"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio
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sábado, 29 de agosto de 2020

Está perigoso circular a pé na Figueira: cuidado com as obras da Câmara (mesmo as terminadas...)

Requalificação da Vala do Galante e Espaço Verde Envolvente - Trabalhos Diversos, obra acabada em final de Maio já está neste estado:



Para já, uma ida ao Hospital a registar, na sequência de um queda aparatosa. 
Figueirenses, como disse o presidente Marcelo, "quem vota é o povo": "este presidente deve ser apoiado".
As melhoras. Para todos. Mas, em especial para a minha amiga Isabel Maria Coimbra.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Da série, o que não vale ter uma oposição fortíssima!.. (2)

Requalificação Valorização de Frente Mar e Praia - Figueira/ Buarcos

Na reunião da passada segunda-feira, o vereador Ricardo Silva abordou a questão neste termos:
Figueira da Foz, 6 de Janeiro de 2020
"Na Obra de Requalificação do Areal / Valorização de Frente Mar e Praia - Figueira/ Buarcos foram gastos 2 milhões de Euros na empreitada, com a obrigação do empreiteiro fazer a manutenção durante 5 anos.
Passaram quase 3 anos após a conclusão dos trabalhos. Verificamos uma ciclovia a degradar-se de dia para dia, paliçadas caídas, postes delimitadores em madeira tombados, quase 50% da vegetação e árvores estão mortas.

Foi reconstruído o lago do oásis, sem arejadores de água, para ficar pior que o anterior. Foram tapadas as valas de Buarcos e Galante, com manilhas perfuradas, bastou chover mais que o  normal e o resultado está à vista, mas o então vereador Dr. Carlos Monteiro em declarações à comunicação social, Novembro 2017, sobre as tampas terem saltado, considerou normal acontecer aquela situação, sendo que estávamos perante as primeiras chuvadas.
Venho requerer,
Seja solicitado ao autor do projeto da Requalificação Valorização de Frente Mar e Praia - Figueira/ Buarcos, um relatório relativo sobre o estado atual que se encontra a praia se está de acordo com o projeto elaborado."


Na edição de hoje, com chamada de primeira página, o Diário as Beiras publica a seguinte notícia:
Se é uma obrigação do contrato o empreiteiro fazer a manutenção, porque é que nada foi feito até agora? Será desta?
O que não vale, para todos - até para a situação!.. -, haver uma oposição fortíssima!..

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Conselho Superior de Magistratura expulsa juiz Rui Rangel

Via TVI

"O Plenário do Conselho Superior da Magistratura, que se realizou esta terça-feira, decidiu pela aplicação das seguintes penas disciplinares: ao Senhor Juiz Desembargador Rui Manuel de Freitas Rangel, a pena de demissão e à Senhora Juiz Desembargadora Maria de Fátima Barata Pinto Galante, a pena de aposentação compulsiva."

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

A minha homenagem à Ana Madureira, à Tila Santos ao Pedro Carvalho e a todos e todas que permanecem em luta para salvar o Freixo

A Câmara Municipal da Figueira da Foz quer abater um Freixo com mais de 300 anos, mas a população está em protesto contra a decisão. O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas aprovou o abate da árvore. Em direto do local esteve o repórter da TVI, João Bizarro.

Este vídeo foi feito esta manhã, pelo responsável por este espaço:

Defensores do ambiente impediram abate de Freixo classificado na Figueira da Foz.

Pessoalmente, repudio e lamento a arrogância, seja de quem for. Até Abril do corrente ano, o problema era o Dr. Ataíde... Agora, com o dr. Carlos Monteiro, é o que podemos ver...
Segundo penso, ainda com a agravante de ser protagonizado por alguém que, quando estava na oposiçâo, surfava a onda (recordemos o caso Galante).
Fica uma interrogação: o poder subverte as convicções, ou, afinal, nunca houve convicções e era mero aproveitamento político porque, na altura, estava na oposição e dava jeito?

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Diz o Povo que “há males que veem por bem”...

