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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

segunda-feira, 30 de abril de 2018

.... "plágio gratuito"

Roubar ideias de uma pessoa é plágio.
"Branquear é feio! Ignorar o passado de forma ligeira, parece-me coisa de plágio gratuito.
Parece-me que a reformulação do nome permite iniciar uma nova contagem de tempo para uma exata mesma coisa.
Quando estava na Câmara, apresentei uma proposta que se verificou durante anos, aqui nos recortes já ia na 5a edição, homenageando no CAE, publicamente, o mérito desportivo, tendo até criado uma medalha municipal própria para o efeito. Que medalha ou distinção será atribuída? Os campeões nacionais eram assim distinguidos, os 2os e 3os lugares de pódio nacional tambem, e, com o seu exemplo, incentivados os mais jovens.
Parece que vai a efeito no proximo dia 12 de maio a mesma relativa coisa, agora na sua extraordinária 1° edição. 
Um dia ainda verei o primeiro festival de bandas de garagem de jovens figueirenses no forte, na sua 1 edição, claro!"
Lídio Lopes

Visto isto deste modo, acho que, na Figueira, não tens safa alguma...

"Chegámos à Associated Press (AP), agência de notícias internacional, cujos proprietários são os jornais e estações de rádio e televisão norte-americanas que contribuem para a Associated Press. As notícias da AP são usadas em 1700 jornais, e mais de cinco mil estações de rádio e televisão servindo cerca de 120 países. Vamos andar por ai", escreveu o Pedro na sua página do facebook...
Contudo, na Figueira...
Santos de casa não fazem milagres...

Navegabilidade na barra

Clube Náutico da Figueira da Foz: “estamos preocupados com o volume de tantos estudos, de tantas promessas, de tanta falta de responsabilidade política”.
O CNAFF, que faz da náutica de recreio a sua principal actividade, sobre a navegabilidade local, lamenta que há cinco meses, mais precisamente desde o dia 2 de dezembro de 2017, que não tem conseguido realizar qualquer actividade desportiva na baia oceânica.
Segundo Miguel Amaral, o principal motivo que levou a esta situação prende-se com as condições da barra cuja navegabilidade esteve condicionada dezena de vezes ao longo desse período.
Recorda o director do CNAFF que “em 1966 foram edificados os molhes do porto da Figueira da Foz, completando este ano 52 anos. Desde esse período, até aos dias de hoje, foram gastos do erário publico milhões e milhões de euros e chegámos ao momento actual, com a promessa de caixas de retenção, armadilhas, dragagens continuas, by pass, etc)”.
“Para nós, que tal como o sector da pesca e o sector comercial, faz do acesso ao porto o seu quotidiano, não nos parece, que nem a curto nem a médio prazo essas soluções possam ser as mais viáveis e corremos sérios riscos de futuramente o porto da Figueira da Foz deixar de ser competitivo e ser a «debandada geral»”, adianta ainda o responsável.
Em nome do clube que comemora o seu 34.º aniverário, Miguel Amaral diz estar “preocupado com o volume de tantos estudos, de tantas promessas, de tanta falta de responsabilidade política que nos leva forçosamente a chegar a esta conclusão: eng. António Artur Baldaque da Silva ano de 1914 (porto ou molhe oceânico) embocadura do Cabo Mondego. «O visionário, o homem da razão»”.

Em tempo.
Recordo uma postagem publicada neste blogue em sexta-feira, 11 de abril de 2008.
Entretanto, apesar de algumas  vozes discordantes – principalmente de homens ligados e conhecedores do mar e da barra da Figueira – foi concluído o prolongamento do molhe norte.
Os resultados, infelizmente, estão à vista.
A barra da Figueira está assim por vontade dos homens.

Ricardo Silva, o novo presidente da concelhia do PSD/Figueira



Via Figueira tv

Em tempo.
Pergunta - Como é que vai gerir a vereação, com Carlos Tenreiro a dizer que não é adepto da disciplina de voto e Miguel Babo sem abdicar da sua independência de esquerda e, não raras vezes, sem sintonia na hora de votar? 
Resposta - Quem coordena a estratégia política é a Concelhia. Todas as propostas apresentadas na reunião e a estratégia a seguir terão de ser [previamente] submetidas à direção da Concelhia. 
Pergunta - Vai recandidatar-se, daqui a dois anos? 
Resposta - Obviamente que sim. O objectivo é ganhar as eleições em 2021.

Tá óptimo...

"Agora dá... 
O Senhor Presidente da Câmara, Doutor João Ataíde, já se juntou à causa..." E eu?...
Para além dos mais de 25 anos que passei como dirigente do Grupo Desportivo Cova-Gala, tenho feito o que posso, desde há muitos anos...
Vou recuar até Maio de 2007, para recordar algo do muito que escrevi sobre O Desporto em São Pedro.




"A prática do desporto não se esgota no resultado da competição desportiva e nem este constitui a sua principal finalidade.
A democratização da prática desportiva, através de um projecto concertado e desenvolvido pelas Colectividades e pela autarquia, a promoção de um Plano de Desenvolvimento Desportivo para a nossa Terra, há muito que deveria ser uma realidade.
O apoio às Colectividades, respeitando a sua autonomia e propondo a celebração de protocolos específicos, no âmbito da utilização dos seus espaços, deveria ser um processo com um programa com regras claras e transparentes e não baseado em critérios de troca de favores políticos e outras conveniências...
O associativismo na nossa Terra, nas suas múltiplas formas e funções, poderia também servir para uma melhor integração na comunidade dos novos habitantes que continuam a escolher São Pedro para viver todo o ano.

Um planeamento das instalações e equipamentos desportivos a implantar em São Pedro, deveria obedecer a um plano que tivesse em linha de conta as prioridades dos moradores e das Colectividades locais, nomeadamente o Grupo Desportivo Cova-Gala, que é quem ao longo de 40 anos já deu provas mais do que suficientes na matéria..

