioria dos utentes do Posto Médico da Cova e Gala não tem viatura própria, e dada a proximidade, poderiam deslocar-se a pé.

Não só subscrevo, como divulgo...

Caro Agostinho, permite que utilize este teu espaço para fazer um apelo a todos os covagalenses para se pronunciarem sobre a questão da trasladação do nosso Posto de Saúde para Lavos e muito em especial à entidade que com mais legitimidade tem para tal fim:

"Senhor Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro: Convoque uma Assembleia de Freguesia extraordinária com a máxima urgência, e como é evidente dentro dos trâmites legais, com uma Ordem de Trabalhos especificamente dedicada ao assunto atrás referido. O Povo Covagalense que se pronuncie sobre o assunto. É este Povo que se deve pronunciar sobre tão delicada questão". 

É claro que para isso, os nossos políticos têm que, através dos caminhos legais, tomar a primeira iniciativa".

Agostinho: Proponho que subscrevas este apelo e apeles também aos teus leitores, a fim de que possam ser contabilizadas as opiniões dos nossos conterrâneos.

Isto anda tudo emaranhado...

... como canta o poeta.
A marca genética está lá...
A chatice é que "vivemos em liberdade", o que, por enquanto, é verdade e, ao mesmo tempo, um incómodo!

O estranho caso da 109... (II)

Foto Pedro Agostinho Cruz, via AS BEIRAS
A beneficiação da EN109 vai arrancar até final do mês, anunciou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde. 
Para já,  a Infraestruturas de Portugal (IP) garante a fresagem e a pavimentação das zonas mais críticas, entre a Gala e Marinha das Ondas. A seguir, será colocada sinalização horizontal. 
Numa fase posterior, que deverá ter início no princípio de 2017, serão construídas rotundas nos cruzamentos da Costa de Lavos e Leirosa e feita uma “intervenção mais profunda”, numa extensão que abrange os concelhos da Figueira da Foz, Mira e Cantanhede. “Ficou acordado o que considero razoável” para “garantir normas mínimas de segurança” disse ainda João Ataíde.

Via AS BEIRAS

Aos que andam preocupados com quem escreve um blogue...

Escrever um blogue, é a única profissão em que ninguém é considerado ridículo se não ganhar dinheiro...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Posto de Saúde da Cova Gala vai encerrar em breve... Tudo aponta, para o final deste mês

Lembram-se?..
No passado dia 14 de dezembro de 2015, alertei os caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia: Lavos ganha Centro de Saúde com “tecnologia de ponta”.
Passo a recordar o alerta.

"Ontem foi dia de festa para os lavoenses, com a inauguração do Centro de Saúde de Lavos, uma antiga aspiração e que provou que a “união faz a força”, já que a sua concretização ficou a dever-se às “parcerias” e esforços de vários organismos.
Obra rondou os 800 mil euros e é exemplo de uma “boa parceria”."

Pois é, caros velhotes e caras velhotas cá da aldeia, vocês andam há mais de 25 anos a votar sempre nos mesmos para escolher o presidente da junta local, os tais que, por oportunismo, se ligaram numas eleições ao PSD e, noutras, pelos mesmos motivos,  ao PS. 

Pois é, caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, contudo,  vocês não estiveram sós no voto que deram, nos últimos 25 e tal anos,  sempre aos mesmos...
A malta da pesca deu. Os merceeiros deram. As donas de casa deram. A malta que tem banca no mercado deu. A malta que tem casa na habitação social deu. A malta das colectividades deu. A malta que joga à sueca nos clubes deu. A malta que ocupa os espaços comerciais concessionados pela junta deu. E por aí adiante, maioritariamente. Muito maioritariamente.

Caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, além de mim, apenas tenho a certeza que na Aldeia, nos últimos 25 anos, apenas o meu barbeiro não deu o voto aos mesmos, porque ele não vota cá.
Felizmente, ninguém é proibido de votar. Também ninguém é obrigado a votar.