"Vem este ditado a propósito do atabalhoado encerramento do Caminho da Murtinheira/Cabo Mondego. Nunca se viu, e muito bem, tanta gente interessada em defender esta causa. Se relativamente aos particulares esse interesse só pode merecer aplauso e alento para continuarmos a exigir algo que chegará sempre com muitos anos de atraso, relativamente aos diversos atores políticos, de todos quadrantes, importa perguntar: Onde estiveram nos últimos trinta anos?
Fica aqui, para memória futura, como se diz agora, a minha intervenção na Assembleia Municipal da Figueira da Foz em 23/02/2006." 
O Complexo Industrial do Cabo Mondego
José Augusto Azenha Marques
"Qual foi a intervenção dos paladinos que hoje prometem o que não podem sobre este assunto? Alguém se lembra? Eu, que tenho a mania de exibir boa memória, não me lembro de uma palavra só. Por esta altura andava tudo focado no Galante e no preço da água na Figueira. As coisas que dizia um simples presidente de junta, “atravessado de gandarês”, não passavam de devaneios, no pensamento erudito de alguns ilustres cidadãos, que correm o risco de deixar esta vida sem lhe conhecermos um só pensamento estruturado."

segunda-feira, 8 de julho de 2019

"Os Donos da Figueira"...


Uma crónica de Rui Curado da Silva,  investigador em Física. Escreve semanalmente às segundas no LUX24.

António Calvete: foi apanhado esta semana com quase um milhão de euros em barras de ouro e notas do Banco Central Europeu escondidas dentro das paredes e de um vão de um jacuzzi. Nem num filme de série B se escrevem guiões tão rebuscados como as histórias reais com que nos brinda o administrador do grupo GPS. Estas buscas enquadram-se em suspeitas de que os administradores da GPS se tenham apoderado para seu uso pessoal de 30 dos 300 milhões de euros que receberam no âmbito de contratos de associação. António Calvete financiou várias campanhas eleitorais a órgãos autárquicos, mas também a eleições de concelhias na Figueira.
Aprígio Santos: o império  afundou-se com as crises dos BCP e BPN, com os credores a reclamarem cerca de 600 milhões euros ao empresário figueirense. Pelo meio conseguiu afundar um clube centenário como a Naval 1º de Maio.
Domingos Silva: geriu o Casino da Figueira, uma instituição rentável, como se estivesse a dar prejuízo (que era o caso do grupo a que fazia parte). Cortou nos trabalhadores, cortou nos espectáculos, afundou o jornal Figueirense e só não fez pior porque não o deixaram. Felizmente abandonou o barco e hoje o Casino da Figueira é uma instituição muito mais arejada. 
Paulo Pereira Coelho: arguido já em 2009 no processo de licenciamento do projecto imobiliário da Ponte do Galante na Figueira da Foz e que teve o seu nome envolvido noutras investigações desencadeadas na região Centro foi, na minha opinião, o que melhor se safou, escapando entre os pingos da chuva. Depois de uma retirada estratégica para Angola, soubemos recentemente que teve influência nas escolhas autárquicas de 2017 da concelhia do PSD (será que continua com influência?) e até apareceu num programa da bola de um canal de um clube em 2018.  


Dez (10) anos volvidos, é irónico constatar o destino de cada uma destas personagens. Estes casos demonstram que não há inevitabilidades e que, mal ou bem, a justiça vai fazendo o seu trabalho.
A política figueirense não é um mimo, mas pelo menos libertou-se da sombra de alguns tubarões. Mas não dormimos. Outros interesses e outras ambições que nada tem a ver com o interesse da cidade terão oposição.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Movimento Cívico figueirense Parque Verde cria carta de princípios

"O Movimento Parque Verde, reuniu, discutiu e decidiu.
Final de tarde agradável em que prevaleceu a democracia participativa.
Obrigado a todos os que estiveram presentes e aos ausentes que, de uma forma ou de outra, não puderam comparecer.
Foi bonito! Vamos continuar..."

