Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

domingo, 17 de agosto de 2008

Até ao momento, a nossa participação olímpica está como o País: deprimente


“... vamos ver se teremos uma única medalha, com a participação da Vanessa Fernandes amanhã na prova de Triatlo. Era bom e, como se dizia dantes, sempre salvava a honra do convento. Há uns anos, apesar de o País estar menos desenvolvido em vários aspectos, ainda havia alguma emoção à volta disto, com o brilho de Carlos Lopes e de Rosa Mota ou a tendência para o abismo do Fernando Mamede. Mas, é de assinalar que, no meio da desgraça, alguém teve o bom senso de o admitir e de não andar com rodeios nem derrotas honrosas. Francis Obikwelu admitiu que falhou e disse que era o único responsável pelo facto.”

Aqui há Galo!

Foto: Pedro Cruz

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O anonimato

Nunca abandonar a reserva de não entrar em polémica com quem não assina, mesmo que, para mim, ele já não seja anónimo.

Morte cívica

O exercício do poder, com uma vocação totalitária, dominando toda a sociedade e todas as iniciativas, é a morte cívica dos cidadãos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

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Quando o sonho desaparece...

Foto sacada daqui
Conta no seu blogue o anterior primeiro-ministro de Portugal, Doutor Pedro Santana Lopes, que “no Portugal da União Europeia cheio de auto-estradas e computadores, não encontrou um único oftalmologista no Algarve, em pleno Agosto, que pudesse socorrer um familiar que teve um problema grave nos olhos".
Valeu-lhe os “contactos”: “já alguém chamava uma ambulância para levar esse familiar para Lisboa, quando se conseguiu descobrir dois grandes médicos de Coimbra, em férias no Algarve. Um de cirurgia interna, o outro da especialidade.
A pessoa em causa estava a passar uma autêntica tortura e não havia ninguém para, sequer, a observar”...
Este, é o País real, que nós portuguseses normais conhecemos, mas que um político veterano (deputado, português e europeu, presidente de câmara, secretário de estado e primeiro-ministro), só descobriu em férias!..
"Entre o senhor rei de então, e os senhores influentes de hoje, não há tão grande diferença: para o povo é sempre a mesma servidão. Éramos mandados, somos agora governados: os dois termos quase se equivalem (Antero de Quental)."
Porém, voltando aos dias de hoje, mais vale tarde que nunca: o relato de um político experiente como Pedro Santana Lopes, dá uma imagem real da redoma de vidro em que vive a classe política portuguesa...
"Depois admiram-se quando câmaras municipais enviam para Cuba doentes para serem operados a cataratas e outras maleitas do foro oftalmológico!.."

Varanda II

Foto: Pedro Cruz