Caros velhotes e caras velhotas, cá na Aldeia, para muitos é indiferente quem está no poder na junta e na câmara... E, depois, há aqueles que nem sabem que há eleições. Outros, estão-se borrifando porque acham que não vale a pena. As poucas batatas que ainda se cultivam nos quintais cá da Aldeia, não crescem mais depressa por isso... 

Caros velhotes e caras velhotas cá da Aldeia, se quisermos existem mais de mil e uma razões para votarmos assim, ou assado, ou até para não votarmos. Todos temos direito ao voto em cada votação- um.
Toda a gente sabe isso. Da utilidade que lhe formos dando ao longo dos anos, colheremos depois o retorno. 
"Ontem foi dia de festa para os lavoenses"...

Caros velhotes e caras velhotas da minha Aldeia: se me perguntassem, hoje, o que penso sobre isso, além de não deixar de felicitar o Zé Elísio, diria -  “nada”.
Mas, penso - e penso que muita coisa vai acontecer no futuro, para azar, incómodo e desconforto, dos caros velhotes e das caras velhotas cá da Aldeia."

Entretanto, aquilo que eu pensava que ia acontecer no futuro, para azar, incómodo e desconforto dos caros velhotes e das caras velhotas cá da Aldeia vai acontecer em breve.
Falava-se, era uma hipótese e de repente e, mais uma vez, confirmou-se o aforismo popular: "o corno" é sempre o último a saber...
Segundo informação que me chegou, a partir do o próximo dia 2 de maio quem quiser ir ao médico, tem de ir a Lavos, pois o nosso excelente, funcional e acessível Posto de Saúde da Cova e Gala (que já vem do tempo do fascismo...) vai encerrar...
A Junta de Freguesia de S. Pedro não deve saber de nada... A Câmara Municipal da Figueira da Foz também não deve saber de nada...
Gosto de instituições, de pessoas e de bichos capazes de exprimirem sentimentos (bem sei que sou exigente, pois bem sei que não há muitas instituições, muita gente, nem muitos bichos capazes de preencherem esta característica fundamental), pelo que nem me passa pela cabeça que se, porventura, a Câmara da Figueira ou a Junta de Freguesia de S. Pedro, por acaso, tivessem sabido alguma coisa não deixariam os seus créditos por mãos alheias na defesa da população, em especial, dos caros velhotes e caras velhotas que tanto contribuíram para a sua eleição.
Aquilo que eu sei, é que o presidente da junta de freguesia da Marinha das Ondas, talvez porque ande de boas relações com algum espírito santo de orelha, conseguiu negociar a manutenção, por enquanto, de um médico na sua freguesia e o outro vai para Lavos...
O Povo, como sempre, mais uma vez é o "corno" da fita... 
Para além do mais, este, caros e caras covagalenses é um caso, no mínimo, dramático para nós: que transportes públicos existem para as ligações que teremos de fazer a partir de 2 de maio ao Centro de Saúde Lavos?

A banalidade do que é comum...

No que diz respeito a olhares matreiros sobre o outro sexo, já não há diferenças entre o masculino e o feminino -  o que é de saudar. 
Os estereótipos do pudor feminino e da concupiscência masculina, já estão para trás no tempo.
Portanto, nos próximos dias  22 e 23 vamos todos à Costa de Lavos ver o Festival Feminino de Tunas Académicas.
Pelo prazer de ouvir as tunas...


Em tempo.
FOTO RUI CANAS JORGE.
Via AS BEIRAS.

As alternativas...