Segundo o Diário as Beiras, o Movimento Cívico Parque Verde, criado há cerca de 20 anos para defender os corredores verdes da cidade da Figueira da Foz definidos pelo Plano Garrett e pelos arquitectos Alberto Pessoa e Ribeiro Telles (Abadias, Várzea de Tavarede e Vale do Galante), apresentou e debateu, ontem, a sua carta de princípios.
Luís Pena, porta-voz do movimento e um dos seus fundadores, disse ao jornal que o Parque Verde continuará a ser um movimento cívico informal. Isto é, por ora, não será constituído formalmente.
“Este modelo tem funcionado bem, sem ser constituída uma associação. Debatemos esse assunto, mas chegámos à conclusão que é melhor continuar assim”
Por acaso, como tive ontem oportunidade de dizer ao Luís Pena, não penso assim. Respeito o passado do Parque Verde, mas entendo que neste momento e nesta fase da vida figueirense, o Parque Verde se quer ter uma palavra a dizer em termos de intervenção efectiva e cívica na gestão da "coisa pública" tem de assumir. O que se passou com a gestão do processo de Buarcos, deveria constituir matéria de reflexão. A  Câmara, fez que recuou, mas acabou por fazer tudo o que queria. Essa é que acabou por ser essa, como diria o Eça...

sábado, 20 de abril de 2019

Ainda a entrevista de Carlos Monteiro ao Diário as Beiras

TURISMO

Foto de Pedro Agostinho Cruz, via Delito de Opinião
Pergunta do jornalista do Diário as Beiras
"A criação da Comissão Municipal de Turismo continua na gaveta. Será desta que vai avançar?" 
Resposta de Carlos Monteiro, presidente da câmara e vereador do pelouro da autarquia figueirense:
"Não tenho presente o dossiê, mas tenho presente que houve esse compromisso de João Ataíde e que será cumprido em breve. Vamos dar-lhe prioridade."

Nota de rodapé.
Nem era necessário comentar: na resposta, ficou claro que o novo presidente da câmara e vereador do Turismo  não conhece a matéria.
Carlos Monteiro é vereador há 10 anos. Sabe que  a actividade económica que passou a liderar - o turismo - é importantíssima para a Figueira.
Perante o que li, é com toda a franqueza que digo o seguinte: duvido que vossa excelência, para além de ter mostrado um dia destes disponibilidade para discutir Turismo comigo, conheça de facto, na óptica do orgão decisor, quais são os verdadeiros problemas do turismo na Figueira.
A câmara da Figueira, nos últimos 40 anos, nunca conseguiu resolver os problemas da actividade, apenas contribuíu para os agravar. Considerada, em tempos, a mais bonita praia de Portugal ("Não tem outro remédio, senão vir à Figueira quem quiser ver a mais linda praia de Portugal!” Esta frase foi escrita por  Ramalho Ortigão, em finais  do século XIX) a partir da década de 60, quando os turistas ingleses abastados descobriram o Algarve, estâncias balneares como a Figueira perderam importância.

Na altura, a Figueira tinha uma actividade pujante nas pescas, nos têxteis, na indústria conserveira, exploração das salinas, estaleiros, no vidro. Foi por essa altura que surgiu a primeira fábrica de pasta de papel. Principalmente no interior do concelho, a agricultura e a pecuária ajudavam a compor o orçamento familiar.
Aos poucos a Figueira foi percebendo que o turismo era uma actividade com retorno económico. Com base nesta percepção tentou adaptar-se. Aqui foi cometido o primeiro erro histórico: deixaram  que fosse o turismo a ditar o desenvolvimento e não o desenvolvimento da região a potenciar a actividade turística. Aos poucos foram copiando alguns dos piores exemplos em matéria de urbanismo e ordenamento do território, aumentando a  capacidade hoteleira e de restauração, mas começando a diminuir os padrões de qualidade que caracterizaram a região nos anos 40 e 50. Foi aí que começou a transformação na urbe sem qualidade e esteticamente reprovável em que nos tornámos. Que este executivo está a agravar, com as obras em Buarcos e a trapalhada que estão a levar a cabo no Cabedelo. 
Foi  na década de 80 que se cometeram os maiores atentados à sustentabilidade do meio ambiente. A Torre Jota Pimenta e o edifício Atlântico, são disso exemplo. Depois, há uns anos, para compor o ramalhete, veio o Galante. 
Se, por um lado,  recebemos  milhares de turistas em determinados períodos, por outro lado,  não  criámos  as infra estruturas de base consentâneas com uma actividade motor de toda uma região. O termo sazonalidade entra no dia a dia de quem vive de e para o turismo na Figueira da Foz.

