domingo, 15 de maio de 2016

O PSD, tal como o resto, neste momento, na Figueira, parece não ser assim lá muito interessante...

O PSD vai a votos na Figueira no próximo sábado, dia 21, das 14h30 às 23h00. 
Estas eleições, pelo que se sabe até ao momento, não estão a despertar grande entusiasmo no PSD local, pelo que tudo aponta para a apresentação de apenas uma lista ao sufrágio. 
Neste momento, ao que parece, candidatar-se à câmara, em 2017, numa lista PSD, não tem o encanto do cheiro a poder de outros tempos ainda recentes.
Lá pela direita, a política resume-se a encontrar problemas. Que depois de encontrados, requerem o diagnóstico correcto e a aplicação da medicação acertada...
Ora, isso dá muito trabalho e requer enorme disponibilidade. 
Haverá outras marés e a maior parte dos marinheiros estão a reservar-se...

A Figueira da Foz continua a viver no equivoco de sempre.
Antes do turismo de massas, também por falta de concorrência, foi um sítio de veraneio de referência para uma certa e selecta  burguesia, enquanto pelo concelho profundo, o Povo vivia, como assim continua a ser, em autêntica penúria. 
Contudo, como pode ser lido aqui, a visão risonha desse passado de festas, animação e cosmopolitismo, derivou sobretudo dos efeitos de duas guerras (a de Espanha e a Mundial) cujos refugiados em trânsito enchiam (no final dos anos 30 e no início dos 40) as  ruas da Figueira de mundana animação, as esplanadas dos seus cafés de risos e os seus casinos de lucros.
Ao mesmo tempo, a maior parte dos figueirenses mourejavam na mais negra miséria. Na minha Aldeia, a alternativa era a emigração para os Estados Unidos. Para os que ficavam sobravam as secas do bacalhau, as fábricas de conservas, os estaleiros navais, as minas de carvão, fábricas de vidro e de cimento ou o degredo, na pesca do bacalhau.

Tudo isso, entretanto, acabou.
Mas a memória local é selectiva e a Figueira, hoje, continua a viver, entre a melancolia e o porreirismo figueirinhas, da recordação exclusiva de um antanho de glamour tão ilusório quanto imaginado.
Como deu conta e registou o filósofo e vereador local António Tavares, na sua obra “Arquétipos e Mitos da psicologia social figueirense”, “A Figueira da Foz está sempre à espera de algo que vem de fora”
Criar riqueza é uma coisa que não os assiste. 
Preferem servir os que têm alguma. 
Grande visão tinha o intelectual figueirense, vereador camarário e escritor de talento. Acertou na mouche, no que se tem passado no arco do poder figueirense, incluindo obviamente nos dois executivos presididos por João Ataíde, com o vereador António Tavares a fazer parte da equipa...

É neste cenário de miséria política, que varre a política figueirense da esquerda à direita, que um dos partidos do arco do poder, no sábado, 21, vai a votos... 
E o pior cenário para os figueirenses vai confirmar-se lá para Setembro de 2017: ATAÍDE, que, sem sequer ser militante do partido, faz o que quer do PS na Figueira, fica...
A tradição, na Figueira, continua a ser o que sempre foi...
O Carnaval continua a ser um caso sério.

3 comentários:

Anónimo disse...

O seu amigo Tavares limita-se a reproduzir, o que outros, sem palco, disseram na década de 60.

Antonio Agostinho disse...

"Amigo!..", caro anónimo?..
Foi amigo, mas da onça...
Se o Tavares fosse meu amigo, ter-lhe-ia dito em devido tempo e em privado: soltaram-te para aí uns cães e eu acho que não vão parar, e se queres o meu conselho, é melhor demitires-te.
Dizê-lo em privado é uma coisa. Dizê-lo em público é um assassínio político...
Como não sou hipócrita, confesso que gostei...
Só se perderam as que caíram no chão!
Cada um tem o que merece...

A Arte de Furtar disse...

Como deu conta e registou o filósofo e vereador local António Tavares: “A Figueira da Foz está sempre à espera de algo que vem de fora”.
Mas isto é brilhante! Ganda solução!

O mais provável será imergirmos nós cada vez mais no ruído para ficarmos de tal modo obsidiados pela poluição mental, deste tipo de raciocínio, que já nem se coloque a possibilidade de nos desintoxicarmos, pois o mais tóxico dos agentes somos nós próprios, seremos nós próprios, figueirenses e cidadãos. Triste sina, pá!

É o tipo de pensamento: “Há uma nova geração e influente no PS” – Público de domingo.
Só há uma pessoa neste artigo (que parece que foi feito com base na wiki) que é "jovem", o resto já tudo nos 40s para cima!!!!!!
Esse artigo é uma bela merda, diga-se.
Salva-se a ilustração de Mariana Soares

https://www.publico.pt/politica/noticia/ha-uma-nova-geracao-e-influente-no-ps-1731785

Como diria uma das grandes figuras da cena política portuguesa, Jorge Coelho, "Há muita fraca memória".
De uma vez por todas, digam o que vos passa pela cabeça, olhem para o espelho e pensem o melhor de si mesmos, mas, por favor, não nos chamem estúpidos.