domingo, 16 de julho de 2017

Já basta de traições...

A minha azia política é fácil de explicar: já não suporto o estado a que o concelho chegou.
Os lugares políticos na Figueira, tirando algumas honrosas excpções, foram assaltados por gente sem as qualificações humanas mínimas para poderem ser chamados servidores públicos.
Perante este triste cenário, era fundamental que tivesse aparecido uma candidatura diferente!
Uma candidatura e um candidato, para quem a Figueira e o seu concelho, fossem realmente o importante.
Ainda não foi desta vez, porém, que essa candidatura verdadeiramente independente das políticas que têm vindo, há décadas, a arruinar a Figueira e o concelho, foi possível.
No panorama político já definido para ir a votos em outubro 2017, não estou a ver uma candidatura verdadeiramente determinda e com possibilidades de combater o rumo de declínio concelhio, marcado pela obra vergonhosa de PS e  PSD ao longo de 43 anos. 
É pena, pois a Figueira precisava de uma candidatura apostada na exigência inadiável de uma ruptura que levasse a uma verdadeira mudança, que apostasse, não nos remendos possíveis a esta política, mas, sim, numa viragem que nos fizesse navegar com outros ventos e marés na busca de outro rumo.
E, então, o que resta a nós, pobres mortais, fazer?
Pois... 
Continuar a fazer "qualquer coisa de louco e heróico"como escreveu Manuel da Fonseca.

3 comentários:

Anónimo disse...

Temos só o que merecemos. Quando aparece alguém honesto e verdadeiramente interessado na resolução de problemas e desenvolvivento local...combate-se com as armas do "os plolíticos são todos iguais" com alguns senhores dos partidos mais à esquerda à cabeça a fazer baixa política.

Antonio Agostinho disse...

Democracia, é isto mesmo: um sistema que garante que nós não seremos governados melhor do que merecemos. Este comentário, da lavra de um anónimo (a monotonia entedia-me. O sentir-me sózinho rodeado de gente é absolutamente dramático. O anonimato de se ser tratado como mais um número descartável aniquila todo o amor próprio. Que sociedade se quer construir?.. De cobardes e merdosos?..) é disso a prova cabal e irrefutável!..
Temos mesmo o que merecemos. Por culpa da direita, do centro e da esquerda. No fundo, da maioria de nós... Este comentário, no mínimo, é baixo. Não estamos em democracia, um sistema que permite que um Homem tenha opinião livre, assumida, responsável e democrática? O medo, ai o medo...Quarenta e três anos depois do 25 de Abril, vivemos em liberdade... Mas, com medo. assumam-se, porra... Assim não vamos lá...

Anónimo disse...

Sócrates era avesso á democracia porque para ele só era possível este sistema quando todos os que votassem tivessem a capacidade de poder ser críticos em relação áquilo que iam votar, Portanto para se estabelecer uma democracia plena era necessário primeiro dotar a sociedade da educação mínima para que se pudesse votar em plena consciência. Para a Figueira como em qualquer outra parte quanto mais se poder fazer por levar o conhecimento ás pessoas acreditando nelas e dotando-as das ferramentas necessárias ao sentido critico mais perto estamos da democracia e das escolhas necessárias. Os partidos que deviam ser os principais impulsionadores destas medidas tornaram-se em centrais de interesses em que a politica se resume ás lutas internas pelo poder sem quererem saber da sociedade pela qual deviam pugnar.
A cidadania hoje passa por estas coisas básicas e por escrutínio cada vez maior daqueles que assumem ou pretendem assumir o poder.