Em 1988, no Algarve,  deu-se uma viragem na forma de encarar o turismo e aquilo que ele representa para a região, sobretudo o turista português. Outrora claramente explorado e com distinção de preços para o mesmo serviço, o turista português começou a ser acarinhado na região. A razão deveu-se à queda dos mercados alemães e inglês devido à desvalorização do marco e da libra inglesa. 
Foi mais um factor de penalização para a Figueira. Começam a enraizar-se outras épocas de afluxo ao Algarve.  Ao mês de Agosto, juntaram-se a Páscoa, as pontes de Junho e a passagem de ano. 
Ao  turismo na Figueira, resta-lhe  funcionar paralelamente com as outras actividades económicas.  A Figueira é,  hoje, depois do consulado de 10 anos do presidente João Ataíde, uma urbe desorganizada e carenciada ambientalmente, sem sustentabilidade e com fracas noções de estratégia de desenvolvimento.
O Turismo  figueirense sofre uma concorrência feroz de mercados mais atraentes, que recebem os visitantes que antes preferiam países hoje marcados pelo terrorismo.
Pensar o turismo é definir  se queremos continuar a apostar no turismo da forma que temos feito até aqui, ou se queremos introduzir algo inovador - planeamento

A autarquia da Figueira  –  responsável pelo desordenamento do território concelhio - não pode continuar a querer equilibrar o orçamento municipal através da cobrança do IMI, continuando a permitir construções em altura, onde no respectivos PDM constava áreas para moradias ou espaços verdes. Não é admissível que a Região de Turismo do Centro continue a ser um mero instrumento dos interesses do sector, é necessário que seja ela a definir algumas linhas do sector. O primeiro passo deveria ser um levantamento da qualidade e da quantidade da oferta turística existente.  Ao garantir a produção de produtos ou serviços para o turismo, se os mesmos forem de qualidade serão certamente utilizados por consumidores fora da região e durante boa parte do ano. 
O produto turístico que a Figueira tem para  vender não é único no mercado turístico: o sol nasce em todo o lado, mas é exactamente aquilo que a Figueira for capaz de oferecer para além do sol que irá atrair o turista. 
Seja ele o turismo de inverno ou de verão, o turismo cultural ou desportivo. Se nada for feito dentro de poucos anos o turismo na Figueira poderá colapsar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

90 mil euros para reconstruir um balneário e vão deitar abaixo um com 17 anos em excelentes condições perto do que vai ser reconstruído!...

Via Figueira na Hora
"A Câmara Municipal da Figueira da Foz iniciou as obras de requalificação (interior e exterior) dos balneários de praia situados sensivelmente a meio da Avenida do Brasil, perto da zona desportiva.
A intervenção iniciou-se com a instalação do estaleiro de apoio a esta obra orçada em cerca de 90 mil euros e com um prazo de execução de 90 dias.
Recorde-se que estes balneários, encerrados há algum tempo, foram alvo de acções de vandalismo.
Este equipamento, de usufruto público, vem completar a rede de outros espaços idênticos já existentes, desde o Jardim Municipal, Mercado Municipal, Praça do Forte, junto à Torre do Relógio, Ponte do Galante (de apoio ao quiosque/bar), junto ao parque infantil de Buarcos e Tamargueira”, disse ao Figueira Na Hora o vice-presidente da autarquia, Carlos Monteiro."

Notas
1. Esta reconstrução vai ficar mais cara que o custo de um apartamento na marginal!..
2. Será que os 90 mil euros poderão ser explicados pelo facto da arquitectura ser do arquitecto Ricardo Viera de Melo?
3. Alguém deveria explicar isto aos figueirenses: se vão gastar 90 mil euros na reconstrução deste balneário, porque vão destruir o balneário que está junto ao parque infanitil?
4. São 90 MIL EUROS, COM IVA A 6%, pois a obra é da Câmara Municipal... Contudo, se taxa a aplicar fosse de 23%, que é o que paga um cidadão normal, o custo iria para cerca de 120 MIL EUROS!..

