sexta-feira, 9 de março de 2007

Os guardas-florestais da nossa memória



Não é possível falar da história da nossa Terra e da nossa memória, esquecendo o pinhal e os guardas-florestais.
Quem andar pelos 40 e tal anos, recorda-se do Senhor Fausto e do Senhor João.
E, o quão importante foi o seu papel na preservação da mata nacional a sul da nossa Freguesia.
É preciso recordar que os fogos alimentam uma poderosa indústria – e não é a dos madeireiros.
Gémeos do fogo são as caríssimas intervenções dos meios aéreos, o lucrativo negócio das viaturas e de outros meios de combate, o crescimento exponencial de sofisticados quartéis de bombeiros.
Estou convencido, que os fogos florestais acabariam no dia em que o Estado quisesse acabar com eles.
Sejamos explícitos: no dia em que se dispuser a gastar menos dinheiro na prevenção do que gasta actualmente no combate. Subsidiando as limpezas de matas, legislando sobre a obrigatoriedade da sua capaz conservação, criando um regime de incentivos para uma administração correcta, por parte dos privados, do património florestal, investindo num corpo numeroso, bem preparado (técnica, científica e fisicamente), bem equipado, bem pago e bem armado de guardas florestais.

2 comentários:

Tó (da Lota) disse...

deixa lá posteiro. Isso dos fogos é mais uns anitos. Por dois motivos:
Qualquer dia não há que arder e qualquer dia não há dinheiro para pagar esse folclore todo da bombeirada mais os seus aviões e comandantes nas suas reluzentes e limpas fardas. mais uma catrefada de oportunistas que vivem do mal alheio. Alheio mas que também é deles.

Bakunine disse...

Ó senhor Agostinho, mas a actual administração da coisa é correctissima, na visão dos privados: não são eles próprios que ganham com esta situação de fogos?