quarta-feira, 8 de março de 2017

A "coragem" dos anónimos...

No passado domingo publiquei a postagem que a imagem acima mostra.
Recebi um comentário, que diz tudo sobre quem o enviou a coberto do anonimato. 
Aliás, quem me conhece, sabe que me incomodam as pessoas que não dão a cara.
Cada vez sei melhor, que vale a pena viver a vida com verdade e com frontalidade! 
Não estou a afirmar que sempre disse a verdade, mas posso afirmar que sempre fui frontal. 
Contudo, a idade tem-me trazido essa serenidade da certeza que não há outra forma de a viver. 
E não quero que pensem que estou para aqui a querer ser exemplo para alguém. 
Longe disso... Gosto é de me dar bem comigo!

Perante o comentário que insinua, a coberto do anonimato, que "uma das causas de Joaquim Gil, foi o aniquilar do Figueirense em harmonia de vontade com Domingos Silva e Joaquim Sousa", a minha primeira reacção foi não publicá-lo.
Porém, pensando melhor, e dado que Joaquim Gil já não se pode defender e contribuir para o apuramento da verdade, resolvi recorrer a alguém que lidou com ele e foi seu Chefe de Redacção no jornal O Figueirense.
Eis, a verdade explicada por quem com ele privou de perto e é profundo conhecedor de tudo o que se passou em redor do encerramento de mais um jornal figueirense.

"Joaquim Gil, depois de aceitar o convite para substituir Jorge Lé na direcção de O Figueirense, abraçou o projecto de alma e coração.
Eram muitas as reuniões com os seus jornalistas, umas formais outras informais, tendo por objectivo único garantir a continuidade deste semanário, sem perder o rumo, mas com uma nova roupagem.
A linha editorial, como assim sempre é, sofreu alterações. É normal. Mas Joaquim Gil sempre, posso garantir, pugnou por não deixar morrer este jornal. Até na parte comercial, que não lhe dizia directamente respeito mas enquanto director o dizia, Joaquim Gil se preocupava.
As causas são mais ou menos conhecidas pelo encerramento de O Figueirense – a inviabilidade financeira do projecto, numa sociedade que pouco se preocupa em divulgar as suas empresas e negócios, poucos jornais assina.
Até à última hora, Joaquim Gil nunca deixou de colocar todo o seu profissionalismo ao serviço das suas funções de director. E foram muitas as reuniões, as conversas, com estes ou aqueles, para apurar a hipótese da continuidade do jornal, com outra administração.
Por isso dizer que uma das causas foi o aniquilar do jornal, garanto, é totalmente falso. 
Gil abraçou o jornal. Tomava-o como parte da sua vida. Esta é a verdade."
Jorge Lemos

Nota de rodapé.
Ter talento é obra de um acaso: foi ter nascido com sorte. 
Para mim, a coisa mais importante numa vida, é vivê-la com determinação e coragem.
A meu ver, da mesma forma, que quem tem medo de fazer merda, não deve comer, quem tem medo de assumir o que afirma, não deve vir para aqui comentar.
Há fronteiras que não podem ser ultrapassadas: atacar quem já não se pode defender, mais do que uma cobardia, é uma ignomínia e uma infâmia sem nome.
A terminar, deixo um abraço sentido e o agradecimento devido ao Jorge Lemos. 

2 comentários:

Jorge Lemos disse...

A verdade é para ser dita. E neste caso, como se trata de alguém que infelizmente já cá não está, mais se impõe.
Abraço,
Jorge Lemos

Antonio Agostinho disse...

Nem mais. Obrigado pela tua colaboração. Abraço