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Comunicação do Movimento Parque Verde, lido hoje na Reunião de Câmara


1. O Movimento Parque Verde é um movimento de Cidadania, com mais de 20 anos de existência, que tem no seu pressuposto a defesa dos espaços verdes na zona urbana da Figueira da Foz;
2. É um movimento supra-partidário que só tem como único interesse o bem-estar da sociedade em que se insere, batendo-se, por isso, pela defesa dos corredores verdes delineados pelo Plano Garret e pelos Arq. Alberto Pessoa e Ribeiro Telles;
3. Esta defesa intransigente levou este movimento a manifestar-se contra as várias tentativas de alienação do Parque de Campismo Municipal, do Horto Municipal, do Vale do Galante e de tudo o que ponha em causa os Corredores Verdes acima mencionados, bem como todo o património natural deste concelho;
4. No passado dia 14 de Agosto fomos alertados da marcação de árvores saudáveis com uma cruz vermelha, na zona ribeirinha de Buarcos, alvo de intervenção por parte desta autarquia, assinalando o seu abate.
5. Em conversa com os trabalhadores fomos informados que o abate se daria no dia 16 de manhã, sendo que dia 15 foi feriado, era impossível a marcação de reunião com o Sr. Presidente, daí a necessidade imperiosa de marcar uma concentração local para impedir o abate;
6. Tem razão o Sr. Presidente quando agradeceu publicamente a nossa intervenção cívica pois, sem dar por ela, podia ter-se cometido um crime ambiental inaceitável em pleno sec. XXI;
7.Mas pode também agradecer a nossa intervenção ao longo destes 21 anos, pois sem ela este executivo não poderia ter feito os melhoramentos ao parque de campismo, que louvamos, nem poderia ter feito um relvado sintético no campo de treinos, que o executivo de Santana Lopes quis vender para construção urbana;

8.Exigimos que tome uma decisão política justa, a qual deverá passar pela compatibilização do património arbóreo pré-existente com o projecto urbanístico em curso, sendo esta uma necessidade absoluta, pois estamos a falar de árvores com mais de meio século, em perfeito estado de saúde e sem qualquer problema para a segurança e saúde públicas;
9.Alertamos também para a retirada de consequências políticas suas e de alguns dos seus pares na governação, pela incompetência demonstrada em todo este processo, para o Presidente não acabar o seu último mandato em desgraça, com uma imagem pessoal denegrida que apaga os dois mandatos anteriores;
10.De facto a nossa intervenção não surgiu agora, ao contrário do que alguns tentam transmitir, temos um passado de independência em relação aos vários executivos que por aqui vão passando;
11.O nosso objectivo é um só: ajudar a preservar o património verde da Figueira da Foz, para que as próximas gerações possam ter acesso a esse património da mesma forma que nós temos.

domingo, 18 de junho de 2017

Música na abertura da época balnear

Para assinalar o início da época balnear, ontem, sábado, as oito filarmónicas do concelho levaram música ao areal urbano, a partir das 18H00, entre a Ponte do Galante e a Praia do Relógio, sob o genérico “Unidos musicamos”
Mais pormenores, aqui.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sábado há filarmónicas no areal urbano



As memórias da minha infância tem-me acompanhado  pela vida.
Fazem parte de mim e têm sido minhas eternas companheiras. 
Interiorizei-as de tal modo que cresci com elas, descobrindo-lhes a verdadeira importância à medida que me ia descobrindo a mim próprio. 
Fui um na infância e adolescência. Outro, bem diferente, nos dias de hoje...
Uma coisa, porém, permaneceu durante estes anos todos: o encanto pelas bandas filarmónicas. Que não se deve, apenas, à música que tocam. 
As bandas filarmónicas,  representam, a meu ver, a associação perfeita entre o som e uma coreografia muito própria que cria uma empatia enorme com aqueles que presenciam este espectáculo.
Fico completamente absorto... Absorvo e fico imerso em pensamentos,  alheio ao resto que me rodeia. Mais do que absorto, fico mesmo extasiado e enlevado.
Confesso que fiquei assim, por ter lido que para assinalar o início da época balnear, no sábado, as oito filarmónicas do concelho levam música ao areal urbano, a partir das 18H00, entre a Ponte do Galante e a Praia do Relógio, sob o genérico “Unidos musicamos”. Participam no espectáculo 400 músicos. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O negócio do Horto Municipal, em números...