Ontem, desloquei-me a Montemor-o-Velho. 
Enquanto estava nos semáforos que regulam o trânsito na ponte militar que liga a 111 à A14, tive oportunidade de recuar no tempo.
Visitei memórias que continuarão a ser memórias. 
Recuei até ao tempo da ciclovia Figueira/Coimbra e do Metro Mondego,  cujo projecto inicial contemplava a ligação Coimbra/Figueira...
Fiquei por aí e atravessei a ponte que vai ser um bico de obra para a fluidez do trânsito no futuro próximo...
Que pena que eu tenho, que não haja uma qualquer possibilidade de se recuar ao tempo em que os carros de bois chiavam nos caminhos das aldeias sob o peso das cargas que transportavam, ou ao tempo em que o Mondego era navegável até Coimbra e mais além...
Não há nostalgia que nos valha. 
Foram tempos que passaram em definitivo.

Até ao momento, a piada do dia...

"O Banco de Portugal não deu idoneidade a Jaime Pereira e a Fernando Teles para serem administradores do BIC. 
Esta decisão do regulador, comunicada esta semana, determinou o fim do acordo no BPI
A Isabel dos Santos não foram colocadas reservas para ser administradora do BIC..."

A Aldeia está um brinco...

Na Aldeia, os trabalhadores jogam futebol. Os directores praticam ténis. Os administradores jogam golfe.
Conclusão possível e plausível: quanto mais se sobe na hierarquia, mais pequenas são as bolas...
Bons tempos, aqueles, em que "crack" queria dizer, apenas, excelente jogador de futebol...

domingo, 17 de abril de 2016

Um atleta de alta competição reage com humor a uma derrota pontual...

Pior que não ter onde cair morto, é estar vivo e não conseguir ficar em pé...

Há pessoas que gostam de se expor...

Finalmente, algo de novo e verdadeiramente revolucionário no panorama político português!..
O Conselho Nacional do CDS reuniu-se em Mêda e aprovou, por unanimidade, o novo regulamento para as autárquicas, que define que os candidatos do partidos seja "idóneos" e "competentes".

Em tempo.
Dª. Assunção: mãos à obra. 
Não tenha medo da revolução. 
Tente, mas tente a valer, algo novo. 
Dª. Assunção: a arca, foi construída por amadores. 
Os profissionais construíram o Titanic...

Figueira, uma cidade sem futuro e com presente incerto

No mínimo, é preocupante...
Desperdiçámos a oportunidade. Não a aproveitámos. Não planeámos, não construímos, nem deixámos, algo de positivo. 
Um dos grandes males da Figueira, é que o futuro não é - e raramente o foi... -   pensado. 
As coisas, um dia,  só mudarão se acabarem as negociatas. 
A gestão política da polis não pode ser só a estratégia de negócio. 

Como escrevi um dia, "a meu ver, tanto quanto me recordo, para encontrarmos um executivo municipal com sentido estratégico, teríamos de recuar muitos anos, até ao executivo do eng. José Coelho Jordão!.."
Para mim, um autarca, de direita ou de esquerda, só pode comprometer-se com a colectividade. 
Na Figueira, em democracia, com PS ou PSD, nunca foi assim. 
A política devia servir para preparar o nosso futuro. 
Está no voto dos figueirenses a tomada de decisão para que assim seja.

Como isso nunca aconteceu, por aqui, não temos futuro. 
Continuamos a ter, apenas, um presente incerto. 
Do PSD, que é tudo menos social-democrata, nada espero.
Do PS, o partido há mais tempo no poder, na Figueira, desde o 25 de Abril de 1974, que também não tem nada a ver com esquerda e, muito menos, com o socialismo, igualmente nada espero.
Até porque, não têm vergonha de assumir atitudes que nada têm a ver com a democracia... 

Entretanto, continuamos sem perspectiva de futuro.
Vamos tendo presente, mas um presente muito incerto, como a maioria de nós sabe, e a crónica "O negócio das autoestradas", da autoria do eng. João Vaz, ontem, sábado, publicada no jornal AS BEIRAS, contribui para percebermos que não foi por acaso que chegámos aqui...