Quem manda politicamente em São Pedro, tem tido uma interpretação e uma filosofia contrária: resolve os problemas dos equipamentos desportivos e do associativismo local casuisticamente e ao sabor de interesses pontuais. Veja-se: 1. houve planeamento, tendo em conta o interesse geral da Freguesia e dos seus habitantes, nas intervenções no Clube Mocidade Covense e no Desportivo Clube Marítimo da Gala?
2. houve planeamento, tendo em conta o interesse geral da Freguesia e dos seus habitantes, na implantação do “sintético da Praia da Cova”?
3. houve planeamento, tendo em conta o interesse geral da Freguesia e dos seus habitantes, na implantação do “sintético” do Parque das Merendas?
As perguntas ficam.
Se alguém quiser que responda. Certezas, há pelo menos uma: dinheiro não falta."

A sorte dá muiito trabalho

Uma das qualidades que mais aprecio nas pessoas é o seu recato. 
Abomino aquelas que gostam de dar nas vistas sob qualquer forma. 
O valor, o mérito, o talento e a simpatia ressaltam por si próprios.
Dou um valor enorme a essa faceta do carácter de cada um.

O Pedro Agostinho Cruz, que eu conheço como ninguém, é um jovem que tem feito uma carreira a pulso.
Como disse um dia, já lão vão quase 9 anos, o Fernando Campos, o Pedro, "ao contrário do que é típico na sua idade (tinha apenas 22 anos na altura, em agosto de 2009) não é (continua a ser...) daqueles que descobriram a pólvora seca das verdades insofismáveis; gosta mais de ouvir (e observar) do que de falar. O Pedro é um andarilho e, sobretudo, um observador incansável.
No seu olhar silencioso e perscrutador há algo que o distingue de um mero fotógrafo competente, algo intangível e difícil de descrever: uma sensibilidade poética; ou seja, aquilo que o torna capaz de, com enquadramentos ousados e um sentido da composição notável, transformar o mais banal retrato do quotidiano numa imagem carregada de sentido(s)."
É assim que o Pedro continua a ser e tem de continuar a ser. 
Ser bom profissional e competente dá muito trabalho.
Quantas e quantas noites não saiste de casa às 4 da manhã para estares na Nazaré bem cedinho!..
Parabéns Pedro.

domingo, 29 de abril de 2018

Surfista brasileiro bateu o recorde de Garrett McNamara alcançado em 2011 e o momento foi captado por um fotojornalista figueirense

Foi em pleno Outono de 2017, a 8 de Novembro, na Nazaré que Rodrigo Koxa, um surfista brasileiro de São Paulo, entrou no mar na Nazaré, sem saber que meses mais tarde estaria nas bocas do mundo por surfar a maior onda do ano. O prémio foi anunciado no sábado, pela Liga Mundial de Surf (World Surf League, em inglês, ou WSL), numa cerimónia na Califórnia. Não foi só a maior onda de 2017. Foi também a maior de sempre a ser surfada. O recorde mundial muda assim de mãos. O que se mantém constante é local: Praia do Norte, Nazaré. Portugal.
A foto é do fotojornalista  Pedro Agostinho Cruz.

aF297

Via o sítio dos desenhos

sábado, 28 de abril de 2018

Liberdade com perfume de "Hotel Mercury" (Grande Hotel)...

Fotos sacadas daqui
Foi há 3 dias?
Não, 25 de Abril, aqui, é também hoje. 
Quero que seja amanhã também. 
E depois. E depois. E depois...
Quero que seja todos os dias.
Temos de saber honrar e dar valor ao valor único da Liberdade
Liberdade, não apenas a palavra...
Mas, Liberdade como postura de vida, de pensamento, de acção, de recusa da inacção. 
Saibamos viver em liberdade, com Liberdade.
Honrando a palavra e o seu ilimitado sentido de Liberdade.

Em tempo.
Depois de 44 anos de democracia,  constatamos que elegemos demasiada gente sem qualidade para nos governar.
Deixámos que os partidos, supostamente democráticos, se tornassem em focos de clientelismo que instalaram no poder gente sobretudo movida pelo seu interesse próprio, em detrimento do interesse público. 
A revolução foi bonita, essencial mesmo, para abrir as portas da Liberdade.
Só que, depois do 25 de Abril de 1974 faltou a verdadeira revolução: a dos costumes, a de uma cultura verdadeiramente democrática, a de uma sociedade que se conduz e que evolui impulsionada pelo mérito, não pela cunha, pelo amiguismo, pelo cartão do partido. 

Dr. Carlos Tenreiro apanhado pelas voltinhas da história...

Vou citar o Dr. Carlos Tenreiro.
"Em boa hora Brenha foi relembrada e convocada para o palco das referidas comemorações. 
A exemplo do que foi feito em relação à freguesia de Buarcos e S.Julião, também a Assembleia de Freguesia de Alhadas podia tomar a iniciativa de integrar Brenha na sua denominação como forma de perpetuar o nome daquela extinta freguesia. Fica aqui a sugestão."

Será que o vereador Dr. Carlos Tenreiro, neste assunto que envolve algum melindre para os Partidos, ainda se lembra daquilo que aconteceu em 2012?
Recorde-se: Miguel Almeida, com a colaboração do Movimento 100% e o alheamento do PS, impôs às freguesias figueirenses, não uma reforma político-administrativa, mas, apenas um conjunto de alterações avulsas, coercivas e apressadamente gizadas, feitas  à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Não sou  defensor  de que tudo, nomeadamente no que concerne às organizações humanas, é eterno.
Daí, encarar como perfeitamente natural reformas dos sistemas político-administrativos. Contudo, essas reformas têm de assentar em estudos fundamentados e tendo em conta a realidade.
Reformas político-administrativas coerentes e sérias, só se justificam quando ocorrem três condições fundamentais: necessidade comprovada de reforma (através do resultado de trabalhos científicos, do debate e acção política e de comparações/imposições internacionais), existência de tempo e de recursos para promover a reforma mais adequada às circunstâncias e, finalmente, vontade de promover a reforma por uma via democrática no referencial constitucional em vigor.
Em 2012, creio que não será estultícia apontar, que não se verificou nenhuma das três condições formuladas (salvo a imposição da Troika, que não é coisa pouca).