Como diria o outro: é só fazer as contas...
Cerca de 14 mil metros quadrados por 1.5 milhões de euros!..
Dá a módica quantia de 107 euros por metro quadrado!..
Vejam só que farturinha!

Nota de rodapé.
O balúrdio de 107 euros, metro quadrado, para quem, na altura, tanto criticou a venda de espaço para passeios, no Galante,  para depois voltarem  para o domínio publico (novamente passeios) a 400 euros metro quadrado, não deve estar mal!..
Muito menos, constituir qualquer incómodo.
Pois, pois: "negociata é todo o bom negócio para o qual não fomos convidados..."

A questão do Horto Municipal. Este, e o putativo prometido por Albino Ataíde...

Na última década, pelo menos, que se deixou de investir no Horto Municipal!
Neste período de tempo, pelo menos 10 jardineiros  reformaram-se.
Ao contrário do que aconteceu noutros departamentos e secções dos serviços municipais, onde se criaram inúmeros postos de trabalho, no essencial, para servir a clientela partidária, não foram contratados novos profissionais para tratar do Horto Municipal.
Ontem, no decorrer da reunião de câmara, tomei atenção ao discurso do António Tavares. Se bem lembro, ele, António Tavares, considera que a existência do Horto já não se justifica porque já nem são os serviços da Câmara que tratam dos jardins públicos figueirenses!..
Sendo assim, como entender a justificação do presidente Albino Ataíde, ao apresentar como desculpa para a venda do "enclave" (a venda do terreno é para arranjar mais estacionamento e instalar a Decatclon...) a necessidade de implantar um verdadeiro Horto na Várzea?
Passo a citar: o encaixe de, no mínimo, de 1,5 milhões de euros,  garantiu João Ataíde, "serão aplicados na várzea de Tavarede, para onde a autarquia quer transferir os serviços do horto e criar novas áreas de usufruto público".
Mais uma pergunta: a Câmara já solicitou algum parecer, por exemplo, à Escola Agrária para fazer um estudo sobre a nova localização do putativo novo Horto?
Para quem tem algum conhecimento sobre a Figueira e sobre a Várzea, sabe que aquilo é  zona húmida, ventosa e no inverno é normal formarem-se muitas geadas...
No início da década de 90, muitos figueirenses devem disso estar lembrados, toda aquela zona esteve alagada ...

António Tavares, apesar de toda a sua cultura, que é vasta e imensa, desconhece muita coisa sobre a Figueira (lembram-se da "estória do cais, que nunca foi cais, mas sim praia da sardinha...), o que é normal, pois não nasceu nem cresceu cá. Só nos últimos cerca de 25 anos é que assentou arraiais.
Albino Ataíde, nasceu na Figueira, mas não cresceu e nem morou cá. 
Apenas exerceu funções na Figueira. E, tal como os seus amigos de Coimbra, vinha passar férias na Figueira.

De  registar que é  na actual zona onde se situa o Horto Municipal, que começa e serve de alguma retenção à vala que vai desaguar junto ao Galante.
Por outro lado, o Horto Municipal, apesar de todos os atentados de que já foi alvo aquele que talvez seja o único parque campismo urbano da europa, também ainda consegue preservar alguma privacidade aos campistas.
Vender o Horto Municipal para expandir um Centro Comercial não será estar a matar o Parque de Campismo?
Ou o objectivo também não será também esse?..

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A gente sabe que trabalhar o esgoto é uma merda que não rende votos, mas fica esta postagem a "quem de direito"...


Zona Emanha- Galante: obras de fachada fazem-se...
E onde ficaram as obras estruturantes a encaminhar os esgotos pluviais?..


Já agora, porque o tema é actual, ficam algumas fotos da praia, da área onde estão as "famosas árvores"...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A erosão a sul pode esperar?.. Depois não digam que foram apanhados de surpresa...

