quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Na Aldeia... (XIX)

foto António Agostinho
Não sei o que se passa a sul na Aldeia, mas, hoje, na minha habitual caminhada matinal pela orla costeira, dei conta de fumo (ou serão gases libertados por alguma fábrica?..), mesmo no limite sul da zona industrial. 
A actual falta de perspectivas na Aldeia, ultimamente, tem-me roubado alguma energia, o combustível que me alimenta e que me empurra para a frente quando quase me sinto extenuado. 
A Aldeia já me proporcionou desgostos e dores várias, algumas delas profundas, que me deixaram cicatrizes. 
Contudo, a mentira em que se vive neste momento na Aldeia, ultrapassa tudo. 
Há dores, que com o passar do tempo, ainda doem mais.  
Quem sabe da dor, sabe da vida. 
À medida que o tempo passa, tenho cada vez mais a sensação de estar a ver a Aldeia, que conheci, partir lentamente à minha frente. 
Resta-me a memória - a minha -, a que me empurra para o presente, a tal que me ajuda a reviver episódios e acontecimentos passados na Aldeia. 
A mesma memória – a minha – que me permite recordar a reminiscência do que a Aldeia foi.
Sobretudo, a memória do rio da minha Aldeia, visto da janela da casa que foi dos meus avós, agora é da minha mãe, onde nasci e vivi a maior parte da minha existência, parece estar imóvel, inerte e sem respirar.
O rio é o mesmo, mas a paisagem está diferente: a margem foi substituída pela variante à 109...
Eram raros, mas aconteciam, esses dias do “rio-chão"... 
Felizmente, pois gosto muito mais do rio da minha Aldeia quando tem ondulação e vida –, para mim, sempre o preferido “rio-cão”.

3 comentários:

Anónimo disse...

Toma um xanax que isso passa-te.
ABRAÇO

Antonio Agostinho disse...

Embora correndo o risco de este ainda vir a ser nomeado de lugar de cobardes anónimos, não resisto a publicar um comentário que me divertiu.
Que querem: não sou egoísta e o comentário tem piada, pronto.
Depois, se não assinam o nome próprio é porque não querem.
Não vou sequer perorar sobre se o anónimo percebeu o verdadeiro alcance do que escreveu, mas não posso deixar de registar a candura implícita nas suas palavras.
É claro que existe um problema de competência e competências...
O cerne da questão, contudo, está em conseguir que as pessoas – mesmo os anónimos - sejam cometentes e empenhadas, não só para si, naquilo que lhes diz directamente respeito, mas também com e para com os outros, para a comunidade.
Portanto, por mim, para a próxima vez, pode assinar. Isso, sim além de cometente e empenhado, era de Homem. ABRAÇO RETRIBUÍDO

mario alberto disse...

É triste verificar a falta de carácter em alguns seres, no meu tempo O ANONIMO, era a criatura que não tinha pai, nem mãe, ou seja um abandonado.