Aceito que há sempre o momento para pormos em causa tudo o que até aqui fizemos. 
Uma altura para fazermos um balanço, de preferência, o mais desapaixonadamente possível. 
Ponderar tudo que ocorreu, para sabermos como estamos e como aqui chegámos. 
Não falo de arrependimentos, mas de olhar a vida de frente.

Ricardo Silva quer um concelho com "estratégia"...

Ricardo Silva
"PSD avança com Gabinete Autárquico Concelhio e pensa em “alternativa política sólida” para 2021".

Ao iniciar um novo ciclo político, liderado por Ricardo Silva, “o Partido Social Democrata da Figueira da Foz constata que o concelho da Figueira da Foz está sem estratégia e sem um plano de desenvolvimento para o futuro dos seus cidadãos e empresas”.
“É obrigação do PSD desenvolver e apresentar essa estratégia, fruto de um trabalho que agora iniciamos, para que as nossas propostas não só sejam realistas, como inovadoras e sustentáveis, evitando-se assim que se cometam erros de análise e, de execução como no passado e no presente”, lê-se em comunicado a que este blogue teve acesso via Figueira na Hora.

"Violência contra civis indefesos, aprovada por Paris, Londres e Washington"

Ler aqui.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

No país das surpresas e da ocorrência do improvável... E da falta de vergonha, também...

Democracia, como o que se passa em 2018 em Portugal prova,  é um sistema que garante que nós não seremos governados melhor do que merecemos...
Não me venham dizer que os povos não têm culpa das decisões dos seus dirigentes. 
Essa desculpa vale em ditadura, não em democracia...
Quem é que permitiu que a democracia portuguesa fosse fundada por um homem?

A calma do presidente Ataíde!..

"Condeixa: Semana do cabrito motiva candidatura para mercado de gado".

Em tempo.
Calma, é a capacidade de levantar a sobrancelha em vez da voz...

O caso do Posto Médico da Marinha das Ondas...

Foto de António Agostinho
Recorde-se: em 28 de Abril de 2016, uma quinta-feira, na Marinha das Ondas, os sinos tocaram a rebate, a população juntou-se junto ao posto de saúde e as palavras de ordem eram “queremos o nosso posto de saúde”
Os receios dos marinhenses tinham a ver com o pedido de mudança de um médico para Lavos e a possível transição dos utentes, apesar do director executivo do ACES Baixo Mondego, António Morais, ter garantido, na segunda-feira anterior de que o médico iria ser «substituído no mesmo dia», por uma outra profissional. Todavia, a população diz que foi «coagida» pela funcionária do posto, a assinar um documento, a dizer que queriam permanecer no posto de saúde da Marinha das Ondas. E que «quem não se manifestasse, seria automaticamente transferido», explicou Manuel Caiano, da Junta de Freguesia, adiantando que «há muita gente que só vem de vez em quando ao médico e quando derem conta, já estão em Lavos»."


Em 2018, no dia 19 de Março, praticamente dois anos passados, na segunda reuniãoRicardo Silva, vereador PSD,  deixou a ideia que “talvez a falta de motivação” e “inoperância” do presidente da Junta da Marinha das Ondas, Manuel Rodrigues Nada (PS), em relação à defesa do posto médico daquela freguesia “se deva ao facto do Município da Figueira da Foz ter procedido à contratação da sua filha”
O argumento do autarca da oposição caiu mal no executivo camarário socialista, que saiu em defesa de Rodrigues Nada. “Esta insinuação é torpe. Isto não tem pés nem cabeça. Esta é uma insinuação grave”, argumentou o presidente da câmara, João Ataíde. O vice-presidente da autarquia, Carlos Monteiro, por seu lado, afiançou que “o ataque não foi ao presidente da Marinha das Ondas, foi ao júri”
Por sua vez, Rodrigues Nada,  em declarações ao jornal AS BEIRAS, disse que “Ricardo Silva não percebe nada disto, anda completamente à nora e à procura de protagonismo político”.
Esta, porém, não foi a primeira vez que os socialdemocratas, que neste caso sabem do que falam, se pronunciaram sobre contratações de familiares de autarcas socialistas. 
Anteriormente, numa sessão da Assembleia Municipal, Tiago Cadima aludiu à contratação da filha do presidente daquele órgão autárquico, José Duarte, para secretariar a vereação da maioria, e do sobrinho de João Ataíde, um arquicteto que saíu da Universidade especializado no património edificado do Cabo Mondego...

Hoje, via AS BEIRAS (EDIÇÃO, 27.4.2018), li o seguinte.
Registe-se: esta solução não estava prevista nas 100 medidas com que o então candidato João Ataíde se apresentou ao eleitorado em outubro passado...
Moral desta estória, se esta estória, porventura, tivesse moral...
Quem luta contra a corrente, nem sempre morre electrocutado!

Um artigo para a posteridade


"É desta forma deslumbrada, entusiasmada e esperançada que, ontem no Público, Francisco Assis celebra e homenageia os dois artigos recentes de Augusto Santos Silva no mesmo jornal."

Vem aí Congresso do PS?

"A picture is worth a thousand words"...

25 de Abril de 2018!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Deputada Ana Oliveira questiona Ministro do Ambiente sobre a erosão costeira e a barra da Figueira da Foz

"Na passada terça feira questionei, novamente, o Sr. Ministro do Ambiente sobre a situação gravíssima que o concelho da Figueira da Foz atravessa devido à erosão costeira. Relembrei o Sr. Ministro da insegurança que existe nas populações a sul do concelho com o mar cada vez mais próximo das suas habitações, além de relembrar os vários acidentes mortais que já ocorreram na barra do Porto da Figueira da Foz, fazendo dela uma das barras mais perigosas do país. 
A Figueira da Foz apresenta uma verdadeira tragédia ambiental e não pode esperar mais... urge uma solução imediata e de longo prazo!
O Sr. Ministro diz que conhece bem o problema e que o está acompanhar mas, mais uma vez, desvalorizou o problema, o que é um comportamento gravíssimo! Aliás, o Sr. Ministro esteve no início do ano na zona sul do concelho e diz que “nunca na vida viu uma tragédia ambiental. Tragédia ambiental será certamente um exagero”
Perante uma resposta destas, do qual estou profundamente indignada, só me ocorre uma pergunta... Já morreram 11 pessoas à entrada da Barra da Figueira da Foz, para o Sr. Ministro isto não é uma tragédia?"
Ana Oliveira, deputada figueirense na AR, eleita na lista do PSD por Coimbra.
Para ver e ouvir a intervenção da deputada figueirense, clicar aqui

Passado. Para sempre

«Antes do 25 de Abril de 1974, a minha escola tinha um muro que separava rapazes de raparigas.