Aquilo que há muito temia está a confirmar-se: a situação, preocupante e perigosa, da orla costeira a sul do quinto molhe, na orla costeira da freguesia de S. Pedro continua a ser branqueada e mal avaliada pelos órgãos de informação e por quem de direito – poder local e central.  
Hoje, porém, já não se consegue esconder aquilo que está à frente dos olhos de toda a gente.  A  intervenção humana tem vindo a acelerar a erosão costeira da duna, a sul do 5º. Molhe entre o 5º. Molhe e a Costa de Lavos e a duna, naquele local, desapareceu. 
E isso era perfeitamente previsível: o Laboratório de Engenharia Civil previu isso mesmo nos anos 60 do século passado.
Numa sessão pública realizada em março, na Junta de Freguesia de S. Pedro, promovido pelo Bloco de Esquerda, o dr. Filipe Duarte Santos (Grupo de Trabalho da Orla Costeira) considerou que a melhor solução para a defesa da orla costeira é repor a praia. No caso da nossa freguesia passa por “transportar” a areia da praia da Figueira, retida pelo molhe norte – problema que os 400 metros construídos na última intervenção agravaram – para as praias de S. Pedro. 
Hoje, é notícia de primeira página no jornal AS BEIRAS, algo que  vai inviabilizar a defesa e protecção das praias a sul: a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou o projecto de requalificação do areal urbano, apresentado pela Câmara da Figueira da Foz. 
Numa primeira fase, a autarquia vai construir uma pista de atletismo, uma via mista para ciclistas e peões, um novo parque de skate, reformular o sistema de passadiços de madeira e reabilitar os espaços desportivos. As valas de Buarcos e da Ponte do Galante vão ser soterradas. As obras do projecto global de requalificação do extenso areal deverão arrancar até ao final do ano, prevendo-se que fiquem concluídas dentro de 12 meses. Têm um orçamento de dois milhões de euros, que a autarquia vai buscar ao Turismo de Portugal, que acumula verbas das contrapartidas da zona de jogo. A intervenção tem como eixo fundamental a via clicável e pedonal, que vai dividir o areal urbano em duas partes – a antepraia e a zona de banhos. O “Anel das artes”, um anfiteatro redondo, bem como outras propostas recentemente apresentadas pela autarquia, na sequência da reformulação do projecto vencedor do concurso de ideias que lançou no anterior mandato, ficam para uma fase posterior. 
É fácil de deduzir, portanto, que o problema da erosão a sul da barra do Mondego terá de esperar... 
Esperemos é que haja tempo. Depois, não digam que não foram avisados. Aproveito para recordar o que me tem dito ao longo dos anos o velho e experiente Manuel Luís Pata, nas inúmeras e enriquecedoras conversas que ao longo da vida com ele tenho tido:  “a Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. Na sua opinião, a única obra do homem  de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Recordando a mania das grandezas da elite local...

primeira página do jornal 
barca nova de 26 de de Junho de 1981 
A meu ver, para a elite local que ascendeu ao poder depois da implantação da democracia, que continua a gostar de tudo converter em negócio, a edificação de grandes obras representou sempre uma manifestação de megalomania.
Como a memória é curta, recordo que o ódio contra as monarquias se construiu, também, com este tipo de argumentos...
Se conhecermos, minimamente, a tradição local edificadora dos que acreditam numa dimensão superior da governação, a edificação desses projectos megalómonos não tinha por objectivo servir os figueirenses.
Recordo os ainda pouco distantes e “saudosos tempos de Aguiar de Carvalho e de Santana Lopes, dos objectivos grandiosos de um magnífico aeroporto, de um moderníssimo comboio TGV em monocarril a ligar Figueira a Fátima ou de um grandioso estádio para o europeu de futebol de 2004...” 
Confesso que foi o que agora senti com a apresentação do projecto para o reordenamento do areal urbano da Figueira da Foz e Buarcos, apresentado pelo arquitecto Ricardo Vieira de Melo, vencedor do concurso de ideias para esta zona de praia, lançado pela autarquia em 2011, nas palavras do presidente João Ataíde, “um ponto de partida para a municipalização desta zona tutelada por várias entidades.” 
Quem é velho, e consegue manter a memória, sabe que isto não passa de conversa da treta, que, aliás, já vem de muito longe.