"As autoestradas A14 e A17 são dois fiascos evidentes.
Ambas as vias não retiram o trânsito às nacionais.
Os transportes de pesados continuam a passar pelo meio das povoações. E quem se desloca diariamente para o trabalho, não usa a autoestrada porqueo custo é incomportável.
A intensidade de utilização na A14 e A17 sempre foi baixa desde o início, tendo-se reduzido a metade após a introdução das portagens, em 2009.
O desenho inicial previa que a A17 coincidisse com a EN109, desde a Gala até á Marinha das Ondas, e passasse a ponte Edgar Cardoso (com quatro faixas). A estratégia era servir a indústria e o Porto Comercial da Figueira da Foz, ligando-os directamente. Por má decisão política ( ou técnica), a A17 passa longe de uns e de outros.
O erro paga-se caro. A EN109 está em péssimo estado e continuam a ocorrer acidentes graves. A concessinária da A17 quase não tem despesas de manutenção - não há pesados na A17.
Mas, nós contribuintes, pagamos duplamente o "não trânsito" na A17 e as obras de manutenção da EN109.
E o que dizem os políticos sobre isto?
Nada.
E é bom relembrar que os últimos dois troços da A17 (Mira-Marinha Grande) custaram 650 milhões - 650 mil euros por cada 100 metros.
O endividamento do país ao estrangeiro mora aqui, no asfalto e no betão, sem utilidade.
Pedro Santana Lopes presidiu, em 2004, à assinatura do contrato de concessão e construção da A17. António Mexia era ministro das obras públicas."  

sábado, 16 de abril de 2016

Esta manhã , naufrágio em Ílhavo faz mais dois mortos no mar...

Ao olhar para esta primeira página, lembrei-me do Portugal Amordaçado do Dr. Mário Soares, livro que li pela primeira vez há mais de 40 anos!.. 
A liberdade de expressão, continua cercada por muros altos e intransponíveis! 
Este é o Portugal de hoje.
Em que a liberdade formal de se poder gritar que se tem fome, não traz, efectivamente, comida à mesa de quem dela necessita...
Em que a liberdade formal de se poder escrever que não existem condições de protecção para quem tem de arriscar a vida, todos os dias, para continuar a viver, não consegue evitar mais mortes no mar alto e à entrada das barras...
Há dias assim...
Estou como, imagino, se deve sentir a árvore quando a estão a cortar e dá conta, com tristeza, que o cabo do machado é de madeira...

Erros do passado recente, bem presentes: "o traçado da A17 e as acessibilidades à Figueira da Foz"

"A17 deveria passar pela Figueira, tal como estava delineado inicialmente.
No mapa de 2005, a ligação da A17 ao norte do rio Mondego era feita pela ponte Edgar Cardoso. 
Tinha todo o sentido, ligaria a indústria ao porto comercial.
Adicionalmente, não seria necessário construir mais uma ponte (em Lares).
Mas, o erro prevaleceu, e agora temos uma A17 que não serve a indústria nem os utilizadores frequentes, por ser muito cara." 

Via O Ambiente na Figueira da Foz

Em tempo.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.


Eça de Queirós, há cento e tal anos...

Exposição de fotografia e poesia

Encontra-se patente no Núcleo Museológico do Mar, até 20 de maio, a mostra de fotografia e poesia «FotoPoesia», que resulta de uma selecção de imagens que integraram o 2º e 4º Concurso de Fotografia da Figueira da Foz (2004 e 2008) e uma participação especial do fotógrafo freelancer figueirense, Pedro Agostinho Cruz, acompanhadas de um conjunto de poemas de autores diversos, intimamente ligados à Figueira e ao seu mar. 
Arnaldo Forte, Sant'Iago Prezado, António Sousa Freitas, João Sant'Iago e José Pires de Azevedo escreveram o mar
Pedro Agostinho Cruz, José Luís Sousa, Guilherme Limas, Hugo Lopes. Nelson Afonso, João Petronilho e Rafael Carriço fotografaram-no.