Antes do 25 de Abril de 1974, o meu pai confinava as críticas ao regime e ao pouco que a vida nos dava, às paredes da casa.

Antes do 25 de Abril de 1974, a minha mãe inibia-se de pintar as unhas, sinal de exterior de uma mulher putativamente devassa.

Antes do 25 de Abril de 1974, um tio fugiu para escapar à guerra colonial. Outros fugiram simplesmente para ir à procura de uma vida melhor.

Antes do 25 de Abril de 1974, o meu avô, galego marcado pela guerra civil espanhola, indignava-se com a guerra colonial portuguesa e questionava: porque não lhes dão a independência.

Vale a pena lembrar sempre o 25 de Abril de 1974, "por muito repetitivo que pareça", como sublinhou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, porque ele ofereceu a todos o bem mais valioso para a construção de uma sociedade, a liberdade. A liberdade política, a social, a religiosa, de expressão e económica.

Aquilo que hoje parece um dado adquirido não o é. Foi por isso que na Assembleia da República alertou para os perigos do messianismo e defendeu a necessidade de renovação do sistema político. "A permanente proximidade aos cidadãos e aos seus problemas é essencial para evitar fenómenos de lassidão" disse o Presidente, acrescentando que é preciso combater o cepticismo em relação aos partidos que pode ser usado por "tentações perigosas de apoios populistas, ilusões sebastianistas, messiânicas e providenciais".

Basta olhar para os populismos preconceituosos que crescem na Europa (sem esquecer as ditaduras que habitam noutros continentes), para concluir que os alertas presidenciais não são apenas retóricos.

A memória é decisiva para construir um país melhor, orientado pelo farol das liberdades. É por isso, por muito repetitivo que pareça, que o 25 de Abril de 1974, deve estar sempre presente. Para que as escolas com muro, o condicionamento industrial ou a censura sejam parte do passado. Para sempre.»

Celso Filipe

Tragam mas é os 600 metros de praia que estão a mais na Figueira para sul... (2)

Foto Pedro Agostinho Cruz
 Via AS BEIRAS.
"A Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) pretende fazer a transposição de três milhões de metros cúbicos de areia da zona do areal urbano para as praias do sul, onde o mar ameaça as praias da Cova, Costa de Lavos, Leirosa e Cabedelo.
O anúncio foi feito pelo administrador daquela sociedade Luís Leal, que promoveu um debate, na semana passada, sobre a erosão costeira na costa do concelho. Luís Leal, disse aos jornalistas que o plano de dragagens da APFF perspetiva a transposição de três milhões de metros cúbicos de areia situados a montante do molhe norte.
Os trabalhos arrancam no final de setembro, para não afetar a época balnear. A quantidade de sedimentos a transpor, no entanto, está pendente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidir se terá de ser feito um estudo de impacte ambiental. As areias serão coloridas, para os técnicos acompanhar a dinâmica sedimentar, ou seja, para monitorizar para onde as correntes transportam a areia, a fim de escolher o melhor sítio para a descarga, tendo como objetivo que os sedimentos cheguem às praias afetadas pela erosão.
A empreitada resulta de um estudo elaborado pela Universidade de Aveiro, cuja apresentação esteve na base do debate realizado nas instalações da APFF. Participaram no debate, moderado por Luís Leal, além dos autores do estudo, entre outros, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, representantes dos pescadores, empresários, autarcas, deputados da Assembleia da República e o Movimento SOS Cabedelo.
O estudo contempla uma transposição sedimentar inicial de três milhões de metros cúbicos e dragagens regulares, para evitar a acumulação de areias no areal urbano e a erosão a sul, e uma armadilha de areia junto ao molhe norte.
Estudo do bypass arranca até ao final do ano
António Rodrigues, da APA, por seu lado, adiantou que o estudo daquela agência sobre a transposição de areias entre as duas margens da barra vai arrancar até ao final do ano. O documento determinará que tipo de solução será aplicada para a transposição de areias, de norte para sul. Isto é, com base nos resultados, será escolhido o tipo de bypass - fixo ou dragagens feitas a partir de uma embarcação. Os técnicos terão de ter ainda em conta a relação entre os custos e os benefícios.
A propósito de acesso ao porto, alertou o comandante da capitania, Silva Rocha, urge desassorear a barra (ver edição do dia 21). O excesso de areia na entrada do canal prejudica, sobretudo, as embarcações de pesca.
João Ataíde frisou que a autarquia está disponível para comparticipar nos custos da solução de um problema que todos os intervenientes na sessão defenderam que se resolva o mais rapidamente possível, apesar das divergências sobre as alternativas equacionadas.
A acumulação de areia na praia da cidade foi potenciada pelo prolongamento do molhe norte, em 2010. A obra, frisaram os autores do estudo, provocou “variações acentuadas na morfologia” das praias emersas e imersas. O autarca da Figueira da Foz advogou que “urge iniciar o processo de dragagens”, para travar a galopante erosão costeira que se verifica a sul do concelho e excesso de sedimentos a norte."

Nota de rodapé.
Mais do mesmo

Assim, a Barra da Figueira, não é uma completa inutilidade... Ao menos serve de mau exemplo.

"25 de Abril em Tertúlia"!..



Fotos de Ro Iglésias.

Isto aprende-se na "primária da escola política: quando a mensagem não interessa, tenta-se matar o mensageiro

Imagem sacadas do jornal AS BEIRAS
Transparência: a Figueira, nestes anos de maioria absoluta, entre 2013 e 2017, passou de 1º. para o 149º. na tabela classificativa! Das duas, uma: ou a Figueira perdeu "a forma", ou os outros melhoraram muito...