A talhe de foice, recordo uma célebre reunião de 18 de Junho de 1981 realizada no auditório do Museu Municipal, por iniciativa do executivo camarário de então, para debater o "Projecto da marginal oceânica".
Recordo que a noite estava bastante quente. Dentro das sala abafava-se. Mesmo assim, e a constatar o interesse que para os figueirenses sempre teve a urbanização daquele imenso areal (o areal tornou-se naquele monstro após a construção dos molhes que fixaram a barra), estiveram presentes mais de cem pessoas.
O Presidente da Câmara abriu a sessão. Depois de apresentar a mesa que ia dirigir os trabalhos (além dele, era formada pelo engº Muñoz de Oliveira, Director-Geral dos portos; eng. Nelson Gomes e arquitectos Alberto Pessoa e Mário Pereira da Silva), proferiu algumas palavras  introdutórias breves ao assunto que se ia debater.
O eng. Muñoz de Oliveira usou a seguir da palavra para fazer um resenha sobre a alteração das correntes marítimas na costa portuguesa e as respectivas transformações que daí advieram.
Os arquitectos Alberto Pessoa e Mário Pereira da Silva forneceram algumas informações sobre o projecto popularmente conhecido como de urbanização do areal da praia.
De forma sucinta recordo e realço os seguintes pontos.
Dos (então existentes) 680 metros do areal da praia, só poderiam ser aproveitados para este projecto 350; não se encontrava prevista a construção de nenhuma avenida no areal da praia, por não se verificarem condições de segurança para a sua protecção posterior à fúria do oceano. A única via a instalar no local ligaria a Ponte do Galante ao Forte de Santa Catarina, ficando paralela à Avenida 25 de Abril; no local seriam erguidas algumas construções: parque infantil, campos de jogos, zona comercial, piscinas, coreto, etc.. Ali, ficaria também instalado o Pavilhão de Congressos. Ainda segundo o que foi sublinhado na altura, o acesso  de peões a esta nova área urbanizada far-se-ia através de túneis subterrâneos, que seriam implantados na marginal.
A terminar, o dr. Joaquim de Sousa, presidente da Câmara na altura, referiu que este projecto poderia sofrer algumas alterações de pormenor.
Na ocasião foi dito pelo dr. Joaquim de Sousa que esta obra iria ser construída a longo do prazo.

Percebem agora o "Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá... ou um caso clínico?.."
No fundo, na Figueira nada de novo acontece... 
A história, simplesmente, repete-se... 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ranking da Transparência das autarquias: Figueira da Foz cai do 1.° lugar para a 11ª. posição!.. Deixaram de ir aos treinos?... (II)

Na crónica acima, ficamos com a opinião  de Miguel Almeida, vereador da oposição, sobre os rankings de 2013 e 2014. 

Contudo, como a plebe merece mais, ficamos também  a saber “que a Figueira não desceu muito, em termos de pontuação. Os outros municípios  é que melhoraram bastante”.
Acabei de citar a vereadora Ana Carvalho em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS publicadas hoje. A autarca explicou ainda que a queda do município no ranking deve-se ao facto de não ser sido introduzida tanta informação no site como no ano passado, por se encontrar em construção a nova página da autarquia, que ficou disponível na semana passada.
Aliás, segundo a vereadora Ana Carvalho, “o novo site está bastante melhor”comparando-o com o anterior. E tem novos conteúdos que podem contribuir para o aumento da transparência na gestão da autarquia, como, por exemplo, o currículo e os salários dos membros do executivo camarário...
disponibilização do site em telemóveis e tablets e a tradução em vários idiomas serão os passos seguintes, adiantou ainda a vereadora.

É este o retrato da transparência democrática num dos concelhos deste país.
Quem conhece a Figueira e os figueirenses, percebe porque é que isto é assim, mas resigna-se - se calhar, como dizia o outro, não pode ser de outra maneira... 
Por mim, podem limpar as mãos à parede...dos rankings...

Na Figueira, há gente que continua a não se deslumbrar com as luzes do Paquete encalhado no GALANTE, apesar de a versão oficial do regime o considerar um "projecto sustentável"...