domingo, 13 de janeiro de 2013

A Figueira no início de 2013...

foto Pedro Agostinho Cruz
A Figueira, ao que dizem,  tem um passado glorioso.
Nos meados do século passado, ao que dizem, foi uma cidade cheia de pujança social, económica e cultural.
Nos dias que passam,  porém, apesar da sua inigualável beleza, parece estar moribunda.
Há quem culpe Aguiar de Carvalho, há quem  não desculpe  o "traidor" Santana Lopes e a falta de realismo do falecido Duarte Silva, como os principais culpados do estado a que a Figueira chegou.
Há,  também,  quem aponte já o dedo a José Ataíde, por ter invertido a deriva despesista, acusando-o de ter abandonado a Figueira  à sua sorte, ao negar o apoio a alguns projectos mal amanhados que vinham de anteriores mandatos.
Independentemente das culpas que possam caber aos autarcas que têm servido (mal ) a cidade e aos governos que a têm prejudicado, a verdade é que os figueirenses  também pouco têm feito para evitar o descalabro actual.
No tempo de Sócrates, perdemos a maternidade. É certo que alguns figueirenses  se levantaram e protestaram, mas de pouco valeu. A maternidade foi mesmo encerrada.
Isso, foi simbólico.
No final do ano passado, a Figueira perdeu o seu jornal mais antigo – o Figueirense – e nada aconteceu para tentar contrariar o destino.
É certo que, ao longo dos anos, outros títulos desapareceram, no essencial, também por  desinteresse dos figueirenses. Recorde-se alguns,  nos últimos 30 anos: Barca Nova, Mar Alto, Correio da Figueira, Linha do Oeste e, agora, o Figueirense.
A razia foi de tal maneira que, neste momento, restam A Voz da Figueira e O Dever…
Os figueirenses têm orgulho – presumo eu -  na Biblioteca e no Museu municipal, no CAE, no associativismo, no Casino,  como exemplos de uma cidade voltada para o lazer e para cultura.
Gostam -  também presumo eu -  da Naval, do Ginásio, do Sporting Figueirense  da SIT, do Caras Direitas, do GRV, da Cruz Vermelha, dos Bombeiros (municipais e voluntários), da Assembleia Figueirense, da Misericórdia -  e  do papel destas entidades em defesa da promoção da solidariedade e  do progresso social, associativo, desportivo e social da cidade e do seu concelho.
Mas isso chega?
Ter orgulho em exibir algumas jóias da coroa,  como prova de vitalidade,  é próprio de famílias arruinadas que se agarram a elas para demonstrar que ainda estão vivas.
A Figueira está moribunda, agarrada a um bairrismo provinciano completamente ultrapassado.
A Figueira precisa de gente que goste da cidade, que a ame e a queira voltar a colocar no mapa de forma sustentada e com dignidade -  não como uma moda.

1 comentário:

o cu de judas disse...

pergunta, que faz a dita élite intelectual, económica, etc. nada.
Concertos de música, provas desportivas(remo, natação, etc, nada) O santo estado, neste caso Câmara é que inpulsionam tudo e com fracos resultados. O que se faz pouco público tem, em tempos ainda havia as Jornadas de Teatro Amador, continuam?