Isto, vale o que vale: para os autarcas, quando a montra os favorece, vale muito, quando os desfavorece, vale pouco.

A transparência, na Figueira, é uma "coisa" muito irónica: em 4  anos, este executivo de maioria absoluta, caiu do 1º. para o 149º lugar!
Recordemos a máquina de agitação e propaganda camarária, em 4 Novembro de 2014.
"A nova página de internet da autarquia da Figueira da Foz, hoje apresentada aos jornalistas, quer ser uma referência na transparência da informação disponibilizada aos munícipes e uma ferramenta interativa de divulgação do município.
“Não deve haver no país uma página mais transparente do que esta. Quem tiver algum tempo para procurar informação, encontra-a aqui”, disse Tiago Castelo Branco, na altura chefe de gabinete do Presidente da Câmara.


A participação activa e informada dos cidadãos é um aspecto fulcral para o desenvolvimento de qualquer democracia, valorizando a relação entre estes e o Poder Local. 
Em Portugal, o caminho percorrido para fortalecer este envolvimento tem sido difícil, mas, aparentemente, bem-sucedido. 
Na Figueira, podíamos falar das reuniões à porta fechada e do processo de revisão do PDM. Por exemplo.
Para quê? 

Quem conhece a Figueira e os figueirenses, percebe porque é que isto é assim, mas resigna-se...
Se calhar, como dizia o outro, não pode ser de outra maneira...

Dia 25 já foi ontem... Depois, veio o dia 26 e a Junta de Salvação Nacional...



"Quando ouvimos isto, pela 1:30 am de 26 de Abril, depois de uma espera de várias horas, o ambiente pareceu um pouco sinistro, quando comparado com o que tínhamos vivido nas ruas. Mas a elas voltámos, poucas horas depois, sobretudo em Caxias, na longa espera pela libertação de todos os presos políticos."

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Será desta?..

Sacado do jornal AS BEIRAS. Para ler melhor, clicar na imagem.

12 anos de estórias com muitos sentimentos...

Quanto mais envelheço, mais percebo que o dia de aniversário é, no fundo, apenas um dia com vinte e quatro horas que se sucede a uma véspera com vinte e quatro horas e prenuncia um dia seguinte com outras vinte e quatro horas. E por aí fora...

25 de Abril de 1974, não é uma data, não é uma expressão.
Foi uma realidade e  continua a ser, para mim, uma imagem cheia de vitalidade, romance, visão do futuro - um momento de libertação e orgulho.
25 de Abril de 1974, foi isso para mim.
Foi por isso - e só por isso - que em 25 de Abril de 2006 decidi criar este OUTRA MARGEM.
Sim eu sei, que falar sobre a verdade, em Portugal, na Figueira e na Aldeia, a 25 de Abril de 2018, é difícil e é perigoso...

Foi há doze anos que criei este blogue.
Porventura, ninguém daria por isso. Mas, a postagem aí está para o provar.
Nunca fui beneficiado por nenhuma das minhas abordagens neste meu blogue. Nunca fui convidado para coisa nenhuma. Também, se o fosse, não aceitaria. Prezo e continuarei a prezar a minha isenção e jamais me colocaria ao serviço de alguém em particular. 

Quando votamos, pretendemos contribuir para melhorar a vida de todos nós. As nossas opções são feitas de acordo com a informação disponível. Quando essa informação falha, as escolhas dificilmente serão as correctas… 
Uma comunicação social que falha no cumprimento desta missão, faz parte do problema e não da solução. 
É por isso que existe este blogue, que é feito por alguém que sempre considerou o jornalismo como serviço público.

Esta nova forma de comunicar que surgiu, presumo, no ano dois mil,  foi o começo da decadência da tradicional imprensa escrita.
Até aí os jornais e as revistas detinham o exclusivo da informação sem contraditótio.
Hoje, a blogosfera e as redes sociais são uma força poderosa no combate pela verdade e na minimização das campanhas propagandísticas para favorecer certas forças políticas. 
Por isso, as empresas proprietárias do meios de comunicação social mostram inquietação.
Como, até agora, não conseguiram calar a blogosfera e as redes sociais, gritam pela criação de um instrumento de controle das mesmas, obviamente com o objectivo escondido, mas final, de lhes trazer de volta o protagonismo comunicacional que perderam. 
Curiosamente, porém, os órgãos de comunicação social, duma maneira geral, estão nas redes sociais e fazem questão de o salientar nos jornais,  nas rádios e nos canais de televisão. 

Nunca pensei que este blogue tivesse vida tão longa. 
Conheço-me bem. Achava que me iria fartar de escrever e publicar. 
Eu farto-me de tudo passado um tempo. 
Ainda não aconteceu. Por isso, cá continuo... 
E a sentir-me bem por poder contrariar aqueles que, dispondo dos instrumentos fortes para manipularem a opinião pública, hoje têm mais dificuldades em o fazer na Figueira...

terça-feira, 24 de abril de 2018

Para que a memória não morra

Como resolver o problema do PSD/Figueira...

"Muito se especulou nestes últimos tempos acerca da minha eventual candidatura a esse cargo. Apesar de simpatizante desde a sua fundação, apenas sou militante do partido há 4 anos, altura em que fui candidato à Junta de Freguesia de Buarcos e S. Julião. Não tenho, nem nunca tive aspirações a dirigente partidário, centrando-se as minhas motivações políticas em prol da defesa dos interesses da nossa terra."
Isto, foi publicado pelo dr. Carlos Tenreiro em 20 de Abril pp.


Os mais atentos ao desenrolar da vida política na Figueira, têm dado conta que os vereadores da oposição (leia-se PSD) raramente têm posições consonantes sobre os assuntos que vão a votação nas reuniões camarárias.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam a favor. Ricardo Silva vota contra. Se Ricardo vota a favor, Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam contra.

Entretanto, no passado fim de semana, Ricardo Silva foi eleito presidente da concelhia figueirense.

Ou estou muito enganado ou irá acontecer crispação e choque entre os vereadores Tenreiro e Babo com a actual estrutura partidária do PSD local.
Gorada, que presumo estar a pretensão de Carlos Tenreiro em ir na lista do PSD/Coimbra nas próximas legislativas, só vejo uma saída, aliás, na esteira do que foi feito com Passos Coelho.
Bastou Passos Coelho ser convidado para ir ensinar numa universidade para os companheiros  lhe darem valor.
Passos Coelho é agora o Dr. Passos Coelho,  licenciado e com estatuto. 


A meu ver, Carlos Tenreiro tem valor, é licenciado em Direito, infelizmente, porém, não em economia como o Dr. Passos Coelho.
Por outro lado, viu-se a transformação e a eficácia que ocorreu na oposição na nossa cidade,  sob a liderança do dr. Carlos Tenreiro. Aliás, penso que esta realidade deveria ser mesmo um case study para as oposições de outras cidades.
Alguém, lá pelo PSD, arranje um lugarzito numa universidade portuguesa ao dr. Carlos Tenreiro. Coloquem-no para dar aulas ou, pelo menos, uns seminários, por exemplo, em administração pública e local.
Fica aqui a ideia.


Companheiros do PSD: quando quiserem criticar Carlos Tenreiro, não se esqueçam que não é Carlos Tenreiro -  é Dr. Carlos Tenreiro.

25 de Abril é amanhã

Imagem sacada daqui

PORTUGAL ANOS 70, ANTES DE 25 DE ABRIL 1974

Foto de Alfredo Cunha

Nunca pensei viver para ver isto:
a liberdade – (e as promessas de liberdade)
restauradas. Não, na verdade, eu não pensava
– no negro desespero sem esperança viva –
que isto acontecesse realmente. Aconteceu.
E agora, meu general?

Tantos morreram de opressão ou de amargura,
tantos se exilaram ou foram exilados,
tantos viveram um dia-a-dia cínico e magoado,
tantos se calaram, tantos deixaram de escrever,
tantos desaprenderam que a liberdade existe –
E agora, povo português?

Essas promessas – há que fazer depressa
que o povo as entenda, creia mais em si mesmo
do que nelas, porque elas só nele se realizam
e por ele. Há que, por todos os meios,
abrir as portas e as janelas cerradas quase cinquenta anos -
E agora, meu general?

E tu povo, em nome de quem sempre se falou,
ouvir-se-á a tua voz firme por sobre os clamores
com que saúdas as promessas de liberdade?
Tomarás nas tuas mãos, com serenidade e coragem,
aquilo que, numa hora única, te prometem?
E agora, povo português?


Jorge de Sena, 40 anos de servidão

Deus, que é Deus, trabalhou seis dias... Temos de compreender, portanto, tanto descanso na defesa dos valores de Abril...

"A Liberdade proporcionada pela madrugada por muitos esperada, “O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio/ E livres habitamos a substância do tempo”, nas palavras de Sophia, significa, sobretudo, Luta (contra), Mudança (para), Estímulo (porque) e Desígnio (para quê).

Luta contra a guerra, o aumento do custo de vida, o imobilismo, a censura.

Mudança para a institucionalização de um Estado de Direito – Democratizar, Descolonizar, Desenvolver, na direção da conquista e aperfeiçoamento dos Valores da Vida em Comunidade.

Estímulo, porque Winston Churchill disse que “todas as grandes coisas são simples; e muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade”.

Desígnio, na medida em que este Património cuja titularidade é do povo português nos obriga a olhar o futuro.

Para nós, juntos, a cada dia o desafio já não é o de conseguirmos conquistar a Liberdade, outrossim o de sermos capazes de a manter (a liberdade individual, o direito de propriedade, de pensamento e de expressão, a economia de mercado, um Estado eficiente, uma democracia representativa com limites institucionais à ação das administrações centrais e locais).

Ousemos, assim, duvidar de velhas e gastas receitas e de modelos ultrapassados, empreendamos uma cultura de planificação da nossa atividade, e sejamos capazes, sabiamente, de pedir a Deus a capacidade de executar coisas fortes e belas, como

Desígnio pessoal mas fraterno."

Abril II, uma crónica de Teotónio Cavaco, via AS BEIRAS.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Não me chamem populista... Ok?..

"Senhas de presença, apoio para trabalhos de proximidade com o eleitorado e ajudas nas deslocações podem fazer com que deputados recebam cerca de 2.700 euros a mais.

Há pouco mais de uma semana veio a público a polémica dos deputados que, alegadamente, terão recebido a dobrar os apoios de deslocação dados pelo Estado. Esta história foi-se desenrolando: houve saídas de cargos, renúncias à violação de responsabilidades éticas e agora, o Jornal de Notícias volta a levantar o véu ao denunciar que no geral, há deputados da Assembleia da República (AR) que podem ver o seu vencimento duplicar graças aos apoios e subsídios que lhes são dados pelo Estado.
Segundo as contas do JN, só durante o ano de 2017 o Estado terá gasto 3.221.092,76 euros só a cobrir deslocações feitas por deputados (ir e vir para casa ou em trabalho político no seu circulo eleitoral). Em 2018 os mesmos gastos já vão nos 1.206.140,86 euros. São vários os valores que ajudam a “engordar estas contas”, sendo que alguns deles, por exemplo, estão ligados às viagens que alguns deputados têm de fazer entre os seus círculos eleitorais e a AR. Um deputado eleito pelo Porto, por exemplo, recebe mais de 800 euros por mês (0,32 euros por quilómetro, duas viagens de ida e volta por semana). Um eleito por Faro receberá cerca de 700 euros por mês e outro por Bragança ficará pelos 1.250 euros.
A estes valores somam-se ainda vários outros..."

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Cabedelinho

Foto António Agostinho

Tragam mas é os 600 metros de praia que estão a mais na Figueira para sul...

Foto António Agostinho
A erosão a sul da barra do Mondego é um assunto muito sério, que deveria merecer toda a atenção de quem direito.
A foto, dá conta da situação entre o molhe sul e a praia da Hospital. Pode ver-se, nitidamente, que a erosão já está a destruir a obra que foi feita há mais de 40 anos, depois da investida do mar provocada, pela obra realizada na definição da barra da Figueira nos anos 60 do século passado.

Que grande pensamento!..

"Face a esta recidiva da notabilite do que o PSD precisa é de um Bruno de Carvalho."

Barra da Figueira: não é uma completa inutilidade... Ao menos serve de mau exemplo.

"A Figueira da Foz, antes das obras, era uma barra perigosa e, depois, ficou uma barra de morte. Não permita que Leixões fique idêntica", solicitou um munícipe à presidente da autarquia de Matosinhos, Luísa Salgueiro, no decorrer da última Assembleia Municipal.

Sul da freguesia de S. Pedro: a realidade (estupidamente verdadeira.)

domingo, 22 de abril de 2018

A propósito de carros...

" Costa usa carro de 150 mil euros que Cavaco comprou e Marcelo não quis"...

Em tempo.
Nem todos conseguem andar de 4L!

Na beira do mar...



Estou mesmo na beira do mar...
Já agora, que é feito dos mexilhões e lapas  das pedras do paredão desta outra margem do Mondego?..
Vejo-as agora desnudadas...

"Carro do tempo da revolução ainda está ao serviço da Saúde"!..

...40% dos automóveis das ARS são já do século passado. 
Numa lista em que não faltam clássicos dos anos 1980, como o Citroën 2 CV, o caso mais extremo é o de uma Renault 4L com a mesma idade do sistema democrático português: 44 anos. Uma viatura anterior ao Serviço Nacional de Saúde, que tem irmãs já em museus, mas que continua ao serviço do Agrupamento de Centros de Saúde Dão-Lafões (ACES), da Administração Regional de Saúde do Centro. 
O DN confirmou que o carro com matrícula de 1974 ainda circula e transporta, por exemplo, equipas de cuidados domiciliários em casos de emergência. Isto se os profissionais não se recusarem a fazê-lo, por razões de segurança. Problemas que se estendem a pelo menos metade do parque automóvel do ACES Dão-Lafões - que, segundo informações recolhidas pelo DN, precisa de renovação - e que estão longe de se resumir à zona centro. 
Os dados entregues às câmaras mostram que as administrações de saúde gastaram, em 2016, cerca de 2,5 milhões de euros com as suas 821 viaturas, já incluindo gastos com combustível. Se olharmos apenas para os custos de manutenção e com seguros, esse valor ficou pouco acima dos 900 mil euros, cerca de metade do que foi gasto em táxis. E de uma amostra nacional de 280 automóveis (os dados das datas das matrículas no norte e em Lisboa e Vale do Tejo não são legíveis), 40% são do século passado, enquanto os modelos com menos de cinco anos são muito raros. Mais de metade da frota e dos custos com viaturas estão concentrados no norte e em Lisboa e Vale do Tejo, enquanto o centro se destaca como a região que mais gasta em táxis. 
Questionada porque não investe este dinheiro na renovação da frota, como reclamam os profissionais de saúde, a ARS centro limita-se a responder ao DN que "tem nesta altura 180 viaturas ativas", três delas doadas em 2017 na sequência dos incêndios que afetaram a região. Já Lisboa e Vale do Tejo, que tem 262 carros para os seus 15 agrupamentos, admite: "Com o aumento do número de domicílios há uma maior necessidade de disponibilização de viaturas para transporte de pessoal, profissionais de saúde", estando prevista para este ano a aquisição de 30 automóveis, que correspondem a 12% da atual frota. "Mantendo esta cadência de aquisição, ao longo dos próximos anos será possível ver rejuvenescida, consideravelmente, a idade média das viaturas." Um investimento também previsto no norte, que tem 800 mil euros destinados à renovação de frota - que é nesta altura de 324 carros - nos próximos quatro anos, "além de estar a tratar de soluções alternativas a curto prazo", indica a ARS, que não dá detalhes sobre essas soluções e se o recurso a táxis faz parte desse lote. Em 2016, o norte gastou 767 mil euros em táxis, quase tanto como o centro, que tinha menos 135 viaturas. Visitas ao domicílio feitas a pé "Estamos a falar de despesismo puro e duro e de uma má estratégia em termos assistenciais, que serve para alimentar interesses privados", acusa Sérgio Branco, presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros, que relata casos de profissionais com problemas para prestar cuidados ao domicílio. "No Algarve, há uma equipa que faz visitas a pé, viagens de vários quilómetros, porque lhes quiseram imputar os custos de incidentes com as viaturas. A frota automóvel é violenta em termos de segurança e de higiene. Há uns tempos fui chamado a um centro de saúde de Loulé porque estavam a tentar usar uma viatura que não podia circular, por ter chumbado na inspeção, para transportar alunos de enfermagem." 
A Administração Regional de Saúde contrapõe que não tem despesas com táxis e que "em janeiro de 2017 a ARS reforçou a frota com três novas unidades (em regime de aluguer operacional de veículos) para apoiar a atividade global de cuidados de saúde primários"
No Alentejo, a Administração Regional de Saúde admite a falta de veículos para "deslocação às extensões rurais e domicílios". A maior dificuldade prende-se "com a falta de viaturas para o elevado número de quilómetros, devido à grande dispersão geográfica que caracteriza o Alentejo. Este fator tem reflexos nos elevados custos com a conservação e reparação de viaturas", argumenta em respostas enviadas ao DN, nas quais também informa que não gasta dinheiro em táxis e que 30% da sua frota tem uma idade igual ou inferior a 2000. Já neste ano, em visita à Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, deputados do Bloco de Esquerda criticaram o governo por gastar quantias avultadas em táxis para transportar os profissionais de saúde, em vez de investir na frota, como tinha sido acordado com os partidos de esquerda. "Todos sabemos que nesta região, tendo em conta a dispersão geográfica e a idade e o perfil de saúde das pessoas, é preocupante a falta de viaturas que permitam a deslocação dos profissionais de saúde aos domicílios", alertou na altura o deputado bloquista Moisés Ferreira. "Mas não é um problema tão simples como parece", realça o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, que lembra que há questões práticas que se colocam no terreno, "como uma enfermeira que vai e volta num táxi, ficando à porta do seu destino, sem ter de se preocupar com lugares de estacionamento, ou questões como os seguros dos carros". No entanto, Rui Nogueira reconhece que as despesas com táxis são muito elevadas.

Via Diário de Notícias

Que é feito da "Gaivota?..

Houve o tempo em que a "Gaivota" gostava de ir planar para a entrada da barra da Figueira.
Chegava a casa toda salgada, mas gostava de ver os barco a sair e a baloiçar nas ondas! 
Clicando aqui, podem ver o que ela via lá de cima. 
Que terá acontecido à "Gaivota"?..
Cortaram-lhe as asas e deixou de poder voar?..

Será que o espaço público figueirense é propriedade de grupelhos?

"Na Figueira é difícil ser ousado e mudar o espaço público. Há resistência à mudança, falta de apropriação da modernidade e estamos longe de um entendimento mais ecológico do espaço público. Temos uma elite conservadora e nostálgica da “Figueira que sempre conheceu” a pedir o “coreto no Jardim”. Apesar dos desafios emergentes, desde a mitigação das alterações climáticas até à prevalência da obesidade infantil, os espaços públicos estão como eram há 30 anos. Pouco mudou na Figueira, excluindo o areal que foi “renaturalizado” e que é agora vivenciado.

As obras realizadas no espaço público são constrangedoras, como já escrevi aqui, o repisar dos anos 80 e 90. As vias urbanas são dimensionadas em função do automóvel, passeios estreitos, ondulados, piso escorregadio e impróprio para quem anda a pé; ausência de novos espaços verdes e nula arborização do espaço edificado. Quem faz o planeamento das obras municipais não anda a pé nem tem sensibilidade ambiental.

As recentes obras junto ao quartel (EPST) mostram que temos “mais do mesmo”, uma pobreza de engenharia e um urbanismo dos anos 80. Triste. Desencorajador. As forças de oposição defendem “o automóvel”, fazem guerra à Figueira Parques (porque não querem pagar o estacionamento?) e não têm ideias sobre espaços públicos de qualidade. O objetivo central das cidades europeias (Paris, Milão, Madrid, Hamburgo, Oslo,…etc.) é devolver o espaço público às pessoas, tornando-o mais ecológico, retirando o carro particular. Nós estamos a milhas do resto da Europa…"

"Mudar o espaço público", uma crónica de João Vaz, via AS BEIRAS.

sábado, 21 de abril de 2018

Se fosse vinho, a escolha era determinante. Há sempre uma ponderação entre preço e qualidade...

(... e a estação de tratamento de águas residuais de São Pedro, que conta agora com a participação de privados, continua uma merda...

Senhores responsáveis: 
como é evidente,
o ambiente
é tudo o que nos rodeia.

É o Sol , é uma ideia.
É a chuva, é o rio.
É o vento a soprar.
São as praias à  beira mar.
São os cheiros no ar!..

Em S. Pedro, junto à Ponte dos Arcos,
quem por lá anda,
nota o perfume da ETAR:
cheira a merda que tresanda!..
Estamos fartos.)

Não se esqueçam que só pode votar quem tiver as cotas em dia!..

Via AS BEIRAS
Será este, um tempo de mudança no PSD/Figueira?.. 
Será que vai haver mudança de hábitos e de processos?..
Mas, será que  passado um mês tudo não voltará à normalidade!..

Bom sábado, apesar da chuva...



«Ou dizemos a verdade sobre o passado, ou calamo-nos.» (DMITRI SHOSTAKOVICH)

Esta nossa barra está numa situação crítica...

Na Figueira, há mais de 100 anos que os engenheiros se dedicam a fazer estudos para a construção de uma barra...
Vou recuar até ao já longínquo ano de 1996. 
Manuel Luís Pata,  no extinto  Correio da Figueira, a propósito da obra, entretanto  concretizada, do prolongamento do molhe norte da barra da nossa cidade para sul, publicava então isto.
“Prolongar em que sentido? Decerto que a ideia seria prolonga-lo em direcção ao sul, para fazer de quebra-mar.
Se fora da barra fosse fundo, que o mar não enrolasse, tudo estaria correcto, mas como o mar rebenta muito fora, nem pensar nisso!..
E porquê?... Porque, com  os molhes tal como estão (como estavam em 1996...), os barcos para entrarem na barra  vêm com o mar pela popa, ao passo que, com o prolongamento do molhe em direcção ao sul, teriam forçosamente que se atravessar ao mar, o que seria um risco muito grande...
Pergunto-me! Quantos vivem do mar, sem o conhecer?”


A Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) deverá realizar dragagens na barra este fim de semana, assim as condições marítimas o permitam. 
A notícia foi avançada, ontem, pelo administrador Luís Leal, depois do comandante da capitania, Silva Rocha, ter alertado para o assoreamento do acesso às infraestruturas portuárias locais. 
Hoje, pode ler-se nos jornais AS BEIRAS e Diário de Coimbra, que “a barra está, neste momento, numa situação crítica”, afirmou o militar, Silva Rocha realçou que, desde o início do ano, a barra esteve condicionada 63 dias  a embarcações com comprimento inferior a 11 metros, outros 29 dias a embarcações com menos de 35 metros e encerrada durante 13 dias. Luís Leal adiantou que serão retirados 100 mil metros cúbicos da areia da barra, para repor o calado de 6,5 metros, que, devido ao assoreamento, neste momento, se encontra nos seis metros. A administração portuária vai iniciar dragagens, no final de setembro, a montante do molhe norte, que poderão transferir entre um e três milhões de metros cúbicos de sedimentos do areal urbano para a Praia da Cova. A quantidade de areia a definir está pendente da APA, que tem de se prenunciar se aquela transposição de areia necessita ou não de estudo de impacte ambiental. Aquele foi um tema abordado no debate promovido, ontem, pela APFF, nas suas instalações, sobre um estudo realizado pela Universidade de Aveiro sobre, justamente, o transporte de areias de norte para sul, no qual participaram Luís Leal (moderador) e Silva Rocha.

Esta nossa barra, ai esta nossa barra!.. 
Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
A pesca está a definhar, o turismo já faliu - tudo nos está a ser levado...
Espero que, ao menos, perante a realidade possam compreender o porquê das coisas...
O que nos vale é que temos uma política bem definida para a orla costeira...